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GRAVE PRECEDENTE

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ACONTECEU NO EUA, PAÍS DE 1º MUNDO

Nos Estados Unidos da América, duas mulheres (irmãs) atraíram dois homens para um lugar ermo onde três comparsas delas esperavam e praticaram o roubo de U$ 11,00 (onze dólares).

Os três homens foram condenados a dois anos de prisão, enquanto as duas mulheres pegaram prisão perpétua, isso mesmo, prisão perpétua.

É bem verdade que a pena deve ser aplicada individualmente na medida da participação de cada um no delito, mas o contraste entre a diferença entre as penas aplicadas aos homens e as penas aplicadas às mulheres sempre foi alvo de protestos e críticas.

Uma das irmãs adoeceu e necessita de transplante de rins. Para reduzir os gastos do Estado e ficar bem visto perante a população, o governador (futuro presidenciável) aceitou a proposta de conceder a liberdade das irmãs em troca da promessa de que a irmã saudável doe o rim para a putra.

É um grave precedente que a justiça americana abriu. Imagine se todos os presos resolverem em troca da liberdade doarem um rim?

O mais sensato teria sido solicitar uma revisão da exorbitante pena de prisão perpétua e libertar as mulheres.

É, para quem acha que não, políticos de países ditos “civilizados” também usam de interesses particulares para se locupletarem.

ESSA MODA BEM QUE PODERIA PEGAR NO BRASIL.

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EX-PARLAMENTAR CONFESSA CORRUPÇÃO E PODE SER CONDENADO À PRISÃO NO REINO UNIDO

David Chaytor de 61 anos do Partido Trabalhista, ex-parlamentar britânico, terá que devolver aos cofres públicos inglês aproximadamente R$ 50 mil reais por corrupção.

O parlamentar acusado de falsificar recibos para receber restituição de aluguel de imóvel pertencente ao próprio parlamentar se declarou culpado nesta sexta-feira. Além do dinheiro que terá de devolver, o deputado poderá ser condenado a pena máxima de 7 anos de prisão.

Se o parlamento brasileiro tivesse essa mesma seriedade, será que sobraria “pedra sobre pedra”? ou melhor, “deputado sobre deputado”?

Difícil acreditar que um deputado brasileiro possa vir a ser punido por corrupção. Não dá para esquecer o aumento de mais de 60% que os deputados deram aos próprios salários, quando a inflação do país é de cerca de 5% anuais.

Esse foi um crime oficializado contra a população brasileira, mas não podemos perder a esperaça e lutar sempre.

BUSH: O CAPETA EM FORMA DE GENTE, OU SERÁ O CONTRÁRIO

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BUSH AFIRMA TER AUTORIZADO TORTURA E O MUNDO ASSISTE CALADO


Recentemente, assistindo um jornal, passou uma reportagem da já sabíamos, mas a notícia, não deixou de ser estarrecedora pelo fato da admissão dos crimes bárbaros os quais ele afirma ter autorizado.

Estou falando do então presidente dos Estados Unidos da América, país que se diz defensor dos Direitos Humanos (deles norteamericanos), Sr. Geoge W. Bush. Ele afirma em um livro sobre sua vida ter autorizado torturas de prisioneiros em nome da segurança nacional.

Não estou aqui defendo a ação de nenhum terrorista tão pouco fazendo apologia ao crime. Contudo, não se pode admitir que para combater um crime, se cometa crimes tão hediondos quantos aqueles que se buscam coibir.

Enquanto os organismos internacionais de Direitos Humanos e o mundo se calam, suscitamos a questão para que possamos refletir e utilizarmos dessa reflexão em nosso país na hora de escolhermos nossos governantes.

Bush, matou e continua mantando centenas, milhares de pessoas no Iraque em busca de bombas atômicas que nunca foram encontradas, interferindo na soberania de um povo. Matou, torturou e ficou e pelo silenciar de todos, ou quase todos, Bush ficará impune.


É esse tipo de gente que queremos gerindo o destino de uma nação? É esse o mundo que queremos?

IDENTIFICADOS OS RESTOS MORTAIS DE BERGSON GURJÃO DE FARIAS MÁRTIR DO ARAGUAIA E HERÓI DO POVO BRASILEIRO

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QUERIDOS AMIGOS E QUERIDAS AMIGAS

Hoje vamos fazer o resgate de uma personalidade extraordinária IIda história recente do Brasil covardemente torturada e assassinada aos 25 anos pelos esbirros da ditadura sanguinária que, ao longo de vinte e um anos, manchou de sangue e de vergonha a nossa pátria e escreveu as páginas mais negras de nossa história.
Estamos repercurtindo em O TORTO notícia da Folha on Line sobre a identificação dos restos mortais de Bergson Gurjão de Farias (foto) nosso colega no curso de Química da UFC onde convivemos nos anos de 1966 e 1967. Todos nós, das turmas de Engenharia Química, Química Industrial e Química Bacharelado de 1966, tivemos o privilégio de conviver com um colega defensor das grandes bandeiras da Universidade, do ensino superior gratuito e de qualidade, da luta contra a opressão da ditadura, da liberdade e dos direitos humanos.


Nasceu em 17 de maio de 1947, em Fortaleza, Estado do Ceará, filho de Gessiner Farias e Luiza Gurjão Farias.
Desaparecido na Guerrilha do Araguaia. Era estudante de Química na Universidade Federal do Ceará, e vice-presidente do Diretório Central dos Estudantes, em 1967.
Foi preso no Congresso da UNE, em lbiúna, em 1968 e foi expulso da Faculdade com base no Decreto-lei 477. Indiciado no inquérito por participação no XXX Congresso da UNE, foi condenado em 1° de julho de 1969 pelo CPJ do Exército a 2 anos de reclusão.
Em 1968, no Ceará, foi gravemente ferido na cabeça pelo chute de um soldado quando participava de manifestações estudantis. Refeito dos ferimentos e sob feroz perseguição, foi para o interior, indo residir na região de Caianos, onde continuou suas atividades políticas.
Ferido em combate, em 8 de maio de 1972. Seu corpo foi levado para Xambioá, todo deformado, tendo sido dependurado em uma árvore, com a cabeça para baixo, a qual era chutada constantemente pelos paraquedistas mobilizados na caça aos guerrilheiros.
Segundo depoimento de Dower Cavalcanti, ex-guerrilheiro já falecido, o General Bandeira de Melo lhe dissera que Bergson estaria enterrado no Cemitério de Xambioá.
O Relatório do Ministério da Marinha diz que em “junho de 1972, foi morto...”Seu desaparecimento foi denunciado em juízo, em 1972 e 1973 pelos presos políticos José Genoino Neto e Dower Moraes Cavalcante. Genoíno afirma que o corpo de Bergson lhe foi mostrado durante um de seus interrogatórios e que sabia que ele estava com malária, tendo sido morto a baioneta. Dower diz que foi preso e torturado junto com Bergson e que ele foi morto a baioneta. (extraído do site do Movimento Tortura Nunca Mais)

A NOTÍCIA:
07/07/2009 - 18h00
Do UOL Notícias*Em São Paulo
A Secretaria Especial de Direitos Humanos do governo informou nesta terça-feira (7) que um novo exame de DNA confirmou que os restos mortais encontrados no Araguaia em 1996 pertenciam ao guerrilheiro Bergson Gurjão Farias, desaparecido na região em 1972. Exumada em Xambioá, no norte do Tocantins, a ossada havia sido catalogada como X-2.
Araguaia: cronologia mostra ações em torno da guerrilha
Há quase 35 anos, os familiares dos mortos e desaparecidos na Guerrilha do Araguaia lutam para ter acesso às informações sobre as ações dos militares durante a ditadura e para descobrir onde estão enterrados os restos mortais dos guerrilheirosDesde 1991, doze conjuntos de ossadas foram localizadas.
Bergson é a segunda pessoa identificada, a primeira foi a professora primária Maria Lúcia Petit da Silva, desaparecida em 16 de junho de 1972 e sepultada em 1996. Ambos eram ativistas do PCdoB, então na ilegalidade.O resultado do exame foi entregue à secretaria e à Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos na noite de ontem (6). A família do guerrilheiro já foi comunicada da descoberta e foram iniciados os preparativos para o funeral.Segundo nota da secretaria, o novo teste de DNA foi encomendado após discursos do deputado Pompeo de Mattos em reuniões da Comissão de Direitos Humanos e Minorias e no plenário da Câmara. Mattos cobrou do governo providências sobre as ossadas encontradas na região do Araguaia desde 1991, em especial à Xambioá-2.O laboratório que submeteu os restos mortais de Bergson a nova análise utilizou uma técnica moderna que não havia sido empregada nos testes anteriores.
Até então, os resultados tinham sido negativos ou não-conclusivos. A identificação do corpo de Bergson Gurjão Farias ocorreu um dia antes do início das atividades do grupo de trabalho do Ministério da Defesa constituído para localizar, recolher e identificar corpos dos guerrilheiros mortos no Araguaia.

LULA RECEBE PRÊMIO DA UNESCO

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NA BUSCA PELA PAZ, LULA RECEBE PREMIO EM PARIS


O Presidente Luis Inácio Lula da Silva em cerimônia realizada em Paris pela UNESCO, recebeu prêmio pelo trabalho que desenvolve na busca da paz mundial. Grande estadista, o Presidente brasileiro é destaque não só no Brasil, mas em várias partes do mundo.

Durante a cerimônia de entrega da premiação, dois manifestante pacifistas, pertencentes a uma Ong, subiram no palo com cartazes que continha a frase: "Lula salve a Amazônia, salve o clima".

Este realmente foi um bom momento para chamar a atenção da população para a responsabilidade para com o planeta terra. vale lembrar que o Brasil sozinho não é o responsável pelo desastre ambiental que se alastra. Temos sim, que fazer a nossa parte, ,mas grandes potencias como EstadosUnidos também devem assumir a responsabilidade e o compromisso nessa luta para salva o meio-ambiente.

FUNERAL MICHAEL JACKSON

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SÓ UM COMENTÁRIO

Concordo que Michael Jacson foi um grande artista e merece todas as homenagens de seus fãs. Porém, gastar U$ 4 milhões no funeral do ídolo mundial da musica pop é demais até mesmo para os USA, principalmente esse dinheiro saindo dos cofres públicos como sairá.

Fazer o que? Vamos dançar no "passo da lua".

MUDANÇAS? É ESPERAR PARA CRER

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OS SÉRIOS E MÚLTIPLOS DESAFIOS DE BARACK OBAMA

Num discurso de pouco mais de 2.300 palavras (o tamanho de uma página de jornal standard), pronunciado em sua posse, em 20 de janeiro, o novo presidente dos EUA, Barack Obama conseguiu a façanha de abordar muitos dos principais temas que inquietaram o mundo nas últimas décadas, principalmente durante o mandato de George W. Bush, e indicar a intenção de mudar em profundidade a postura da principal potência econômica e militar do planeta em relação às demais nações, a seu povo e ao próprio legado democrático que faz parte da história dos EUA.

O discurso é abundante em alusões a este legado, desde a indefectível expressão ''nós, o povo'', que abre a Constituição dos EUA, usada para reafirmar a fidelidade ''aos ideais de nossos antepassados'' e ''aos nossos documentos fundamentais'', como a própria Carta Magna, vilipendiada durante o governo Bush. O discurso foi pontilhado de referências à crise econômica, à guerra (e também ao combate ao terrorismo, esta agenda que se tornou uma obsessão estadunidense), ao dogma neoliberal do tamanho do Estado (que não importa: ele precisa é ser eficiente, disse), ao racismo, à necessidade de programas sociais e de melhoria da previdência social, à solidariedade no lugar do egoismo, à transparência e correção nos atos do governo, ao combate à fome no mundo, aos imigrantes que construíram aquela nação, à necessidade de defender o meio ambiente e o planeta.

Não esqueceu também a herança religiosa, tão cara a grande parte da população que o elegeu presidente - mas lembrada para afirmar a igualdade entre todos, a liberdade e o direito de buscar a felicidade.


Obama amparou-se no leglado democrático dos EUA, e algumas frases merecerão fazer parte, no futuro, de uma antologia das mudanças, como a que atribui a crise à ''cobiça e irresponsabilidade de alguns'', mas também ao ''fracasso coletivo em fazer escolhas difíceis e preparar o país para uma nova era''.


O tempo de ''repudiar mudanças, proteger interesses limitados e protelar decisões desagradáveis - esse tempo certamente já passou. A partir de hoje, devemos nos reerguer, sacudir a poeira e começar novamente o trabalho de refazer a América'', afirmou.

Reafirmou o poder do mercado para gerar riqueza e ''expandir a liberdade'', mas reconheceu que ele precisa ser controlado, e ''uma nação não pode prosperar por muito tempo quando favorece apenas os prósperos''.


Rejeitando a ''falsa a opção entre nossa segurança e nossos ideais'', pregou o respeito à lei e aos direitos humanos, ''ideais (que) ainda iluminam o mundo, e não vamos abandoná-los em nome da conveniência''. Defendeu conversações com ''antigos amigos e ex-inimigos'', falou em deixar, ''de maneira responsável'', ''o Iraque para sua população, e forjar uma paz duramente conquistada no Afeganistão''.


Descreveu como uma qualidade a multiplicidade étnica e cultural da formação dos EUA (''nossa herança de colcha de retalhos''). ''Somos uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus - e de descrentes. Somos formados por todas as línguas e culturas, saídos de todos os cantos desta Terra'', na qual ''a América deve exercer seu papel trazendo uma nova era de paz.'' E acenou aos muçulmano com um caminho ''baseado no interesse mútuo e no respeito mútuo''.

Prometeu uma ''nova era de responsabilidade'', reconhecendo os deveres dos estadunidenses para com seu próprio povo, sua nação, e o mundo. Os desafios que ele tem pela frente são reais, disse. ''São sérios e são muitos'', e sua solução não será fácil nem rápida. Mas ''serão resolvidos'', garantiu.

Um discurso de posse é sempre uma solene declaração de intenções, e é assim que a peça oratória de Barack Obama deve ser lida - a manifestação do desejo de mudar a atitude do governo dos EUA perante o mundo, perante seu próprio povo, e perante os ricos de seu país, cujos interesses pontificaram absolutos nas últimas décadas. ''Escolhemos a esperança acima do medo (uma imagem que lembra a eleição de Lula em 2002), a unidade de objetivos acima do conflito e da discórdia''.



Milhões de pessoas, em Washington, testemunharam a manifestação destes propósitos que contrastam com tudo o que foi feito nos EUA desde a presidência de Ronald Reagan, no começo dos anos 80. Ele apontou para mais negociação e menos unilateralismo, mais equidade e menos arrogância. O mundo espera que as 2.300 palavras do discurso do novo presidente dos EUA se convertam num programa efetivo, que deixe para trás o desrespeito à lei, à soberania das nações, num mundo em que a agressividade guerreira do imperialismo estadunidense seja uma lembrança dolorosa do passado.



Fonte: http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=49825


COMENTÁRIOS DO BLOG
É bem verdade que em seu discurso Barack Obama quis deixar clara o quanto ele é diferente de Busch e o quanto o seu governo também será. Porém não podemos esquecer que Obama é presidente de um país extremamente nacionalista e que não será fácil romper com os idéias e as ideias daquele povo que para conseguir seus objetivos passam por cima de tudo e de todos.

Não se deve esperar mudanças radicais, mas qualquer mudança em benefício da população mundial será bem vinda.

CRIMES DE GUERRA EM GAZA. OUTRO VIETNÃ

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Palestinos sofrem um desastre humanitário descomunal na Faixa de Gaza
Juan Miguel MuñozEm Jerusalém
13/01/2009 - 00h01
Juan Miguel MuñozEm Jerusalém


"Para muitas pessoas é um tormento cuidar dos bebês e das crianças menores. Sabe? Elas evacuam... Mas não há água nem fraldas. Imagine como nos arranjamos", comenta Mohammed, pai de quatro. Sem água corrente, com um escasso suprimento de alimentos, sem calefação no inverno, sem poder escapar da Faixa, sem capacidade para curar feridos, seus 1,5 milhão de habitantes sofrem um desastre humanitário descomunal. Causado não só pelo ataque brutal de 16 dias das forças armadas israelenses. Há três anos o território sofre um bloqueio asfixiante que só faz piorar. Israel pretende acabar com o lançamento de foguetes. Sem dúvida está certo. Mas muitos apontam para uma estratégia calculada. "Gaza não é um caso de subdesenvolvimento econômico. É um caso único e cruel de subdesenvolvimento deliberado", escreveu o historiador israelense Avi Shlaim. Para que não levantem a cabeça. "Faremos Gaza voltar 20 anos atrás", disse um membro do gabinete israelense. Conseguiram.Em agosto de 2005 o governo de Ariel Sharon executou a evacuação dos colonos judeus de Gaza e representantes de organismos financeiros internacionais previram um futuro promissor. Alguns falaram em transformar Gaza em um enclave no estilo de Cingapura. Mas os palestinos não comemoraram a evacuação. Nem uma pessoa saiu às ruas. Estão cansadas de escutar promessas. No domingo, amplas áreas do campo de refugiados de Yabalia, de Rafah, de Beit Lahia e da cidade de Gaza ofereciam imagens dantescas, que lembram a destruição de Grosni, a capital da Chechênia bombardeada.A magnitude do desastre é especialmente crua para os mais de 3.000 feridos pelo fogo israelense e os doentes, que sofrem uma conjuntura traumática. Não é novidade. Já viveram isso quase 300 seres que morreram por falta de cuidados médicos em 2008. O governo israelense - e também o egípcio - os impediu de ser tratados fora de Gaza. Houve casos sangrentos. Uma família obteve afinal a permissão do serviço secreto israelense. Tarde demais. O doente tinha sido enterrado dias antes.Também é dramático para os médicos, que lutam para avaliar uma situação desesperada. Os dados das agências da ONU são esclarecedores: 70% dos pacientes crônicos suspenderam seus tratamentos; entre 25% e 50% dos médicos e enfermeiras não podem ir aos hospitais, embora no sul superem os 90%. Alerta-se para o risco de epidemias. Os serviços de epidemiologia, pré-natais e laboratórios suspenderam suas atividades; as campanhas de vacinação foram interrompidas nos 58 hospitais e centros de saúde, dos quais só 34 funcionam e com geradores. Porque a eletricidade é um luxo.Três em cada quatro moradores está sem luz elétrica. Faz frio e o risco de hipotermia para as crianças é grave. "Há muitas residências com as janelas destruídas. As pessoas têm de colocar plásticos, mas muitos que as conservam as abrem para evitar que a onda dos bombardeios as destrua e machuque alguém. É perigoso", explica Mohamed.Há apenas três anos, Gaza era um lugar pobre, com uma economia à mercê dos avatares políticos e sempre em declínio. Seus habitantes se apressavam então a votar. Venceu o Hamas. E quase nenhum país do mundo aceitou o veredicto das urnas. Acabava-se de assinar um acordo entre a Autoridade Palestina, os EUA, a União Européia e Israel que definia em 450 contêineres o abastecimento diário à Faixa de Gaza. A média dos últimos dias é de 67. Bom registro comparado com a média de novembro, quando só 23 caminhões descarregaram por dia suas mercadorias. Durante os meses de trégua, entre junho e dezembro de 2008, Israel nunca permitiu um fluxo que se aproximasse remotamente do combinado.Há três anos comprava-se de tudo nos supermercados. O dia-a-dia hoje é uma luta pela subsistência. Das 27 fábricas de pão, só nove funcionam. "As filas para comprar são quilométricas. Você espera quatro horas para muitas vezes sair de mãos vazias. Em casa fazemos pão sem levedo. Nas lojas não há de nada, comem-se favas secas, algum legume e grão-de-bico a preços muito altos. Verduras? O que é isso? Ninguém se atreve a colher nos campos. E os açougues fecharam. Os donos não compram carne porque não podem conservá-la. Mas se bombardeiam até as granjas de frangos!", explica Kayed, morador da capital.Quase um milhão de pessoas dependem da ajuda alimentar da Agência da ONU para os Refugiados (UNRWA) e do Programa Mundial de Alimentos. Suspenderam várias vezes a distribuição de comida. E tudo agravado porque Israel não permite que as demais ONGs trabalhem em Gaza desde 4 de novembro.Em 2005 via-se a miséria e se observavam depósitos de lixo imundos. Mas não acontecia o que acontece hoje na cidades do norte Beit Lahia e Beit Hanun. As águas negras brotam pelos ralos. Há 170 estações de bombeamento de água e tratamento de águas residuais. Não funcionam. Não há combustível. O abastecimento de água, que é salgada há anos, foi cortado para 80% da população. É um colapso geral. Milhares de palestinos não podem se comunicar devido ao péssimo funcionamento da rede de telefonia móvel e fixa. Às vezes não podem nem ir aos enterros. Não são informados da morte de familiares ou amigos.Reservistas em açãoOs reservistas israelenses entraram em ação. Um sinal de que a invasão terrestre se estenderá pelas próximas horas ou dias e que no domingo já se podia antecipar porque os soldados combatiam pela primeira vez nos bairros do sul da cidade de Gaza. Oito dias atrás o exército chamou dezenas de milhares de reservistas para o caso de possível ampliação dos ataques por terra para o interior das cidades, o que pode provocar um aumento de vítimas fatais de causar calafrios depois de 16 dias de batalhas e bombardeios: 884 palestinos mortos - pelo menos 368 mulheres e crianças - e mais de 3.800 feridos, 413 deles em estado grave, segundo fontes médicas palestinas.Os fatos se precipitam nesta guerra em que o exército israelense está empregando, segundo a organização Human Rights Watch, bombas de fósforo, proibidas pelas convenções internacionais. Mark Regev, porta-voz do gabinete do primeiro-ministro, não desmentiu. Apenas indicou que Israel usa armas que são utilizadas por outros países ocidentais. O Hamas também disparou pela primeira vez um míssil terra-ar.Os bombardeios maciços causaram no domingo os primeiros quatro feridos por metralha em território egípcio. E também ocorreu um incidente no Golã sírio ocupado. Soldados israelenses foram atacados a tiros. Não houve feridos. O governo de Israel acredita que não foi obra de militares sírios, mas de palestinos armados.Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
"Os judeus sofreram o Holocausto e querem repetir a história com nosso povo."
Palavras do repre4sentante palestino na Espanha, Musa Amer Odeh, que qualifica como "crime contra a humanidade" a ofensiva em Gaza e pede intervenção da Espanha.

INTERNACIONAL

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Israel pode ter cometido crimes de guerra em Gaza, diz ONU
09/01/2009 - 21h22
da Folha Online
O Exército de Israel pode ter cometido crimes de guerra na faixa de Gaza, afirmou a alta comissária para direitos humanos das Nações Unidas, Navi Pillay, nesta sexta-feira, segundo o diário britânico "Guardian". A declaração foi feita no dia em que a ofensiva israelense ao território palestino completa duas semanas, com um saldo de ao menos 780 palestinos mortos, dos quais 257 são crianças. Dez militares israelenses também morreram na operação.
Veja a galeria de imagens do conflito
Ao fazer a declaração, Pillay mencionou o assassinato de cerca de 30 palestinos em Zeitoun, no sudeste de Gaza. De acordo com quatro sobreviventes citados em relatório da ONU, militares de Israel mandaram cerca de 110 civis se abrigarem em uma casa de Zeitoun. Vinte e quatro horas depois, o local foi atingido por três projéteis.
Fadi Adwan/AP
Imagem mostra vítima do ataque a Zeitoun, na faixa de Gaza, que deixou cerca de 30 palestinos mortos no último dia 4
Cerca de metade dos palestinos que buscaram refúgio no local eram crianças, afirma o relatório, que também acusa os militares israelenses de impedirem equipes médicas de chegarem ao local para retirar os feridos.
A alta comissária disse à rede BBC que o incidente "parece ter todos os elementos de um crime de guerra". Ela pediu por investigações "críveis, independentes e transparentes" sobre possíveis violações da lei humanitária.
O Exército de Israel negou que seus militares tenham forçado os civis a se dirigirem ao edifício que foi atacado. "Não alertamos as pessoas a irem a outras construções. Isso não é algo que fazemos", afirmou o porta-voz Avital Leibovich, citado pela Associated Press. "Não conhecemos esse caso", acrescentou. "Não sabemos que o atacamos. Não está confirmado que o atacamos."
Feridos
Wael Samouni, que perdeu três filhos no ataque, disse que dezenas de pessoas se abrigaram na casa após militares israelenses ordenarem que eles ficassem dentro do local. "Aqueles que sobreviveram, e foram capazes, andaram dois quilômetros até a estrada Salah Ed Din antes de serem transportados ao hospital em veículos civis", afirma o relatório da ONU. Nove membros da família Samouni morreram no incidente.
Ariel Schalit/AP

Enterro de soldado israelense; dez militares de Israel morreram durante ofensiva
A acusação surge em meio à decisão de Israel de manter sua ofensiva aérea e terrestre em Gaza, apesar da resolução do Conselho de Segurança da ONU desta quinta-feira que pede pelo cessar-fogo imediato.
Protestos contra a operação militar foram realizados em diversas cidades do mundo nesta sexta-feira.
O relatório, do Escritório da ONU para a Coordenação de Questões Humanitárias, não afirma que o ataque foi deliberado, mas o classifica como "um dos mais graves incidentes desde o início das operações" contra o grupo radical Hamas em Gaza, no dia 27 de dezembro.
Resgates
Nesta quinta-feira, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha emitiu um comunicado acusando Israel de causar atrasos "inaceitáveis" no resgate de feridos em Gaza.
Ainda nesta quinta-feira, a Organização Mundial de Saúde disse que 21 palestinos que trabalham no socorro às vítimas foram mortos, e outros 30 ficaram feridos desde o início da operação.
"Os israelenses estão atirando em todo mundo que tenta buscar os corpos", afirmou Haider Eid, professor da universidade Al Quds, à Folha Online, por telefone, de Gaza.
"Eu estava com dois ativistas internacionais, um do Canadá e outro da Espanha", disse o palestino. "Eles estavam em uma ambulância que buscava corpos em Jabaliya, começaram a disparar contra a ambulância, e dois médicos que estavam dentro da ambulância ficaram feridos."
O ataque a Zeitoun ocorreu no mesmo dia em que Israel atacou uma escola da ONU que servia de abrigo a centenas de palestinos, matando ao menos 40 pessoas. A ONU afirma que a escola estava claramente marcada com uma bandeira da ONU e sua localização era do conhecimento dos militares israelenses.
Com agências internacionais

::INTERNACIONAL::

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ORIENTE MÉDIO: ESTADOS UNIDOS PATROCINAM GENOCÍDIO E DESTRUIÇÃO TOTAL DA PALESTINA


Um massacre sob encomenda da indústria bélica


MINHA COLUNA NA TRIBUNA ON LINE DE 5 DE JANEIRO DE 2009






Pedro Porfírio Sampaio - jornalista cearense trabalhando na Tribuna da Imprensa do Rio
"É assim que estão as coisas em Israel. Opor-se à paz é sempre atitude legítima e patriótica; opor-se à guerra é traição, atitude antipatriótica e deve ser combatida. Podem debater o custo da paz eternamente; ninguém ouvirá uma palavra sobre o custo da guerra. Movimentos pacifistas são censurados. Movimentos pró-violência são estimulados".Gideon Levy, jornalista israelense do Haaretz, em 2/1/2009.
http://www.haaretz.com
A indústria bélica faz a festa no massacre de Gaza
Por favor, preste bem atenção nas próximas linhas. Seja quem for você, leia-me até o ponto final. Depois, tire suas conclusões. Mas o faça como um magistrado, alguém convencido de que o mal não tem defesa, mesmo quando praticado por nossos irmãos. Pois se admitirmos, ainda que por reles miopia, que os NOSSOS tudo podem e os outros, meros inimigos, nunca têm razão então estaremos contribuindo para a mais rápida destruição da humanidade - ou para o apocalipse já, como pressagiam as escrituras bíblicas.Você já deve imaginar a que me refiro: ninguém de bom senso, seja quem for, pode aceitar em silêncio o novo holocausto, desta vez da lavra de quem ainda tem as cicatrizes escarlates de perversidades que julgávamos extirpadas da face da Terra.Os bombardeios letais que ameaçam e atingem por igual a um milhão e meio de seres humanos na Faixa de Gaza, convertida num deplorável campo de concentração, são executados por militares israelenses, mas têm o patrocínio torpe da indústria bélica e se dá num contexto conspurcado por ingredientes da pior espécie.Mais ódio e sofrimentoAo apontar os grandes bruxos dessa nova tragédia, vale a advertência: o governo do desmoralizado premier Ehud Olmert, que está chegando ao fim, escolheu o pior caminho para pôr Barack Obama numa saia justa e comprometer seu governo com o que há de pior na guerra suja que faz da antiga "terra santa" um verdadeiro inferno.Errou também o ministro da Defesa, Ehud Barak, que transformou a matança dos palestinos de Gaza no trunfo de sua pretensão de assumir a chefia do governo de Israel com as eleições de fevereiro. Pelo que eu mesmo vi quando estive no Oriente Médio, em 2002, os israelenses e os árabes estão cansados de seis décadas de um conflito que nunca terá um vencedor.Naquele ano, o movimento "Paz Agora", com sede em Jerusalém e a participação de judeus e árabes, empolgava, sobretudo aos jovens israelenses, muitos dos quais recusavam-se ao serviço militar obrigatório de três anos. Defensor de uma solução com base na devolução aos árabes dos territórios invadidos a partir de 1967, o movimento chegou a reunir 500 mil pessoas numa das maiores manifestações já realizadas no Oriente Médio.Segundo Moises Storch, da coordenação do "Paz Agora", Israel gasta 30% do seu PIB com a segurança nacional. "E o medo do terrorismo só tem aumentado". Para Storch, que participou no Rio de uma manifestação contra a ocupação da Palestina, a tutela do povo palestino só trouxe prejuízos à sociedade israelense:"Somente em estradas construídas nas últimas quatro décadas nos territórios ocupados, Israel já gastou US$ 50 bilhões. Enquanto isso, as condições sociais foram se deteriorando a ponto de, hoje, um terço das crianças de Israel viverem abaixo da linha da pobreza".Sobre os bombardeios, o pacifista israelense lembrou:"Gaza tem a maior densidade demográfica do mundo e nenhuma área agricultável. Para essa região, a paz é a única alternativa viável". De fato, a população que vive nos 360 km2 desse território imprensado entre Israel e Egito reúne 4.200 pessoas por km2.Quem ganha com a guerraMais do que qualquer outra motivação, a ofensiva israelense atende aos interesses da indústria bélica norte-americana, cujas ações caíram com a crise e podem desmoronar se Obama começar a trabalhar a retirada do Iraque, como prometeu em sua campanha.Israel é o maior comprador de armas nos Estados Unidos, mesmo sendo esse pequeno país também um grande fabricante, com um arsenal atômico próprio, instalado na região de Sakhnin (onde também estive), cuja população é de maioria árabe, como são, aliás, os moradores de 70 dos 210 municípios israelenses, inclusive Nazaré.A operação militar em Gaza tem revestimento político, mas é parte de uma situação desconfortável, que inclui os 7 milhões e 200 mil israelenses entre os que registram os maiores gastos militares per capita: 1.737 dólares anuais, 59 dólares a menos do que os norte-americanos, cujos orçamentos de guerra atingiram em 2007 o nível mais alto em termos absolutos desde a Segunda Guerra Mundial: desde a posse de Bush, em 2001, os EUA aumentaram seus gastos militares em 59%, atingindo quase 600 bilhões de dólares em 2007, isto é, 46% de todo orçamento bélico mundial.Israel e Estados Unidos agem em sincronia. Na madrugada de ontem, o representante norte-americano vetou a aprovação de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, conclamando um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza e no Sul de Israel.No mesmo instante, o presidente de Israel, Shimon Perez, rejeitava os apelos da Europa por uma trégua, enquanto seus soldados invadiam por terra e dividiam a Faixa de Gaza ao meio, recorrendo a uma outra perversidade típico das práticas nazistas de que os judeus foram vítimas: além da morte de mais de 500 palestinos desde os bombardeios iniciados no último dia 27, a população palestina está há vários dias sem luz e sem água, padecendo forte inverno sem aquecimento, o que provocará uma tragédia ainda maior.Alguns analistas garantem que o governo encabeçado por um premier trabalhista teria optado pelo massacre devido às pesquisas eleitorais que favoreciam o partido Likud, mais à direita. Pode até ser. Da minha parte, prefiro acreditar que os israelenses como nação não chegaram ao absurdo de preferir aquele que matar mais palestinos, independentes de serem civis ou crianças inocentes.Outros dizem que o Fatah, à frente da chamada Autoridade Nacional Palestina, em conflito com o Hamas, majoritário em Gaza, e o presidente do Egito, Osmy Mubarack, que fechou a passagem para seu território, estariam facilitando os bombardeios de olho no enfraquecimento do grupo radical.Também acho que isso seria uma grande demonstração de miopia. O massacre do povo de Gaza pelos israelenses poderá levar à ampliação dos conflitos, particularmente no Líbano, onde os xiitas do Hezbollah aumentaram seu poderio bélico depois da aventura de Israel, em 2006.Como você viu, independente das agressões dos militantes do Hamas com foguetes de fabricação artesanal, o massacre em curso não é nada agradável para o povo israelense. Quando estive lá, percorrendo de Telaviv a Nazaré, o mar da Galiléia, indo a Jerusalém para alcançar Jericó, na Cisjordânia, dava pena ver aquele ambiente nervoso num dos pontos de maior potencial turístico do mundo.A guerra passou a ser o melhor negócio para políticos e empresários ambiciosos do sonhado "Lar Nacional Judeu". Mas, seguramente, o melhor para o povo seria o cumprimento da primeira decisão da ONU, que criou os dois Estados para dois povos, respeitando pelo menos as fronteiras anteriores à guerra dos seis dias, em 1967.Apesar de tudo, a PAZ é possível, até porque árabes e judeus se entendiam na luta contra o domínio estrangeiro, e só começaram a ter conflitos depois que o Barão de Rothschild passou a bancar a infiltração de colônias judaicas, nas primeiras décadas do Século XX, com claros propósitos de criar uma cabeça de ponte para interesses econômicos na região, onde o petróleo começava a jorrar.coluna@pedroporfirio.com
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