TROQUE 1 PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES

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Faz tempo que essa crítica campanha circula pela internet. Não sei até que ponto os números são reais, mas a verdade é que é triste a miséria que ganha um professor nesse rico país. Tão rico que parlamentares recebem uma fortuna enquanto a maioria da população vive em um estado precário, tão rico que os desvios e desmandos na política assolam a nação e mesmo assim continuamos a crescer.

Vale a pena ler para nos ajudar a refletir, em busca de mudanças para esta situação calamitosa. FAÇAMOS CADA UM A NOSSA PARTE.

Aqui no Ceará temos um exemplo do descaso para com os professores e a educação. Há 22 anos (isso mesmo 22 anos), professores universitários lutam para receber uma diferença referente ao Piso Salarial. A ação que condenou o Estado a pagar aos professores seus direitos, já transitou em julgado e mesmo assim os governos estaduais (desde Tasso Jereissati) teimam em desrespeitar. Quer saber mais sobre esta luta acesse www.pisosalarial.blogspot.com

"No futebol, o Brasil ficou entre os 8 melhores do mundo e todos estão tristes. Na educação é o 85º e ninguém reclama..."

EU APOIO ESTA TROCA

TROQUE 01 PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES
O salário de 344 professores que ensinam = ao de 1 parlamentar (SE ELE TRABALHA, VOCÊ DEVE RESPONDER).

Repasso com solidária revolta!


Prezado amigo!

Sou professor de Física, de ensino médio de uma escola pública em uma cidade do interior da Bahia e gostaria de expor a você o meu salário bruto mensal: R$ 650,00

Eu fico com vergonha até de dizer, mas meu salário é R$650,00. Isso mesmo! E olha que eu ganho mais que outros colegas de profissão que não possuem um curso superior como eu e recebem minguados R$440,00. Será que alguém acha que, com um salário assim, a rede de ensino poderá contar com professores competentes e dispostos a ensinar? Não querendo generalizar, pois ainda existem bons professores lecionando, atualmente a regra é essa: O professor faz de conta que dá aula, o aluno faz de conta que aprende, o Governo faz de conta que paga e a escola aprova o aluno mal preparado. Incrível, mas é a pura verdade! Sinceramente, eu leciono porque sou um idealista e atualmente vejo a profissão como um trabalho social. Mas nessa semana, o soco que tomei na boca do estomago do meu idealismo foi duro!

Descobri que um parlamentar brasileiro custa para o país R$10,2 milhões por ano... São os parlamentares mais caros do mundo. O minuto trabalhado aqui custa ao contribuinte R$11.545.

Na Itália, são gastos com parlamentares R$3,9 milhões, na França, pouco mais de R$2,8 milhões, na Espanha, cada parlamentar custa por ano R$850 mil e na vizinha Argentina R$1,3 milhões.

Trocando em miúdos, um parlamentar custa ao país, por baixo, 688 professores com curso superior !

Diante dos fatos, gostaria muito, amigo, que você divulgasse minha campanha, na qual o lema será: 'TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES'.

Repassar esta mensagem é uma obrigação, é sinal de patriotismo, pois a vergonha que atualmente impera em nossa política está desmotivando o nosso povo e arruinando o nosso querido Brasil.

É o mínimo que nós, patriotas, podemos fazer.

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS (Fotografias aéreas)

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“O SERTÃO PELOS OLHOS DO URUBU”

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS (Fotografias aéreas)

O projeto "O sertão pelos olhos do URUBU" visa promover a fotografia como expressão de arte, com fotografias aéreas dos principais pontos turísticos das cidades de Quixadá, Quixeramobim, Banabuiú e Choró Limão.

As principais fotos do roteiro acima descrito se transformaram em uma exposição itinerante nas cidades fotografadas com Curso Rápido de Manejo em Maquinas Digitais.

O material exposto foi fotografo por Hélio Duarte em sobrevôos de avião Sky lennon e ultraleve, no período de setembro e outubro de 2010 usando uma maquina digital "cannon rebel 1 EOS 500" e lente 70mm x 300mm também cannon, e faz parte de um projeto aprovado em segundo lugar (interior) no VII edital de incentivo as artes (SECULT), sendo o único a ser contemplado nas quatro cidades onde o evento vai ocorrer.

Além de realçar a fotografia como arte, o projeto visa ainda mostrar as belezas naturais do sertão central do Ceará percebida de ângulo diferente (vista aérea). Parece até um contracenso: tanta beleza diante de um dos piores índices de desenvolvimento econômico (IDH).

OFICINA DE MANEJO EM MÁQUINAS DIGITAIS

Acontecerá também, concomitantemente à exposição um curso rápido/oficina de capacitação para fotógrafos amadores, ensinando-os a melhor utillizar as câmeras digitais bastante difundida entre a população. A oficina terá duração de 06 h/a, e acontecerá nos locais da exposição.

LOCAIS E DATAS DO EVENTO

QUIXADÁ

De 05 A 08 DE MARÇO DE 2011 (Fazenda Magé), em conjunto com o projeto “Ritos e expressões do Magé” Carnaval 2011 e, 24 a 27 DE MARÇO DE 2011 Na Fundação Cultural de Quixadá, em parceria com a “Semana de Teatro de Quixadá”.

QUIXERAMOBIM

De 10 a 13 DE MARÇO DE 2011.

Local: Secretaria de Cultura, por ocasião da semana em Homenage, a “Antonio Conselheiro”.

BANABUIÚ

De 15 a 19 DE MARÇO DE 2011, na

Local: Secretaria de Cultura

CHORÓ

de 21 a 23 DE MARÇO DE 2011-02-21, no Ginásio Municipal, por ocasião da semana de aniversário do município

Maiores informações pelo fone (88) 99937813, com Hélio Duarte

FoG Produções.

NOVA POLÊMICA NO EXAME DA OAB

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PARA NÃO FUGIR A REGRA, EXAME DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL VIRA ALVO DE SEVERAS CRÍTICAS.

Num verdadeiro flagrante, OAB e FGV violam as regras do edital que regulamenta o Exame da OAB 2010.3. Veja abaixo a reportagem do portal G1 e ao final o comentário do Blog.

CANDIDATOS DIZEM QUE PROVA DO EXAME DA OAB NÃO RESPEITOU EDITAL

Reclamação é de que faltaram questões sobre direitos humanos.
Para OAB e FGV, prova foi correta.

Fernanda Nogueira e Vanessa Fajardo Do G1, em São Paulo

Professores e estudantes ouvidos pelo G1 disseram que a primeira fase do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) aplicada no domingo (13) não tinha questões de direitos humanos, o que descumpre o edital do concurso. Para a OAB e a Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pelo exame, a prova foi correta.

Segundo o edital, 15% das questões – no total foram 100 – deveriam ser sobre ética e direitos humanos. Apareceram apenas dez perguntas sobre ética, de acordo com os candidatos. Pelo edital, outras cinco perguntas com conteúdos de direitos humanos deveriam estar na avaliação.

Para o diretor pedagógico da Rede LFG, curso preparatório ao exame, Marco Antonio Araujo Junior, é inviável cancelar o Exame de Ordem, porém, para evitar prejuízo, deveriam ser atribuídos cinco pontos a cada candidato.

“Há vários alunos que fizeram 48, 49 pontos. Estes deveriam ser aprovados com justiça, já que estudaram um conteúdo que não caiu”, afirma Araujo Junior.

Araujo Junior disse que protocolou no conselho da OAB, em Brasília, um pedido para que a FGV atribua cinco pontos a mais a cada candidato. “A FGV tem de cumprir o provimento, isto é transparência e legalidade. A OAB não pode se furtar.”

A analista jurídica Telma Freitas da Cunha, de 28 anos, disse que se sentiu prejudicada. Ela fez 49 pontos na prova – um a menos para ser aprovada. “O edital foi descumprido e estou esperançosa de que haverá uma revisão, afinal a matéria foi estudada.”

A bacharel em direito, Ana Paula Rodrigues Rocha, de 25 anos, também reclamou da situação. “Estudei direitos humanos, até porque é um tema que não apareceu na faculdade e não caiu nada. Foi um exame muito desorganizado.” Ana Paula fez 44 pontos e também não pontuou o suficiente para ser aprovada.

Presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, diz
que prova foi correta (Foto: Wilson Dias/ABr)

Prova seguiu as normas, diz FGV
A assessoria de imprensa da FGV afirmou, em nota: “A prova seguiu todas as normas previstas no Provimento 136/2009 e não há irregularidades.”

Segundo o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, o tema direitos humanos fez parte de ao menos três questões da prova, uma delas sobre criança e adolescente, outra sobre ditadura e outra pergunta sobre direito constitucional. Ele não citou quais eram os números das perguntas. "Essas questões estão contidas dentro da prova como um todo. Há questões na área penal, na área constitucional, que dizem respeito diretamente a direitos humanos. Só para citar, há a questão da criança. Toda questão que mostra uma desigualdade social é uma questão sobre direitos humanos também", disse.

Cavalcante criticou as reclamações sobre o exame. "O objetivo maior é esse. É um objetivo que interessa, sobretudo, àqueles alunos que já fazem algumas vezes o exame de ordem, aos cursinhos, que estão todos interessados em mostrar falhas que possam atribuir pontos para as pessoas", disse.

Veja o que diz trecho do edital do exame:
"3.4 DA PROVA OBJETIVA
3.4.1. A prova objetiva será composta de 100 (cem) questões, no valor de 1,00 (um) ponto cada, e terá sua pontuação total variando do mínimo de 0,00 (zero) ao máximo de 100,00 (cem) pontos, compreendendo os conteúdos previstos nos Eixos de Formação Fundamental e de Formação Profissional do curso de graduação em Direito, conforme as diretrizes curriculares instituídas pelo Conselho Nacional de Educação, e ainda Direitos Humanos, Estatuto da Advocacia e da OAB, Regulamento Geral e Código de Ética e Disciplina, Código do Consumidor, Estatuto da Criança e do Adolescente, Direito Ambiental e Direito Internacional, nos termos do art. 6º do Provimento 136/2009."

O provimento 136/2009 afirma:
"1º - A prova objetiva conterá 100 (cem) questões de múltipla escolha, com 04 (quatro) opções cada, devendo conter, no mínimo, 15% (quinze por cento) de questões sobre Direitos Humanos, Estatuto da Advocacia e da OAB, Regulamento Geral e Código de Ética e Disciplina, exigido o mínimo de 50% (cinqüenta por cento) de acertos para habilitação à prova práticoprofissional."

Fonte: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/02/candidatos-dizem-que-prova-do-exame-da-oab-nao-respeitou-edital.html

COMENTÁRIO DO BLOG

Não resta dúvidas que o edital do Exame da OAB foi descumprido. Basta olhar no gabarito divulgado pela própria FGV que consta: das questões 01 a XX – Direito Civil, da questão XX a XX – Direito processual civil; e por aí vai, em nenhum momento é citado das questões XX a XX – direitos humanos.

Agora vem a OAB e a FGV dizendo que as questões de direitos humanos estão implícitas em questões que tratam da criança e do adolescente, que tratam de direito constitucional, etc. Ora leitores, se for aceito esta desculpa esfarrapada não necessitaria do tal provimento 136/2009, vez que estas questões sempre tiveram presentes nos exames anteriores.

O edital e o provimento 136/2009 são claros: 15% das questões deve ser sobre Direitos Humanos, Estatuto da Advocacia e da OAB, Regulamento Geral e Código de Ética e Disciplina, e só havia 10% sobre o assunto em questão.

As instituições que promovem o Exame erraram e em tese devem pagar pelo erro, eu disse em tese. A realidade é outra totalmente diferente. O interesse político e finanaceiro pesa bastante. Além do mais o lobbie da OAB é enorme. Nessa queda de braço, deveria prevalecer o justo: o respeito aos candidatos e as regras do certame que a própria OAB criou.

É UMA PENA. A OAB QUE DEVERIA DAR O EXEMPLO E CUMPRIR AS LEIS, É A PRIMEIRA A DESRESPEITÁ-LAS.

PARECE MENTIRA !

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Quando se imagina que o Judiciário, não pode piorar, veja o que aconteceu em Tocatins.

MAGISTRADO USA MAGIA NEGRA CONTRA COLEGAS

O desembargador Liberato Póvoa, do Tribunal de Justiça do Tocantins, encomendou um ritual de magia negra contra colegas magistrados e ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ).


A informação consta em um relatório do ministro do STJ João Otávio de Noronha, relator de um caso sobre venda de sentenças no Estado.

Em um e-mail interceptado pela Polícia Federal, Póvoa pede a uma pessoa, identificada como Reinaldo, que “cerque’ quatro desembargadores do Tocantins e cinco ministros do STJ que atuavam no caso.

No e-mail, Póvoa diz que os desembargadores podem “estar armando contra”.

Na mensagem, o desembargador cita o nome completo e data de nascimento de todos os envolvidos. “Se houver alguma despesa, pode fazer, pois é muito importante eu ‘fechar o corpo’”, diz o texto.

Quem cita a expressão “magia negra” é o próprio relatório do ministro do STJ. O documento não diz a data em que a mensagem foi enviada.

O delegado da PF Ronaldo Guilherme Campos diz que o e-mail mostra que o magistrado sabia da investigação.

Póvoa está temporariamente afastado desde o mês de dezembro.

Ele é suspeito de participar de um esquema de venda de sentenças e manipulação na autorização de pagamentos de precatórios, em valores que chegavam a R$ 100 milhões.

Ele proibiu a veiculação de notícias em veículos de comunicação durante as eleições.

Póvoa disse que não comentaria o caso porque a ação corre em segredo de Justiça. (da Folhapress)



Fonte: http://www.opovo.com.br/app/opovo/24horas/2011/02/16/noticia24horasjornal,2102949/magistrado-usa-magia-negra-contra-colegas.shtml

SOBRE A PRÁTICA MEDIEVAL E ANIMALESCA DO TROTE

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INTERNAUTAS

O trote que é praticado nas universidades com o pretexto de aproximar calouros e veteranos é uma prática perversa que depõe contra a instituição que a permite e possibilita aos que a aplicam a manifestação de seus instintos bestiais. É uma demonstração de barbárie. Quando chegamos a Quixadá havia trote na querida e imortal FECLESC. Algumas manifestações e reações grosseiras que quase nos trazem consequências desastrosas nos fizeram optar para "proibição" de tais babaridades embora contrariando alguns amigos mais afoitos. O trote é uma prática tão anacrônica que nivela estudantes de curso superior aos torturadores da pior espécie sejam civis ou militares. Leiamos agora uma matéria sobre o trote publicada no blog SRZD de Sylvio Rezende

Trote na Universidade de Brasília: a burrice inclassificável numa academia

valdeci rodrigues | Valdeci | 28/01/2011 15h45

O trote é uma das manifestações mais bestiais do ser humano.

A idéia de que um calouro, por exemplo, precisa trotar porque é mais do que um animal e menodo que um ser humano, vai na contramão de tudo o que está relacionado ao saber.
Tem conexão com as pulsões mais animalescas do bicho homem.

E, diga-se de passagem, que a sensibilidade e a sabedoria brotam em qualquer lugar.

Infelizmente, nas universidades o campo para a manutenção da selvageria é amplo.

Um exemplo da bestialidade universitária: no ultimo dia 11, veteranos da Faculdade de Agronomia e Veterinária da Universidade de Brasília (UnB) patrocinaram cenas típicas de gente totalmente desconectada do processo de refinamento intelectual.

E de refinamento comportamental, frise-se.

Os idiotas, dignos de dó, colocaram calouras de joelhos e as fizeram lamber linguiça lambuzada com leite condensado.

Tudo para simular a prática de sexo oral.

A idiotice começa na mente de jovens universitários, que nesta altura do caminhar da humanidade, faz a ligação de prazer sexual com humilhação.

Os estultos universitários parecem ignorar que mulher tem prazer sexual e não perceberam que eles não conseguem conviver com esta ideia.

São tão tapados que acham que o sexo oral só dá prazer a eles e não às mulheres.

E que elas estão sendo subjugadas quando o praticam.

Esses universitários não prestaram a atenção em suas reações mais animalescas: no mínimo, se houvesse um lampejo de inteligência ali, eles adorariam as mulheres que lhes proporcionam prazer.

E até renderiam-lhes homenagens.

É uma pena que as universidades não conseguiram sequer fazer seus frequentadores polirem seus comportamentos.

O resultado da burrice dos tapados da UnB: a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República pediu esclarecimentos à universidade.

A representação foi, também, encaminhada ao Ministério Público Federal, a partir de denúncia à Ouvidoria da secretaria.

O documento tem fotos das garotas lambendo linguiça.

Declarou a subsecretária da Secretaria de Políticas para as Mulheres e professora do Departamento de Sociologia da UnB: "O mais grave e lamentável é que nosso jovens universitários ainda enxergam as mulheres com objeto sexual".

Para encerrar este texto, leitor, cito um caso exemplar.

Um estagiário de Jornalismo, no jornal onde trabalho, fez um comentário lapidar numa conversa no cafezinho: "Cunhado é uma coisa horrível. Começa com c... e ainda come a irmã da gente".

Coitada do rapaz. Não sabe ele, que sua irmã, sua namorada, ou sua futura mulher, e sua própria mãe, não têm prazer sexual?

Tenho pena desses homens que para usufruírem o inenarrável prazer sexual precisam imaginar a mulher como um animal subjugado.

São os que mais sofrem. Quando se apaixonam então....

Lamentável, que em 2011, no campus de uma instituição como a UnB, tenhamos que presen
ciar essa violência e essa burrice.

Bons tempos aqueles em que havia jovens querendo mudar o mundo e não precisam humilhar mulheres para ter a sensação de ter transgredido alguma norma.

Na minha opinião, cada um desses imbecis, deveria responder na Justiça pela burra, tola, selvagem e criminosa atitute que, acreditam eles, estão sob o manto de um "inofensivo trote" --- o que, por si só, já revela inadaptação ao mundo civilizado.


Leiamos agora o que diz o blog a Revista Veja

Trote, uma prática medieval que desafia as universidades

Instituições tentam implementar programas de "boas-vindas aos calouros", mas ainda falham em coibir agressões e humilhações

Nathalia Goulart

As primeiras universidades surgiram na Europa em plena Idade Média. Foram um sopro de liberdade. Permitiram progressivamente ao homem atuar segundo a razão, em vez de apenas obedecer a dogmas. Paradoxalmente, ao mesmo tempo em que nasciam os centros de estudo, surgia uma instituição muito mais tributária da ideia que hoje fazemos da "Idade das Trevas": o trote. Os primeiros registros da prática datam do início do século XIV. Calouros da região correspondente à moderna Alemanha eram obrigados a andar nus e ingerir fezes de animais mediante a promessa de que poderiam se vingar nos novatos do ano seguinte. "Os alunos veteranos descontavam nos mais novos a repressão promovida em sala de aula por professores rigorosos", afirma Antônio Zuin, professor do Departamento de Educação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e autor do livro O Trote na Universidade: Passagens de um Rito de Iniciação.

Linha do tempo: os trotes violentos no Brasil, de 1831 a 2011

O trote é uma demonstração de que, a despeito de avanços inegáveis, o mundo não mudou tanto assim em quase 800 anos. Mantém no século XXI um tanto de século XIV. Prova disso é que o trote se mantém no calendário como uma atividade acadêmica regular: encerrada a fase de vestibulares, se inicia a de divulgação de listas de candidatos aprovados e explode a agressão e a humilhação dos novatos. Neste ano, por exemplo, uma tropa de veteranos da Universidade de Brasília (UnB) exibiu sua porção medieval ao obrigar calouras a simular sexo oral com uma linguiça envolta numa camisinha e embebida em leite condensado. Americanos e franceses, entre outros, também tem motivos para lamentar. Lá, como aqui, o trote persiste, preocupa e escapa do controle.

No centro do problema, estão as próprias universidades. A maioria das instituições proíbe o trote dentro de suas dependências – algumas já o fazem há cerca de 40 anos. Contudo, em geral, a fiscalização não é rigorosa, e as atividades envolvendo veteranos e calouros muitas vezes acontecem do lado de fora dos muros acadêmicos. "A universidade ainda não vê como sua tarefa coibir o trote", diz Antonio Ribeiro de Almeida Júnior, professor de sociologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP) e autor do livro Universidade, Preconceito e Trote. "A proibição por si só não funciona. É preciso punir aqueles que desrespeitam a norma. O problema é que normalmente as universidades se restringem a abrir inquéritos, mas ninguém é punido", afirma.

Mostrar aos algozes a face dura da lei foi a escolha da França. Desde 1998, está em vigor no país uma lei que criminaliza o trote violento. Os condenados podem pegar um ano de prisão e pagar multa de até 15.000 euros. Desde que o mecanismo entrou em vigor, os veteranos passaram a se comportar melhor, apontam estudos locais. As práticas humilhantes e violentas foram substituídas por uma jornada de integração dos novos alunos à instituição. Estudante de psicologia da École des Psychologues Praticiens, de Paris, Maria Elisa Serra passou pela experiência. "Foram promovidas festas, gincanas e atividades dentro da universidade. Foram dois dias divertidos e saudáveis", diz a brasileira. Alguma semelhança com a tradicional baderna por que passaram seus colegas no Brasil? "Nenhuma", ela responde.

Tiago Queiroz/AE







Calouros do Mackenzie obrigados a ingerir pinga, em 2008

Trote camarada – Algumas instituições brasileiras têm se esforçado para melhorar as estatísticas sobre trotes – que são escassas, diga-se, pois o medo dos novatos inibe reclamações e o problema só costuma vir à tona quando ocorrem mortes ou ferimentos graves. Há dois anos a UnB criou, em parceria com os diretórios de estudantes, um "programa de boas-vindas aos calouros" nos moldes franceses. Alguns resultados são animadores. No curso de agronomia, a parcela de vítimas de trotes caiu de 75% para 50%. Contudo, o episódio da linguiça encapada por camisinha, ocorrido na mesma unidade da universidade, segue como alerta de que ainda há muito o que fazer. A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) tenta iniciativas semelhantes para afastar o trote violento. "Conversamos com os diretórios acadêmicos para coibir esse tipo de ação. Em paralelo, desenvolvemos atividades em parceria com os alunos veteranos para receber os novos estudantes. Nos últimos quatro anos, não registramos nenhuma ocorrência relacionada aos calouros", afirma Luiz Leduino de Salles Neto, pró-reitor de assuntos estudantis da Unifesp.

Os legisladores brasileiros ainda discutem o que fazer para enfrentar o problema que, por aqui, já tem quase dois séculos – o trote chegou ao país trazido por brasileiros que haviam estudado na Europa no século XIX. Um projeto de lei que pretende disciplinar o assunto foi aprovado na Câmara em 2009 e, desde então, repousa no Senado. Pretende proibir o constrangimento dos calouros, a exposição deles a situações vexatórias e ofensas graves, além de garantir a integridade física dos novatos. O texto determina que as universidades abram processos disciplinares contra os veteranos violentos, mas não prevê sanções a instituições que se furtarem a cumprir suas responsabilidades. Aos alunos que se excederem, seriam aplicadas multas – de 1.000 a 20.000 reais –, suspensão de um a seis meses e até expulsão. Desde 1999, alguns estados mantêm leis locais que tratam do tema, caso de São Paulo e Santa Catarina. No entanto, passada mais de uma década, não há registros de condenações motivadas por esses freios legais.

Os Estados Unidos também tentam minorar o problema pela via legal – e têm falhado igualmente. Em 44 estados, o trote já é considerado crime. Contudo, 29 estudantes morreram vítimas de trotes violentos na última década, cinco deles só em 2008, segundo levantamento de Hank Nuwer, professor do Franklin College e estudioso do assunto. "As leis e os programas das universidades que tentam promover atividades alternativas ainda são ineficientes. É difícil combater uma prática que, até a metade do século passado, era amplamente incentivada pelas próprias instituições de ensino", diz Nuwer.

Entre os americanos, em geral, violência e humilhação não são impostos cobrados às portas da instituição. Lá, os maiores problemas são registrados durante a seleção promovida por veteranos para escolher os novatos que serão aceitos pelas fraternidades (somente de homens) e irmandades (de mulheres). Ambos são grupos fechados que alegam selecionar os melhores e, posteriormente, beneficiá-los de alguma forma, como oferecendo conexões sociais privilegiadas ou acesso a oportunidades de emprego. A possibilidade de se tornar um líder no meio universitário – e fora dele – anima os jovens a encarar provas arriscadas para fazer parte dos grupos. "O maior problema ali é relativo ao abuso de bebida alcoólica, além de brincadeiras aparentemente inocentes, como levar um candidato a uma área rural ou a um bairro extremamente perigoso em plena madrugada e deixá-lo ali sozinho, à própria sorte", conta o especialista americano.

Como ocorria há quase 800 anos, o ingresso de um calouro na universidade pode de fato configurar um ponto de inflexão na vida desse jovem. É quando uma porta se abre à sua frente. Fazem sentido, por isso, festas e cerimônias. "O momento pede um ritual que marque a transição. O calouro precisa ser iniciado no meio acadêmico e os veteranos precisam cumprir esse papel", afirma o professor Antônio Zuin, da UFSCar. Está claro, contudo, que, em pleno século XXI, esse ritual não pode reproduzir a face obscura do século XIV.


UM DURO GOLPE NAS PRETENÇÕES DE MUITOS BRASILEIROS

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SUSPENSAS NOMEAÇÕES DE CONCURSADOS E NOVOS CONCURSOS PÚBLICOS.

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, afirmou nesta quarta-feira que todos os concursos públicos e nomeações de novos funcionários federais estão suspensos. A medida faz parte do programa de corte de R$ 50 bilhões no orçamento para 2011.

Novas contratações até podem ocorrer, mas de forma extraordinária, após análise criteriosa, caso a caso, disse a ministra. "Novas contratações serão olhadas com lupa", afirmou. Até então, previa-se concursos para mais de 130 mil vagas neste ano.

Na contra-mão da suspensão dos concursos e momeações, a ministra afirma, porém, que não há decisão sobre redução do número de cargos de comissão no governo federal (os DAS), nem se eles terão correção salarial nos mesmos percentuais oferecidos à presidenta e aos ministros a partir do Orçamento de 2011.

Segundo Miriam, a folha de pagamento do governo é a principal fonte de gastos do custeio do governo e, por consequência, um dos principais alvos do corte. Foi feito um levantamento completo das despesas do governo com o funcionalismo federal e novas ações estão a caminho.

Participaram do anúncio o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a secretária do Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, Célia Corrêa, e o secretário do Tesouro, Arno Augustin, além de Miriam Belchior.

Fonte: http://www.politicaexterna.com/18117/concursos-pblicos-e-nomeaes-esto-suspensos-no-pas

COMENTÁRIOS DO BLOG

Somos cientes que cortes no orçamento devam acontecer. Porém, porque tolher os sonhos de milhões de brasileiros de conseguir um cargo público e ter uma ascensão social, enquanto, se sabe que a forma legal de ingresso no serviço público se dá por concurso público e se tem uma imensidão de prestadores de servições?

De certo é que, a suspensão dos concursos públicos foi um duro golpe na população que acreditou em promessas, pelo que parece eleitoreiras e, foi traído.

Cortar gastos sim, mas não às custas dos menos favorecidos. É bem verdade que o golpe será sentido também pelas gráficas e cursinhos, o que também poderá acarretar redução da oferta de emprego neste setor.

Enquanto isso, os cartões coorporativos, continuam liberados. Êta Brasil.

BBB

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CRÔNICA DE LUIZ FERNANDO VERÍSSIMO SOBRE O "BBB"

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço... A décima terceira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil, encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 11 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 11 é a realidade em busca do IBOPE.

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 11. Ele prometeu um “zoológico humano divertido”. Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do “zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não sou piranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível.
Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?

São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis, são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína, Zilda Arns).

Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro
estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.

E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar.... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... ,telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.

Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.

QUIXADÁ EM FOTOGRAFIAS

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CONHEÇA QUIXADÁ
Uma boa pedida para conhecer o que a cidade de Quixadá tem de bonito é visitar o blog do meu amigo João Santos.
Clicando no link abaixo você encontrar fotos diferentes da que costumeiramente são publicadas, porém não menos interessantes.
www.portalquixadaterradosmonolitos@blogspot.com
A foto acima foi retirada do blog.
Uma boa pedida

PARA REFLETIR

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AONDE VAMOS PARAR

Recebi o email abaixo de um amigo e resolvi publicar para que possamos refletir sobre as novas gerações, principalmente aqueles que já são pais. Boa leitura e reflexão.


Uma análise da evolução da relação de conquista e do amor do homem para a mulher, através das músicas que marcaram época.
Não é saudosismo, mas vejam como os jovens tratavam seus amores.

É por isso que de vez em quando vemos uma mulher nova enroscada no pescoço de um quarentão, cinquentão...

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Década de 30:
Ele, de terno cinza e chapéu panamá, em frente à vila onde ela mora, canta:
"Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa! Do amor por Deus esculturada.
És formada com o ardor da alma da mais linda flor,
de mais ativo olor, na vida é a preferida pelo beija-flor...."


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Década de 40:
Ele ajeita seu relógio Pateck Philip na algibeira,escreve para Rádio Nacional e,
manda oferecer a ela uma linda música:
"A deusa da minha rua, tem os olhos onde a lua,costuma se embriagar.

Nos seus olhos eu suponho, que o sol num dourado sonho, vai claridade buscar"

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Década de 50:
Ele pede ao cantor da boate que ofereça a ela a interpretação de uma bela bossa:
"Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça.
É ela a menina que vem e que passa, no doce balanço a caminho do mar. Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema. O teu balançado é mais que um poema. É a coisa mais linda que eu já vi passar."

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Década de 60:
Ele aparece na casa dela com um compacto simples embaixo do braço,

ajeita a calça Lee e coloca na vitrola uma música papo firme:

"Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito não é maior que o meu amor, nem mais bonito. Me desespero a procurar alguma forma de lhe falar, como é grande o meu amor por você...."

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Década de 70:
Ele chega em seu fusca, com roda tala larga, sacode o cabelão,
abre porta pra mina entrar e bota uma melô jóia no toca-fitas:
"Foi assim, como ver o mar, a primeira vez que os meus olhos se viram no teu olhar....
Quando eu mergulhei no azul do mar, sabia que era amor e vinha pra ficar...."

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Década de 80:
Ele telefona pra ela e deixa rolar um:
"Fonte de mel, nos olhos de gueixa, Kabuki, máscara. Choque entre o azul e o cacho de acácias,
luz das acácias, você é mãe do sol. Linda...."

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Década de 90:
Ele liga pra ela e deixa gravada uma música na secretária eletrônica:
"Bem que se quis, depois de tudo ainda ser feliz. Mas já não há caminhos pra voltar.
E o que é que a vida fez da nossa vida? O que é que a gente não faz por amor?"

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Em 2001:
Ele captura na internet um batidão legal e manda pra ela, por e-mail:
"Tchutchuca! Vem aqui com o teu Tigrão. Vou te jogar na cama e te dar muita pressão!
Eu vou passar cerol na mão, vou sim, vou sim! Eu vou te cortar na mão! Vou sim, vou sim! Vou aparar pela rabiola! Vou sim, vou sim"!

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Em 2002:
Ele manda um e-mail oferecendo uma música:

"Só as cachorras! Hu Hu Hu Hu Hu! As preparadas! Hu Hu Hu Hu!

As poposudas! Hu Hu Hu Hu Hu!"

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Em 2003:
Ele oferece uma música no baile:
"Pocotó pocotó pocotó... minha éguinha pocotó!

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Em 2004:
Ele a chama p/ dançar no meio da pista:
“Ah! Que isso? Elas estão descontroladas! Ah! Que isso? Elas Estão descontroladas!
Ela sobe, ela desce, ela da uma rodada, elas estão descontroladas!"

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Em 2005:
Ele resolve mandar um convite para ela, através da rádio:
"Hoje é festa lá no meu apê, pode aparecer, vai rolar bunda lele!"

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Em 2006:
Ele a convida para curtir um baile ao som da música mais pedida e tocada no país:
"Tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha!!!

Calma, calma foguetinha!!! Piriri Piriri Piriri, alguém ligou p/ mim!"

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Em 2010:
Ele encosta com seu carro com o porta-malas cheio de som e no máximo volume:
"Chapeuzinho pra onde você vai, diz aí menina que eu vou atrás.
Pra que você quer saber?

Eu sou o lobo mau, au, au
Eu sou o lobo mau, au, au

E o que você vai fazer?
Vou te comer, vou te comer, vou te comer,
Vou te comer, vou te comer, vou te comer,
Vou te comer, vou te comer, vou te comer"


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Onde foi que nós erramos?

Será que ainda é possível piorar?

MUSEU PÚBLICO DE QUIXADÁ

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UMA VIAGEM NO TEMPO

Hoje fui ao Museu Público de Quixadá. Um verdadeiro passeio pelo tempo. Muitas peças que remontam ao século XVIII, XIX e XX que contam a historio da cidade de Quixadá.

Pode-se observar desde materiais usados na construção do Açude Imperial (Cedro) até peças particulares de fazendeiros e outras pessoas da época.

É possível passear pela história política local e nacional, como por exemplo, ver o dormitório onde se instalou Castelo Branco antes de sua última viagem que culminou com o trágico acidente que lhe tirou a vida.

A cultura também pode ser contemplada com objetos pessoais de Cego Aderaldo, Rachel de Queiroz, Jacinto Sousa (pintor, escultor e primeiro fotógrafo de Quixadá).

Fascinam objetos como uma máquina de projeção de filmes do antigo cinema de Quixadá, máquina esta manual, um ferro à brasa para passar roupas (se não fosse pelo efeito danoso ao meio ambiente, até que poderíamos voltar à moda, tendo em vista o preço da energia elétrica).

Interessante também é poder se fazer algumas comparações com os próprios objetos, além da imaginação fértil inerente a cada um. Podemos comparar, por exemplo, a evolução na área fonográfica, com discos de cera, passando pelo disco compacto e os LPs; a escrita, quando se tem uma velha e eficiente máquina de escrever (que nunca era preciso reiniciar) e um dos primeiros PCs a chegar por aqui doado pelo professor Gilberto Telmo.

Realmente uma visita fantástica que todos deveriam fazer pelo menos uma vez, para ajudar na análise do passado, para entender o presente e imaginar o futuro.

TRÂNSITO EM QUIXADÁ

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Li no Blog do amigo Luis Carlos Paulino e reproduzo sua nota de esclarecimento sobre o trânsito na cidade de Quixadá.


NOTA DE ESCLARECIMENTO

A propósito de algumas matérias veiculadas no site Revista Central
e os comentários que eventualmente as notícias geraram ou possam vir a suscitar, mormente aquelas matérias que fazem alusão ao trânsito urbano de Quixadá-CE, faço as seguintes ponderações:

1. Compreendo perfeitamente a ânsia das pessoas que residem nesta bela cidade, pois é direito do munícipe um trânsito organizado e seguro – o que, segundo tenho conhecimento, nunca foi uma realidade, desde que a gestão viária por parte do município foi implantada. Assim, colocações como a que foi feita pela Sra. Ana Paula (in comentários ao post: Girando: Prefeitura autoriza que trânsito de Quixadá fique ainda mais complicado ) são, em grande parte, dotadas de razoabilidade. Outrossim, pelo fato de ter meu nome cogitado para assumir a direção do DMT, até já me sinto um pouco responsável em tentar responder;

2. Necessário, todavia, que seja esclarecido o seguinte ponto: não existe, ainda, a “nova gestão nomeada” (consoante as palavras da Sra. Ana Paula). Recebi, sim, um convite feito pelo Sr. Prefeito Municipal, Dr. Rômulo Carneiro – o que muito me honra, porém não me envaidece, pois tenho um sincero sentimento de carinho para com o município de Quixadá, vizinho mais próximo e ilustre de minha terra natal, Quixeramobim - e, nesse sentido, firmamos um compromisso na perspectiva de que, somando esforços com a equipe já existente no DMT local, possa eu contribuir com a minimização do grande problema representado pela situação do trânsito quixadaense. Ocorre que sou servidor militar estadual e, desse modo, a minha atuação junto a uma administração municipal – com vínculo formal (secretário ou outro cargo semelhante) prende-se a algumas formalidades legais.
Ressalto, por oportuno, que esse diagnóstico (trânsito de Quixadá: grande problema) não é exclusivamente meu, pois é reforçado diariamente por inúmeras opiniões expostas pelos próprios cidadãos quixadaenses.
Em tempo: não conhecia, até ser convidado para o desafio em questão, o Sr. Prefeito Municipal. Não sou filiado a nenhum partido político e nem pertenço ao círculo social de nenhum político quixadaense. Tenho alguns poucos bons amigos em Quixadá e eles sabem que, em minha opinião, bom amigo é aquele que não interfere na correta atuação profissional do outro;

3. Ouso opinar que o trânsito não pode ser pensado apenas sob o aspecto fiscalização (campo de atuação dos AGENTES de fiscalização). Estudos demonstram que, em matéria de trânsito, a mais eficiente das fiscalizações consegue flagrar e autuar, no máximo, 5% das infrações cometidas. Minha pequena experiência profissional evidencia, também, que, não obstante existam cobranças e expectativas por mais fiscalização, quase que de forma generalizada (até mesmo onde ela já existe com regularidade, e não apenas em Quixadá), boa parte das pessoas costuma ser contraditória no que se refere à relação discurso-prática: tenho visto muitas pessoas que exigem fiscalização mais rigorosa, encabeçar a lista dos que questionam essa mesma fiscalização quando ela, de fato, ocorre! Ou seja: fiscalização intensa e rigorosa é algo positivo e imprescindível PARA OS OUTROS. Frases do tipo: “Sou cidadão(ã)!”, “Tenho meus direitos.”, “Porque vocês não vão fiscalizar isso ou aquilo, em vez de fiscalizar a mim, um(a) trabalhador(a)!?”, já escutei muitas vezes - e, por certo, os agentes de fiscalização mais ainda!;

4. É fato que Quixadá, com sua entidade executiva de trânsito (o DMT) devidamente inserida no Sistema Nacional de Trânsito, ainda carece de um projeto continuado voltado para a boa gestão do trânsito. Assim, para que um empreendimento dessa natureza possa ser desenvolvido no município a deliberação tem que ser para valer. Referido projeto precisa ser contínuo, pois, para a população, o recado do Poder Público não pode gerar ambiguidade. Dr. Rômulo, o atual prefeito, no presente momento da gestão, afirma possuir essa disposição e é justo que se lhe dê crédito. Do mesmo modo, pelas mesmas razões de equidade, dessa feita para com a população, não é admissível que, em relação a uma única atividade pública (gestão do trânsito), ora se adote uma postura de rigorosidade demasiada, ora se opte por outra de flexibilidade extrema. Entendo que todos devem ser responsáveis pelo trânsito seguro, todos devem contribuir para a boa gestão do trânsito. Quem observa a norma, cumpre a lei, indubitavelmente faz sua parte. É o ideal, o que se espera. Quem, ao contrário, não atende a legislação e faz pouco caso de regras que foram idealizadas para facilitar a convivência no espaço público, precisa ser compelido a colaborar, se não mediante um processo de aculturação (assimilação da importância de se observar e cumprir a norma: CTB), implicando mudança de postura; que seja por força da penalidade – no mais das vezes, multa - sanção que deve ser aplicada a quem viola a norma. Que se utilize o dinheiro do infrator em benefício da coletividade, investindo-o na boa gestão do trânsito;

5. Diagnosticar problemas e propor soluções. Este é, no momento, meu compromisso com o município de Quixadá. Concluída essa etapa e superados alguns entraves administrativo-legais, planos e projetos idealizados deverão ser, gradativamente, colocados em prática. Essencial que esses projetos atentem para o valor da educação e das soluções de engenharia no contexto da gestão municipal do trânsito, sem menosprezo, todavia, do quão importante é uma equipe de fiscalização atuante e, acima de tudo, legalista. No tocante à postura individual no trânsito, sugiro que, desde logo, você que ora lê esta nota procure fazer sua parte e tenha consciência de que o direito de uma coletividade se constrói com a correta (e na justa medida) participação de cada um. Exerça, desde já, a sua cidadania. Não espere que o Poder Público lhe “obrigue” a colocar a placa de sua motocicleta; não fique esperando ser autuado e multado para, só então, esbravejar contra a fiscalização e pensar em obedecer o Código de Trânsito, utilizando capacete, cinto de segurança, respeitando a sinalização semafórica e tantas outras regras do conhecimento de todos.

Abraço a todos e consciência, também, no trânsito!

Luís Carlos Paulino