MEDO?

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VOCÊ TEM MEDO?
O medo pode ser um sentimento explicativo do estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. Porém, pode significar também um alerta para aquele que ameaça, pois, deve-se ter em mente que aquele que está sendo ameaçado pode está recuando estrategicamente para um possível ataque. Na verdade só temos uma certeza, o medo é inerente ao ser humano onde cada um o utiliza à sua maneira. Mas o que é o medo? Como "O Torto" também é cultura, vejamos o poema de Carlos Drummond de Andrade sobre o Medo, e tire sua própria conclusão.

O Medo
Em verdade temos medo.
Nascemos no escuro.
As existências são poucas;
Carteiro, ditador, soldado.
Nosso destino, incompleto.
E fomos educados para o medo.
Cheiramos flores de medo.
Vestimos panos de medo.
De medo, vermelhos rios
Vadeamos.
Somos apenas uns homens e a natureza traiu-nos.
Há as árvores, as fábricas,
Doenças galopantes, fomes.
Refugiamo-nos no amor,
Este célebre sentimento,
E o amor faltou: chovia,
Ventava, fazia frio em São Paulo.
Fazia frio em São Paulo...
Nevava. O medo, com sua capa,
Nos dissimula e nos berça.
Fiquei com medo de ti,
Meu companheiro moreno.
De nos, de vós, e de tudo.
Estou com medo da honra.
Assim nos criam burgueses.
Nosso caminho: traçado.
Por que morrer em conjunto?
E se todos nós vivêssemos?
Vem, harmonia do medo,
Vem ó terror das estradas,
Susto na noite, receio De águas poluídas.
Muletas do homem só.
Ajudai-nos, lentos poderes do Láudano.
Até a canção medrosa se parte,
Se transe e cala-se.
Faremos casas de medo,
Duros tijolos de medo,
Medrosos caules, repuxos,
Ruas só de medo, e calma.
E com asas de prudência
Com resplendores covardes,
Atingiremos o cimo
De nossa cauta subida.
O medo com sua física,
Tanto produz: carcereiros,
Edifícios, escritores,
Este poema,
Outras vidas.
Tenhamos o maior pavor.
Os mais velhos compreendem.
O medo cristalizou-os. Estátuas sábias, adeus.
Adeus: vamos para a frente,
Recuando de olhos acesos.
Nossos filhos tão felizes...
Fiéis herdeiros do medo,
Eles povoam a cidade.
Depois da cidade, o mundo.
Depois do mundo, as estrelas,
Dançando o baile do medo.


Carlos DrumMond de Andrade
Fonte do poema: http://www.casadobruxo.com.br/poesia/c/medo.htm

NOSSO BISPO A FAVOR DA TRANSPOSIÇÃO

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Dom Edmilson diz que Transposição é o bem de todos
24/03/2007 -13:12


POR: PAULO SÉRGIO CORDEIRO

O debate sobre a Transposição de Bacias do Rio São Francisco teve três capítulos nas últimas horas. Primeiro o IBAMA liberou a obra, depois o ministro da Integração Nacional, Geddel Veira Lima (PMDB/BA), diz que não há prevista liberação de recursos para a obra. Em seguida, Dom Manoel Edmilson da Cruz (foto exclusiva), bispo Emérito de Limoeiro do Norte, falou exclusivamente para este site sobre o assunto. Dom Edmilson disse que “As pessoas devem querer o bem das outras e, se há água em abundância em um lugar não tem motivos para não levá-la para onde há escassez”. Dom Edmilson falou ainda sobre o uso da água. Para o bispo “a água não pode ser somente para a agroindústria mas também para este setor”. Concluiu que “se há erros que sejam corrigidos mas nunca se deve retardar uma obra tão importante para o Nordeste”. Dom Edmilson da Cruz é um contraponto ao bispo de Barra (BA), Dom Flávio Cappio, que fez greve de fome contra a Transposição do Rio São Francisco e liderou campanha em Brasília contra a obra.

Matéria reproduzida do site Ceará Urgente de 21/12/2007

"... O BISPO RESTAURA O PRÓPRIO CIRCUITO DA MISÉRIA, VIOLÊNCIA ENDÊMICA E PODER..."

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Enquanto muitos aqui no Ceará e também no Brasil se omitem, o debate já ultrapassa as fronteiras do país. Leia abaixo as ponderações de Rodrigo Gueron para o Le Monde Diplomatique que é um tablóide do jornal francês Le Monde, um dos mais respeitáveis e competentes órgãos da imprensa internacional
POLÊMICA
A fome de miséria do Bispo
Os que apóiam Dom Cappio não podem ser de esquerda. Tornaram-se cúmplices e motores de um dos mais profundos conservadorismos brasileiros. Um esquema que glorifica exatamente aquilo que precisa ser vencido: fome, sofrimento e morte
Rodrigo Guéron
Escrevi um primeiro artigo sobre a greve de fome de Dom Luiz Cappio contra a transposição do Rio São Francisco no jejum anterior do religioso. Naquela ocasião, ele recebeu o apoio de alguns dos maiores coronéis oligarcas nordestinos: ACM foi visitá-lo e o então governador de Sergipe, João Alves Filho, chefe do pefelê local, participou de uma missa em sua homenagem. Note-se que ambos foram derrotados, nas eleições que se seguiram, exatamente por dois candidatos a governador do PT, numa campanha eleitoral onde as obras do rio não deixaram de ser debatidas.
É evidente que as discussões técnicas em torno da transposição são importantes. O problema são as características do ato protagonizado pelo bispo, o que esta performance diz e simboliza. Muito mais que os apoios ecléticos recebidos por Dom Cappio, seu gesto traz à tona algo que expressa o que o Brasil, e o Nordeste em particular, têm de mais conservador e violento.
O ato do bispo é, em primeiro lugar, um culto à fome, ao sofrimento e em última análise à própria morte. O bispo se auto-exalta, e é exaltado, como alguém que seria mais virtuoso que os outros porque sofre e passa fome. Isso o faria uma espécie de portador da verdade. Ou seja, fome e sofrimento seriam uma espécie de passaporte para a bem. Dessa maneira, no entanto, o bispo restaura o próprio circuito de miséria, violência endêmica e poder, que se fecha numa lógica, num sentido, que há mais de um século aprisiona a vida, e conseqüentemente a política, no Nordeste.
A pulsão de morte... a mistificação religiosa contra a qual Glauber Rocha se levantou com veemência
O mal que o moralismo salvacionista católico fez, e faz, ao país, apesar de toda ambígua e impressionante potência de Canudos, parece não ter fim. O culto ao mártir morto e vitimizado, a lógica da sina do miserável predestinado; enfim, a mistificação religiosa contra a qual Glauber Rocha se levantou com veemência. Esse ímpeto, que balança entre o conformismo e a atitude suicida/auto-martirizante por uma grande causa – como supostamente é a do bispo – transforma-se numa espécie de pulsão de morte coletiva que transcende, no Brasil, os limites do Nordeste.
Estou longe de ser um entusiasta do desenvolvimentismo, do progresso a qualquer preço: aí também existe um culto positivista e uma crença na redenção, em torno da qual organizam-se esquemas de poder. Acredito, no entanto, que água, produção de alimento e mudanças nas relações de trabalho fariam bem ao sertão. É claro que deve haver pressão política, para que os pequenos proprietários desfrutem da obra. Eles podem vir a ser uma classe média rural, pequenos produtores, por vezes resultado das ocupações de latifúndios improdutivos feitas pelo MST, e que votaram massivamente em Lula nas últimas eleições. A Pastoral da Terra e a UDR que me desculpem, mas o MST é fundamental para o crescimento do nosso mercado agrícola; para que avance o processo de diversificação e barateamento dos alimentos que hoje vivemos no país.
E embora me considere à esquerda dos marxistas, com suas teleologias e transcendências, há até algo de marxista nessa minha afirmação, qual seja, entender que as transformações da produção são sempre, de certa forma, uma transformação – e uma produção – política. Mas o marxismo cristão brasileiro torna-se cada vez mais conservador: prefere a metafísica de Marx – a salvação em algum socialismo imaculado – ao seu materialismo. É triste que os teóricos da Teologia da Libertação, que produziram uma ruptura e um movimento liberador na imanência das lutas, na rebelião dos pobres e na potente palavra de ordem do MST (“Ocupar, resistir, produzir”, hoje um tanto esquecida...), tenham caído nessa captura conservadora que nega a vida pela transcendência.
A mesma lógica moralista de Frei Betto, quando diz que o problema é os pobres desejarem
É curioso, inclusive, que uma conhecida atriz global apóie com tanta veemência o tal bispo. Ela que, como milhões de pessoas, todos os dias toma banho em água limpa graças à transposição do rio Guandu, que abastece o Rio de Janeiro; e que é famosa graças, além de seu trabalho, à poderosa indústria do entretenimento e a seu custoso aparato tecnológico, quer agora negar a tecnologia aos pobres e falar dos perigos do mercado e do dinheiro se expandir pelo sertão. É a mesma lógica moralista que fez Frei Betto dizer, há não muito tempo, que a culpa da fome era da geladeira, porque fez os pobres desejarem ter sorvete e refrigerante, quando antes se satisfaziam com arroz, feijão e carne seca. Os pobres, os que estão fora do “mercado” desejando: este é na verdade o “perigo”....
Parece claro, portanto, que não foi contra os possíveis problemas da transposição do rio, nem contra as grandes misérias do capitalismo, que essa greve se voltou. É na verdade – como Gil e Caetano bem disseram na canção Haiti, numa menção à ira de nossas “classe médias” contra as escolas propostas por Darci Ribeiro — “um pânico mal-dissimulado diante de qualquer, mas qualquer mesmo, plano que pareça fácil é rápido, e vá representar uma ameaça de democratização...”
Suponhamos mesmo que, na pior hipótese, a transposição beneficie o agronegócio, as mega-empresas agrícolas exploradoras. Então, organiza-se um sindicato, reivindica-se melhores salários, participação nos lucros, faz-se uma boa greve... Em todo caso, melhor que o servilismo aos coronéis, que não querem a transposição; melhor que uma procissão de miseráveis que santificarão um bispo morto e pedirão que Deus “nos mande chuva” e se autogloficarão na miséria, na privação e na dor.
Acho inadmissível que setores que se dizem “de esquerda” apóiem isso: não são de esquerda, posto que estão sendo cúmplices e motores de um dos mais profundos conservadorismos brasileiros. Um esquema que e glorifica exatamente aquilo que precisa ser vencido: fome, sofrimento e morte.

TRANSPOSIÇÃO: COPIANDO AS AVESTRUZES

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O GRANDE DEBATE OU ONDE ESTÃO AS AVESTRUZES?

A entrada em cena de personalidades como o bispo d. Capio e atrizes do porte de Letícia Sabatela (cuja militância política era desconhecida até então) e Osmar Prado (também sem tradição de lutas populares) está dando visibilidade aos protestos contra a transposição das águas do Rio São Francisco. Do outro lado (a favor) ocorrem manifestações isoladas. O grande debate está ocorrendo na mídia. Os políticos cearenses da bancada federal estão silentes. O governador, idem. Imitando as avestruzes que na hora do perigo enfiam a cabeça no buraco, deputados federais e senadores não tem ocupado espaços na grande imprensa para defender a transposição. Até um ex-governador e atual senador que "criou" no discurso, e quem sabe no papel, um projeto de "interligação de bacias" (?). Cadê esse pessoal de discurso fácil e fluente e, às vezes, convincente nos palanques eleitorais? Estarão essas pessoas acovardadas e intimidadas ante o gesto insensato do bispo equivocado? Ou temem perder dividendos no próximo pleito eleitoral para presidente onde desponta como candidato de consenso o sr. Ciro Gomes?

Diferentemente das avestruzes, o blog O TORTO está comprando essa briga. Promove o debate salutar sobre a transposição, sem partir de falsas premissas, contendo sentimentos e preferências, mas dando vazão a uma cobrança na postura de quem de "direito".

Ninguém pode ficar fora desse grande debate. A omissão será um tanto mais grave que a exposição sincera de dúvidas, questionamentos para que a opinião construída de forma ,madura e isenta.

Como nordestinos, é nosso dever dar visibilidade ao grande questionamento do momento. Esperamos que muito explicitem aqui suas apreensões, suas dúvidas, suas convicções e contribuam neste grande debate nacional. A hora é essa. Depois do "consumatum est" será tarde demais.

Participar do debate é um imperativo do verdadeiro exercício da própria cidadania.

Leiam agora o artigo reproduzido do Jornal O POVO de 20 de dezembro de 2007

ARTIGO
Fome sem greve
Valmir Pontes Filho
http://www.opovo.com.br/opovo/opiniao/753527.html
20/12/2007 00:55
Um mês e meio atrás, viajando pela BR 222 em direção a Fortaleza, assisti a uma cena que me deixou chocado. Uma senhora de aspecto envelhecido se dirigia, latas à mão, a um barreiro onde restava estocado um pouco d'água. Pude nitidamente perceber que se tratava de um líquido de cor escura, de que se serviam dois caprinos magérrimos, mas de onde essa senhora também retirou o que precisava. Certamente essa água, se é que assim se pode chamar aquilo, não seria usada para um banho. Isto seria um luxo impensável naquele ambiente de miséria absoluta, provocada pela seca implacável. Ela serviria, sim, para beber e cozinhar, se é que houvesse algo a ser cozinhado. Fiquei a imaginar, no conforto do ar-condicionado do veículo onde estava, o ambiente de fome e de sede em que a dita senhora - uma notória não-cidadã - se achava, certamente ao lado dos seus filhos menores. Todos embrutecidos e abaixo da linha mínima da dignidade humana. Essa dramática situação talvez estivesse diminuída, ou mesmo eliminada, caso o Governo Federal, buscando reduzir a pobreza e as desigualdades sociais e regionais (CF, art. 3º, III), já tivesse concluído a transposição do Rio São Francisco. Suas águas, ao invés de irem para o Atlântico, estariam, literalmente, a salvar milhões de nordestinos que, como aquela senhora, sentem fome e sede brutais. E o sentem sem ter deflagrado greve! Mas não. Por conta de pressões desarrazoadas, senão desatinadas - como a feita, pasmem todos, por um Bispo católico - novamente as obras são paralisadas, agora por conta de liminar de um Juiz federal da Bahia. Sinceramente, não me comove a "greve de fome" do Bispo, cuja ânsia por celebridade é inegável. Já ao Sr. Juiz, ouso sugerir que ele prove do líquido do barreiro e reveja sua decisão. Valmir Pontes Filho - Advogado e professor de Direito
Nosso comentário no jornal O POVO de 20/12/2007

Parabéns Dr. Valmir pela lucidez e pela clareza de seu artigo. A grande pergunta é: onde estão aqueles que deveriam ser os principais defensores da transposição? Cadê a bancada do Ceará no Congresso Nacional? Será que nossos deputados e senadores estão silentes por oportunismo político ou intimidados pela greve de fome de um bispo que, movido pela paixão e não pela razão, é levado a um gesto equivocado? Quem se dispõe a fazer uma greve de fome em defesa da transposição? Esta pergunta é direcionada aos "nossos" representantes, incluindo-se aí o governador e o senador que propôs a interligação das bacias hídricas do Ceará. Vamos lá. O povo está atento, esperando um gesto de coragem e não só discursos vazios nos anos de eleição. Gilberto Telmo Sidney Marques - prof. adjunto da UECE
Gilberto Telmo Sidney Marques
Nota: quem quiser se manifestar através do jornal O POVO on line é só clicar em:
é de graça e não doi nada

TRANSPOSIÇÃO: AS LÁGRIMAS DA BELA LETÍCIA SABATELLA

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Ator Osmar Prado defende d. Cappio; Letícia Sabatella chora com decisão do Supremo
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GABRIELA GUERREIRO

da Folha Online, em Brasília
Um grupo de manifestantes contrário à transposição do rio São Francisco fez uma série de protestos nesta quarta-feira, no Congresso Nacional, em busca de apoio dos parlamentares contra a retomada das obras. O grupo se reuniu com o presidente do Senado, Garilbaldi Alves (PMDB-RN), para pedir que o Congresso intervenha nas negociações com o governo federal.
Os manifestantes esperam que a greve de fome do bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, sensibilize as autoridades a paralisar imediatamente as obras de transposição. "O jejum é a única forma dele [d. Cappio] chamar atenção, assim como Mahatma Gandhi fez. Eu também faria, se necessário. Só assim, em perigo de morte, pode fazer alguma discussão, algum questionamento sobre a obra", disse o ator Osmar Prado.
Na opinião do ator, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai trabalhar pelo fim da greve de fome do bispo porque não deseja "um cadáver sobre a transposição".
A atriz Letícia Sabatella, que acompanha o grupo nos protestos, saiu em defesa da greve de fome de Cappio.
"Ele é um homem extremamente sério, dos mais elevados princípios, conhece muito bem os ribeirinhas e quilombolas. Essa medida [greve de fome] não é radical, é a única forma de estarmos hoje discutindo essa questão", disse Sabatella.
O grupo também realizou protestos nesta manhã em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal), no momento em que o órgão julgava a concessão de liminar para a retomada das obras. O plenário do STF seguiu a decisão do relator Carlos Alberto Menezes, que concedeu liminar liberando as obras de transposição.
O grupo se mostrou frustrado com a decisão do tribunal, já que o bispo havia prometido encerrar a greve de fome se a Justiça mantivesse as obras suspensas. Letícia Sabatella chegou às lágrimas no momento em que recebeu a notícia de que o STF autorizou a retomada das obras. "Temos que pedir para o governo sensibilidade para as causas dos movimentos sociais", afirmou a atriz.
Suspensão
A decisão do Supremo foi uma resposta ao pedido de liminar ajuizado pela União, por meio de seu advogado-geral, José Antonio Dias Tóffoli. O advogado, no pedido, ressaltou a competência do plenário do Supremo para julgar ações que discutam o projeto do rio São Francisco.
O TRF da 1ª Região havia concedido uma tutela antecipada suspendendo as obras. Segundo reportagem da Folha, em reunião no final da noite de ontem, representantes do governo federal e da Igreja Católica costuraram uma proposta para colocar fim ao jejum de Cappio.

Participe desse grande debate nacional sem a irracionalidade de alguns que escondem suas verdadeiras motivações. Explicite suas idéias. Clique no link abaixo para assistir o vídeo e escutar as razões de Letícia Sabatella e depois manifestar sua opinião:



Agora leia o nosso comentário;

Algumas interrogações para a extraordinária atriz Leticia Sabatella:
Qual seria a motivação de Letícia Sabatella? Quais as causas que ela abraçou antes? Quais as bandeiras que já defendeu?
Conhece a querida Letícia o Nordeste e o quadro devastador da seca? Enfim, a quais interesses ela pretende servir?
Ao final gostaríamos de saber se ela também choraria diante de uma mãe nordestina que acabou de perder o filho de poucos meses que morreu de inanição?

Gilberto Telmo Sidney Marques
O Torto também é informação e tribuna de debates.
Não comece seu dia e nem vá para a cama sem nos visitar.

ÚLTIMA HORA: CASA BRANCA, O REDUTO DE BUSH,, EM CHAMAS

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Incêndio atinge prédio do complexo da Casa Branca


http://noticias.uol.com.br/ultnot/2007/12/19/ult23u845.jhtm
19/12/2007 - 13h28
Um incêndio atingiu nesta quarta-feira num prédio próximo à ala ocidental da Casa Branca, em Washington, onde trabalha o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.Uma densa fumaça pode ser vista no prédio, chamado de Eisenhower, segundo a rede de televisão "CNN", que mostrou imagens do local.
O incêndio começou no segundo andar do prédio e o fogo está sendo controlado pelos bombeiros, que chegaram rapidamente. Não se têm notícias de feridos, porque o local foi rapidamente evacuado.A suspeita inicial é que o fogo teria sido provocado por um curto circuito, mas as causas ainda são desconhecidas. O Eisenhower, mais conhecido como Old Executive Building, é anexo à Casa Branca e acolhe, além de escritórios cerimoniais da Presidência dos EUA, dezenas de dependências do pessoal da Casa Branca. O prédio fica em frente a um escritório destinado às recepções oficiais do vice-presidente Dick Cheney.O recinto, construído no final do século XIX, é um grande complexo com torrezinhas particulares, sendo um dos mais emblemáticos da capital americana.

CASA BRANCA EM CHAMAS?

SÓ FALTA AGORA O SR. BUSH DIZER QUE É OBRA DO PRESIDENTE CHAVEZ E MANDAR INVADIR A VENEZUELA

DELENDA USA

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Esta pequena galeria mostra fotos de Hiroshima, do Vietnã (a garota queimada por Napalm) e das torturas no Iraque (observe a soldada apoiada sobre os presos torturados, rindo). Isso é só uma amostra do grande rosário de crueldades praticadas por "nossos irmãos do norte" a partir de 1945.

Delenda USA

Hoje eu amanheci o dia extremamente indignado. Algumas reflexões da madrugada me fizeram odiar mais que nunca o Uncle SAM ou USA, como queiram chamar.
Na segunda guerra mundial já deixaram os donos do mundo a sua marca de destruição atigindo de maneira impiedosa populações civis que estavam a margem do conflito no Japão. Os números ainda hoje são confusos. Há quem fale de mais de 150 mil mortos logo após os lançamentos das bombas de Hiroshima e Nagasaki e outro tanto de feridos e mutilados. O agravante é que mesmo depois de atacarem de modo crudelíssimo Hiroshima, arremataram a crueldade destruindo sem nenhuma justificativa a cidade de Nagasaki dois dias depois. Naquela ocasião o japão, genuflexo, já preparava a rendição. Perversidade gratuita ou recado para os resto do mundo?
Ao término da segunda guerra promoveram a partilha da Alemanha separando irmãos, dividiram o mundo em duas metades e criaram a chamada "guerra fria" que proporcionou atrocidades até em território norte-americano. Vide as perseguições do macartismo que condenou sem julgamento justo, arrastou dezenas de homens e mulheres aos cárceres e determinou a execução do casal Rozemberg.
Depois, a exemplo do que fizeram na Alemanha, dividiram em duas a Coréia. Patrocinaram a divisão da China através do apátrida Chiang-Kai-Chek, o títere de Taiwan.
No Vietnam se deram mal. Depois de muitas batalhas sangrentas entre que durou 13 anos (de 1962 a 19750) com grande número de baixas americanas. O conflito utilizou 2.300.00 homens americanos dos quais perderam a vida 47.370 e 313.000 ficaram feridos. Entre os vietnamitas do sul participaram da guerra 1.048.000 homens e morreram 300.000. Já da parte do Vietnã do Norte participaram cerca de 2.000.000, tendo morrido cerca de 900.000.
O custo financeiro para os norte-americanos foi de cerca de US$ 200 bilhões. Essa conta foi paga integralmente pelos países pobres do terceiro mundo, incluindo o Brasil.
As “imbatíveis” forças invasoras tinham como testas de ferro entre os sul vietnamitas o ditador golpista Ngo Dinh Dien (assassinado depois pelos americanos), Ngo Van Thieu e seu lugar tenente Ngo Cao Ki que depois se abrigou nos Estados Unidos levando considerável fortuna roubada do povo do Vietnã.
Os norte vietnamitas e os vietcongs(guerrilheiros) forma liderados por Ho Chi Minh ("aquele que ilumina"), nascido em 1890 numa pequena aldeia vietnamita, filho de um professor rural. Com seus companheiros mais próximos, Pahm Van Dong e Vo Nguyen Giap, lançou-se numa guerra de guerrilhas contra o invasor.
Em dezembro de 1974, os nortistas ocupam Phuoc Binh, a 100 quilômetros de Saigon. Em janeiro de 1975 começou o ataque final. O pânico alcança os sul-vietnamitas que fogem para as cercanias da capital. O presidente Thieu embarca para o exílio e os americanos retiram o resto do seu pessoal e grupos de colaboradores nativos. Finalmente, no dia 30 de abril, as tropas nortistas ocupam Saigon e a rebatizam como Ho Chi Minh, em homenagem ao líder falecido em 1969. A unificação nacional foi formalizada em 2 de julho de 1976 com o nome de República Socialista do Vietnã, 31 anos depois de ter sido anunciada pelo grande comandante das forças amadas vietnamitas general Vo Giap.
Ainda na década de 70 sob a presidência do democrata John Kewnnedy, tentaram reconquistar a ilha de Cuba, sua mais incômoda vizinha e foram violentamente rechaçados na sangrenta batalha da Baia do Porcos em 1961.
Atrás da chuva de panfletos e dos bombardeios, cerca de 1400 homens invadiram os pântanos da Praia Girón, conhecida como Baía dos Porcos, no dia 17 de abril de 1961. Três dias depois, eles estavam derrotados. Segundo o governo cubano, 176 pessoas morreram nos combates, mais de 300 ficaram feridas e 50 incapacitadas para toda a vida.
Depois dessa aventura os imperialistas norte americanos implodiram, via corrupção, o grande império soviético e se tornaram hegemônicos. Usaram a corrupção na China para cooptar governos da era pós Mao-Tse Tung.
Avançaram no Oriente Médio. Além serem os patrocinadores do armamento do estado de Israel, fomentam a cizânia entre os irmãos que formam o mundo árabe. Estiveram presentes como estimuladores da guerra Irã-Iraque apoiando Saddam Hussein que depois caiu em desgraça. Posteriormente, a pretexto de caçar Osama Bin Laden que nunca encontraram, destruíram o Afeganistão. Uma de suas últimas ousadias foi a invasão do Iraque a revelia da ONU, afrontado a soberania do país árabe para assumir o controle de suas reservas petrolíferas.
Estas são, em suma, algumas, apenas algumas, das razões de minha indignação.
A partir de agora vou repetir com Catão, o tribuno romano: “delenda USA”. Tio Sam deve ser destruído. Antes que seja tarde e que eles ocupem a nossa Amazônia e se apossem de nossos poços de petróleo.
E tenho uma sugestão. Lembrei de um tratamento bárbaro aplicado nos leões de circo para torná-los inofensivos. Retiram-lhes as presas (ou dentes) e as garras.
Proponho o mesmo para o Tio Sam. Que seu território seja invadido e eles sejam dominados por tropas internacionais da ONU. Que todas as suas armas sejam expropriadas e destruídas. Que lhe seja proibido constituir qualquer tipo de força armada (exército, marinha e aeronáutica). E que lhes seja negado assento na ONU.
Enfim, para que a ONU não sucumba à corrupção ou a outro tipo de tentação que ela seja transferida para Francisco de Holanda, sua melhor localização. Alguém sabe onde é que fica Francisco de Holanda?
Ah! deve ficar a meio caminho entre Quixadá e Quixeramobim que é para nenhuma destas duas potências se sentir humilhada pela outra ou, o que é pior, começar outra vez a impor no mundo mais algum plano ambicioso de imperialismo.
Delenda USA
Ridendo castigat mores.
Obs. O Reginaldo, futuro causídico ou jurisconsulto, traduzirá as palavras latinas.

Para saber mais:
Sobre a invasão frustrada da Baía dos Porcos
http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,800189,00.html
Sobre a Guerra do Vietnã:
RUSSEL, Bertrand – Crimes de Guerra no Vietnã – Editora Paz e Terra
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/guerra_vietna9.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Vietn%C3%A3
Sobre Catão, o tribuno:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerras_P%C3%BAnicas
Sobre a guerra fria e macartismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Fria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Macartismo
filme aconselhado sobre macartismo:
Culpado por suspeita com Robert de Niro e Annette Bening
O torto também é cultura!

VITÓRIA MAIÚSCULA DE ILARIO MARQUES!!! PARABÉNS PT!!!

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NOTÍCIA EM PRIMEIRA MÃO DO SITE DA DEPUTADA RACHEL MARQUES

Ilário é o novo presidente do PT Ceará
17/12/2007
http://www.rachelmarques.org.br/noticias/texto.asp?id=1012
A Comissão Eleitoral do Processo de Eleições Diretas (PED) do Partido dos Trabalhadores no Ceará divulgou, às 20h20min da segunda, 17 de novembro, o resultado oficial confirmando a vitória de Ilário Marques.
Confira os resultados abaixo:
Ilário Marques - 7.277 votos
Joaquim Cartaxo - 7.217 votos
Brancos - 336 votos
Nulos - 389 votos
Válidos - 14.494 votos
Total votantes - 15.219 votos
Ilário se reuniu, em seguida, com os militantes numa churrascaria em Fortaleza para comemorar a conquista. “Essa vitória é fruto da militância que saiu as ruas e exigi
u mudanças no PT”, disse ele.
Nossa mensagem:
Impossibilitado, por problemas de saúde de abraçar pessoalmente o querido amigo prefeito de Quixadá, enviamos daqui nossos cumprimentos sinceros embalado pela vitória maiúscula que é a vitória do PT e do Ceará também.
No debate da TV O POVO manifestamo-nos pela revigoração do PT. É isto que esperamos. A eleição de Ilário vira uma página e inicia uma nova era de discussão, amadurecimento e correção de rumos.
Um grande abraço
Gilberto Telmo

ELEIÇÃO ESTADUAL DO PT - CEARÁ

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APURAÇÃO PARALELA DA VITÓRIA A ILÁRIO MARQUES
Ilário Marques ganha com 7.260 votos na apuração paralela de seu comitê de campanha. A coordenação de campanha do candidato à presidência do PT Ceará encerrou às 23h40min de domingo, 16 de novembro, a apuração paralela do Processo de Eleições Diretas do partido. O resultado assinalou a vitória do candidato Ilário Marques com 7.260 votos contra 7.205 de Cartaxo. “Recolhemos os relatórios das urnas de todos os municípios através de nossos fiscais. Depois totalizamos em nosso comitê, a Casa da Multidão”, explica o coordenador Rodrigo Amaral. “Foi uma vitória apertada, mas justa, pois iremos resgatar a dignidade do PT Ceará”, avalia a coordenadora Ana Maria de Freitas.

O pleito correu tranqüilo durante todo o dia. Apenas dois incidentes foram registrados em ata. O primeiro aconteceu em Nova Russas onde a cédula continha a numeração errada do candidato Ilário Marques. O segundo foi o início da votação antecipado em 20 minutos do horário estatutário em Canindé. A apuração oficial começou na sede do PT estadual às 17h30min, logo quando começaram a chegar as primeiras urnas. A comissão eleitoral decidiu parar às 21h15min, devido ao cansaço de seus membros. Os trabalhos só serão retomados às 8 da manhã de segunda, 17 de dezembro, devendo neste mesmo dia serem concluídos.

O candidato mais votado em Fortaleza no 1o turno, Antonio Ibiapino, comemorou: “foi a vitória da coerência!”. Segundo ele, até os adversários de Ilário já admitiram a derrota na contagem paralela deles. Ilário só irá se pronunciar depois do resultado oficial.

EM LOUVOR A NIEMEYER, ARQUITETO GENIAL E HUMANISTA SUPERLATIVO

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DO QUERIDO AMIGO PROF. ATTICO CHASSOT (lá do Rio Grande do Sul), recebemos:
Meu querido Gilberto Telmo,
de todos os artigos que li, acerca do magno centenário de hoje,
assunto de meu blogue de hoje, esse é dos mais emocionante.
saudades do
achassot
Artigo

O gênio da solidariedade, por Domenico Di Masi*

Nesta semana, a revista semanal Época dedica um grande espaço aos cem personagens mais importantes do Brasil. Cada um deles é apresentado por um outro personagem ilustre. Oscar Niemeyer é apresentado pelo próprio presidente Lula. Nenhum outro brasileiro, de fato, pareceria mais adequado para descrever um indiscutível, e universalmente amado, gênio como Niemeyer.

Lula escreve: "O meu amigo Oscar Niemeyer costuma dizer que a vida é mais importante que a arquitetura, sintetizando assim a sua filosofia
existencial, a sua conduta profissional e a sua posição política. No momento de completar cem anos de uma existência rica e produtiva, Niemeyer oferece ao Brasil e ao mundo, além de uma obra arquitetônica de beleza inigualável, uma sincera lição de humanismo, de amor e de solidariedade ao próximo. Ainda mais que as suas obras, ele representa o exemplo monumental do artista que nunca se contaminou com o luxo, o poder e a glória, que se insurgiu contra todos os tipos de injustiça e desigualdade e que ama, acima de tudo, o povo de seu país". Nenhum presidente, de nenhuma nação no mundo, poderia dizer o mesmo de um cidadão seu.

Em 15 de dezembro de 2007, Oscar Niemeyer completa cem anos e o Brasil inteiro - do palácio às favelas - se preparou para este dia com uma grande emoção coletiva. E enquanto festeja o seu máximo arquiteto - não como um ídolo, mas como um modelo de vida - no mundo inteiro, de Nápoles a Tóquio, inauguram-se mostras sobre suas obras e se realizam seminários para decifrar a beleza de seus projetos, simples e surpreendentes ao mesmo tempo.

Mas por que este velhinho pequeno e ainda sagaz exerce tanto fascínio e marca, de modo muito decisivo, a arquitetura e a vida do nosso tempo?

Hoje não existe cidade - de Barcelona a Dubai, de Bilbao a Roma - que não possua a ambição de redesenhar a si mesma e a seu próprio perfil, confiando grandes obras aos denominados arquistar: os grandes nomes da arquitetura contemporânea; de Norman Forster a Renzo Piano, de Adid a Jean Nouvel, de Fuxas a Calatrava. Mas Niemeyer precedeu essa tendência de meio século e - único no mundo - realizou mais de 600 construções com as quais mudou a face do Brasil e imprimiu uma transformação na arquitetura de todo o planeta: da Argélia à Espanha, da França aos Estados Unidos. Algumas de suas construções, como o edifício das Nações Unidas em Nova York ou a catedral de Brasília, já fazem parte imprescindível da iconografia mundial, ao lado da Torre Eiffel ou da cúpula de São Pedro.

Mas há outras boas razões que fazem de Niemeyer um gênio singular. É o único, talvez, em toda a história da arquitetura, a ter projetado e construído uma cidade inteira: a primeira cidade nascida depois do advento do automóvel, uma metrópole realizada em quatro anos, sob o impulso do presidente Juscelino Kubitschek.

A outra razão pela qual Niemeyer é uma figura singular consiste no fato de que, com ele, pela primeira vez, o Terceiro Mundo se expressou através de uma arquitetura profundamente indígena e capaz, todavia, de competir, em razão da audácia tecnológica e da pureza de formas, com a grande arquitetura do Primeiro Mundo; de confrontar-se, com cabeça erguida, com os Gropius e com os Le Corbusier. Este último, além disso, assinou com Niemeyer duas construções: aquela já lembrada das Nações Unidas e a do Rio de Janeiro destinada ao Ministério da Cultura.

No dia de seu centésimo aniversário, almoçarei com Niemeyer e com seus amigos mais queridos.

Sei já o que nos diremos. Como sempre, recordaremos os anos em que estávamos em Paris: eu como estudante e ele como exilado, ambos sem dinheiro. E então Oscar retomará, como sempre, o argumento que mais o angustia: os pobres de seu país, os sofredores da terra, as ditaduras a derrotar, as opressões a eliminar.

O seu escritório, simples e incomparável, onde nasceram todas as suas obras-primas, encher-se-á, gradualmente, de sombras e de esperanças, porque Niemeyer, nunca pessimista, permanece convicto de que a parte sã da humanidade prevalece sempre sobre a parte doente.

Devo confessar: sou feliz por ser amigo deste gênio leal. E estou orgulhoso de que ele me tenha presenteado com o projeto de um auditório que está surgindo em Ravello, no sul da Itália, de onde milhões de emigrantes partiram para o Brasil.

Com esta obra única e genial como o seu projetista, renova-se a grande amizade entre os dois povos daqui e de além-mar, no sinal de solidariedade.
Não por acaso Niemeyer costuma dizer: "Um senso de solidariedade me acompanhou por toda a vida. Eu me envergonharia se fosse um homem rico".

Domenico Di Masi*

*Sociólogo e escritor

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SUCESSO EM QUIXADÁ NA CAMPANHA DO DESARMAMENTO INFANTIL

Pelo segundo ano consecutivo, o proprietário da Banca de Revistas Alternativa, Sr. Milton Barbosa, na cidade de Quixadá, realizou durante os meses de outubro, novembro e início de dezembro, a Campanha do Desarmamento Infantil que acontece anualmente no Estado do Ceará, patrocinada pela Distribuidora Dinap em parceria com várias entidades.
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Sucesso em arrecadação de armas de brinquedos, a Banca Alternativa foi agraciada em Fortaleza por ter sido a Banca que mais efetuou trocas, arrecadando centenas dessas armas de brinquedo.

Para o Sr. Milton, o prêmio é só uma conseqüência do trabalho realizado, o importante mesmo é contribuir para que tenhamos jovens menos violentos, pois, as armas de brinquedos estimulam as crianças a brincadeiras agressivas, além de ajudar na educação desses jovens estimulando à leitura.
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Em Quixadá a Campanha contou com o apoio da Secretaria Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Quixadá, Ortobom, Jairo Livraria e Papelaria, Papel & Cia, Loja Pe. Cícero, Banco do Brasil, Casa Olinda, Diário do Nordeste, CDL Quixadá, Câmara Municipal, Discover Informática, AJE Quixadá, Abril, Dinap, Alaor, Prefeitura Municipal de Quixadá, Bancas Alternativas.

Esperamos que iniciativas como esta se propalem. Estes exemplos devem ser seguidos. PARABÉNS SR. MILTON BARBOSA

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RESULTADO DA ENQUETE: Em quem você votaria para prefeito de Quixadá se as eleições fossem hoje?
A enquete realizada com os possíveis candidatos ao cargo majoritário do município de Quixadá teve o seguinte resulta: Airton Buriti (PT) 50%, Cristiano Góes (PT) e Zé Nilson (PSDB) 24% cada e Dr. Rômulo (PT) 2%, o que nos leva a fazer algumas ponderações.

Primeira: entre os eleitores do Partido dos Trabalhadores existe uma divisão, onde o pré-candidato Airton Buriti, na pesquisa, teve uma boa margem de vantagem de votos, em relação ao seu companheiro de partido Vice-prefeito Cristiano Goes. Acreditamos que o candidato do Partido deve sair mesmo em uma consulta prévia aos filiados durante convenção.

Segundo: independente de qual seja o candidato do Partido dos Trabalhadores, se conseguirem "transferir" os votos para o candidato escolhido a diferença para o candidato do PSDB Zé Nilson se torna grande, pois no somatório dos votos o resultado fica o PT com 76%, e o PSDB 24%.

Terceira: os eleitores do PSDB e da oposição ao PT em Quixadá, parecem mesmo decididos pela preferência a Zé Nilson, uma vez que outros candidatos como Dr. Mesquita, Osmar Baquit e Mônica Sousa não obtiveram nenhum voto.

Enfim, a pesquisa está aí para outras análises, e qualquer que sejam os candidatos, nós que fazemos o Blog O Torto esperamos que seja uma campanha política limpa, baseada em propostas, nos princípios éticos e morais e que o povo escolha aquele que possa trazer mais melhorias para nossa cidade.

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CALAR PORQUE?

É difícil acreditar que nos dias de hoje alguns "jornalistas" não aceitam criticas, críticas essas que muitas vezes até os ajudariam, se parassem para pensar.

A princípio parece meio vago, mas evito citar nomes para não correr o risco de sofrer ameaças de processos, se bem que, riscos corremos todos os dias mesmo permanecendo calados. Ou batemos de frente contra essa postura autoritária e arbitrária ou ficaremos a mercê de contunarmos vendo em nossa cidade (Quixadá - CE) jornalistas ganhando do dinheiro público, para em defesa de interesses particulares, publicar inverdades e, quando são criticados ameaçarem de processar a quem os criticou.

São esses jornalistas que publicam com base no que disseram, ou no que ouviram dizer, pois não apresentam as fontes das “verdades” ou das pesquisas, e nem mesmo estão em nossa cidade para investigar a veracidade dos fatos, são esses mesmos jornalistas que não aceitam contestações e pensam que podem manipular o pensamento de terceiros. Ora senhores, que tipo de jornalista é esse que o que diz tem que ser aceito como verdade e todos calarem. Perdoe-me senhores mas essa atitude não combina com o regime Democrático de Direito em que vivemos. É preciso que determinados jornalistas revejam suas posturas e passem a aceitar o contrário, afinal ninguém é dono da verdade, assim acredito.

Quem não quer ouvir, que se cale. “Os Intocáveis” só na ficção e, mesmo assim não são eternos. É preciso combater esse tipo de jornalismo venal e oportunista. O blog “o torto e a direita” é um espaço livre e democrático e se propôs a ser essse espaço para os excluídos da grande mídia e continuaremos cumprindo com o nosso papel. Que bom que estamos incomodando.

RESPOSTA AO JORNALISTA DA VEJA

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PARA QUEM ACREDITOU NA MATÉRIA DA REVISTA VEJA INTITULADA: "Che, a farsa do herói", É BOM LER ESTA POSTAGEM.


Lee Anderson publicou tréplica a Diogo Schelp, da “Veja”. Já o tinha surrado, agora resolveu partir para o espancamento sem noção. Mais um pouco, e esse meu ranço católico faz com que parta em defesa de Diogo, de tanto que o dito cujo levou sopapos. O blogueiro-de-guarda não deu um pio. Ou um latido, que seja.
Eis a carta de Anderson, publicada no blog de Pedro Dória:
“Prezado Diogo Schelp:
Agradeço pelo sua ‘gentil’ resposta. (Soube que você é de fato uma pessoa muito ‘gentileza’; você mesmo o disse duas vezes em suas mensagens.) Só agora percebo, o mal-entendido entre nós nasceu exclusivamente por conta de meu caráter profundamente falho. Eu jamais deveria ter presumido que você recebera meu email inicial em resposta ao seu ou minha segunda mensagem a respeito de sua reportagem, muito menos deveria ter considerado que você pudesse ter decidido ignorá-los. É evidente que você tem um sistema de bloqueio de spams muito rigoroso. Uma dica técnica: talvez devesse configurar seus sistema como ‘moderado’ e não ‘extremo’. Se o fizer, talvez comece a receber seus emails sem quaisquer problemas. Lembre-se, Diogo: moderado, não ‘extremo’. Esta é a chave.

Você me acusa de ser antiético, um ‘mau jornalista’. Questiona até se posso ser chamado de jornalista. Nossa, você TEM raiva, não tem? Enquanto tento parar as gargalhadas, me permita dizer que, vindo de você, é elogio. Permita, também, recapitular por um momento a metodologia utilizada por você para distorcer as informações que o público de Veja recebeu:
Você publicou na capa e na reportagem uma grande quantidade de fotografias de Che, aproveitando-se assim da popularidade da imagem de Guevara para vender mais cópias de sua revista. Para preencher seu texto, você pinçou uma certa quantidade de referências previamente escritas sobre ele – incluindo a minha – para sustentar sua tese particular, qual seja, a de que o heroismo de Che não passa de uma construção marxista, como sugere seu título: ‘Che, a farsa do herói’.
Para chegar a uma conclusão assim arrasa-quarteirão, você também entrevistou, pelas minhas contas, sete pessoas. Uma delas era um antigo oponente de Che dos tempos da Bolívia. As outra seis, exilados cubanos anti-castristas, incluindo ex-prisioneiros políticos e veteranos de várias campanhas paramilitares para derrubar Fidel. (Um destes, o professor Jaime Suchlicki, você não informou a seus leitores, é pago pelo governo dos EUA para dirigir o assim chamado Projeto de Transição Cubana.) Percebi também que você prestou particular atenção no testemunho de Felix Rodriguez, ex-agente da CIA responsável pela operação que culminou na execução de Che. O fato de que você o destaca quer dizer que você o considera sua melhor testemunha? Ou terá sido porque ele foi o único que algum repórter realmente entrevistou pessoalmente? Os outros, parece, Veja só falou com eles por telefone. Mas como são rigorosos os critérios de reportagem de Veja!
Como disse em minha ‘carta aberta’ a você, escrever uma reportagem deste tipo usando este tipo de fonte é o equivlente a escrever um perfil de George W. Bush citando Mahmoud Ahmadinejad e Hugo Chávez. Em outras palavras, não é algo que deva ser levado a sério. É um exercício curioso, dá para fazer piada, mas NÃO é jornalismo. Dizer a seus leitores, como você diz na abertura da reportagem, que ‘Veja conversou com historiadores, biógrafos, ex-companheiros de Che no governo cubano’ passa a impressão de que você de fato fez o dever de casa, que estava oferecendo aos leitores um trabalho jornalístico bem apurado, que apresentaria algo novo. Infelizmente, a maior parte do que você escreveu é mera propaganda, um requentado de coisas que vêm sendo ditas e reditas, sem muitas provas, pela turma de oposição a Fidel em Miami nos últimos quarenta e tantos anos.
Minha questão não é política. Escrevi um livro, como você mesmo disse, que é ‘a mais completa biografia’ de Che. Há muito lá que pode ser utilizado para criticar Che, mas também há muitos aspectos a respeito de sua vida e personalidade que muitos consideram admiráveis. Em outras palavras, é um retrato por inteiro. Como sempre disse, escrevi a biografia para servir de antídoto aos inúmeros exercícios de propaganda que soterraram o verdadeiro Che numa pilha de hagiografias e demonizaçoes, caso de seu texto. Não cometa o erro de me acusar de defender Che porque critico você. Serei claro: a questão aqui não é Che, é a qualidade do seu jornalismo. Sua reportagem, no fim das contas, é simplesmente ruim e me choca vê-la nas páginas de uma revista louvável como Veja. Seus leitores merecem mais do que isso e, se aparecerei ou não novamente nas páginas da revista enquanto você estiver por aí, não me preocupa. O que PREOCUPA é que, com tantos jornalistas brilhantes como há no Brasil, foi a você que Veja escolheu para ser ‘editor de internacional’.
Cordialmente,
Jon Lee Anderson

DIATRIBES E INVEJA

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Sai na Coluna de Tarcísio Holanda, no Diário do Nordeste. Ele é um jornalista bastante crítico do presidente Lula. Leia, é uma análise feita com a necessária imparcialidade, isenção de paixões, creio ...

COLUNA do dia 27/11/2007 - DIÁRIO DO NORDESTE
Tarcísio Holanda
DIATRIBES E INVEJA
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não revelou grandeza, ele que é um acadêmico cheio de títulos, ao dizer, numa notória alusão indireta ao presidente Lula, que deseja brasileiros bem-educados ´e não liderados por gente que despreza a educação, a começar pela própria´. A reprimenda do ex-presidente foi ainda mais longe, ao dizer que o PSDB é um partido que tem estilo próprio, popular, onde há acadêmicos que falam mais de uma língua, ´mas que também falam direito a nossa língua´.

A alfinetada de Fernando Henrique Cardoso revela o ciúme que lhe causa o êxito de Lula. Se é verdade que o antigo líder sindical, uma vez no poder, manteve as linhas fundamentais da política econômica de seu antecessor, também é verdade que, cercado pela desconfiança dos mercados, foi mais sério e aplicado em sua execução do que o próprio criador. De tal forma que, ao invés das seguidas crises que sofreu o Plano Real, nos dois mandatos de FHC, Lula conseguiu não apenas consolidar a estabilidade, como praticamente acabou com a importância que tinha a dívida externa, trazendo-a para limite irrisório, como reduziu a quase 40% a relação da dívida com o PIB.

Ciúme e invejaFernando Henrique Cardoso e os tucanos se queixam de que Lula aproveitou a idéia do Bolsa-Escola para o seu Bolsa-Família. Ocorre que o Bolsa-Escola de FHC era um programinha tímido, ao passo que o Bolsa-Família de Lula já alcança mais de 10 milhões de famílias, transformando-se em um programa de repercussão internacional. Dizer que Lula foi ajudado por uma conjuntura internacional favorável aos negócios não muda essa história de sucesso.

Na verdade, Lula estimulou as exportações e os investimentos a ponto de acumular uma reserva de mais de 170 bilhões de dólares. A todos pareceu que Fernando Henrique Cardoso já não suporta o ostracismo a que foi relegado e morre de inveja dos êxitos do governo Lula. O ministro da Justiça atual, Tarso Genro, também um acadêmico, definiu o gesto tresloucado do ex-presidente: ´É a voz de um amargurado´. Dizem que o presidente Lula ficou furioso com os ataques e, mais cedo ou mais tarde, acabará dando uma resposta ao seu antecessor, em um desses discursos em que fala de tudo. Seria melhor mandar exibir os resultados de seu governo, oportunamente, ao invés de responder a futricas. Na verdade, por maior que seja a indignação do ex-presidente, o governo de Lula tem mais a exibir do que o de Fernando Henrique Cardoso.