ESTAÇÃO QUIXADÁ(Gilberto Telmo Sidney Marques - cidadão quixadaense)
RECORDANDO OS ANOS 50
0 comentáriosPostado por Gilberto Telmo às terça-feira, julho 31, 2007
ACORDA PRESIDENTE LULA
0 comentáriosCOLUNA DE PEDRO PORFÍRIO SAMPAIO NA TRIBUNA DA IMPRENSA DE 16/07/ 2007
"Vou-lhe dizer um grande segredo, meu caro. Não espere o juízo final. Ele se realiza todos os dias".
Alberto Camus, escritor argelino-francês, (1913-1960) prêmio Nobel de Literatura de 1957.
Não há como tapar o Sol com a peneira: as vaias ao presidente Lula no Maracanã, respeitadas suas características peculiares, podem ser entendidas como uma ampla pesquisa de opinião, com a vantagem de ter sido pública, aberta, espontânea e à prova de manipulação.
Não festejo a manifestação porque ficou muito chato o presidente da República ter decidido não formalizar a abertura dos jogos pan-americanos, como é da tradição, por conta do constrangimento que passou.
Mas acho que ja é hora de alguém chamar a atenção do sr. Luiz Inacio sobre os desígnios da história. São fartos os exemplos de quedas livres de mitos construídos em condições atípicas. Isso pode acontecer da noite para o dia, em função de erros pontuais que ganham repercussões inesperadas.
Não considero que as vaias do Maracanã ja estejam sinalizando para esse declínio irreversível. Mas será um ledo equívoco atribuí-las exclusivamente a uma tradição já comentada por Nelson Rodrigues, conhecedor profundo da alma carioca.
Não foi uma vaia: foi uma sucessão de vaias, algo que não pode ser atribuído a nenhum grupo organizado. E em momento de grande euforia, quando as 90 mil pessoas presentes ao Maracanã deliravam vitoriosas com o espetáculo de surpreendente beleza.
Entender o recado
A Presidência da República dispõe de pessoal especializado para trocar em miúdos essa manifestação popular, que se concentrou na figura de Lula. E ele não era a única autoridade presente, não era, portanto, a única figura vulnerável a esse tipo de sufoco. Mas foi o escolhido pela turba que, de uma forma ou de outra, demonstrou algum tipo de insatisfação.
Vaias são vaias, não mais do que vaias. Está bem. Não são um manifesto político, uma passeata determinada com uma agenda de descontentamento. Repito isso, porque a prudência da análise impõe.
Mas mesmo assim arrisco-me a associar esses apupos aos últimos escândalos políticos, que já passaram da mais tolerante das contas. Porque ostensivamente o presidente Luiz Inacio tem se colocado numa postura infeliz, do pior lado.
É o caso desse triste e vergonhoso escândalo que pode levar o Senado da República ao mais deprimente descrédito. Um escândalo em série, no qual, como disse Hélio Fernandes, em sua coluna de sábado, "o senador Renan Calheiros praticou tanta bobagem a partir das denúncias que surgiram contra ele que agora sua situação ficou insustentável".
Essas bobagens respingaram na imagem do presidente Luiz Inacio graças ao próprio. Em todos os momentos, desde que o presidente do Senado foi pilhado numa estranha associação a um lobista de uma grande construtora, Lula tem tornado pública e notória sua solidariedade.
No afã de colocar-se ao lado do indefensável, o presidente da República chegou ao extremo de reclamar contra a presença do seu correligionário Eduardo Suplicy no Conselho de Ética, porque o senador paulista certamente não seria pau mandado e não aprovaria uma chicana no processo aberto contra o colega.
Calheiros disse, e não foi desmentido, que o que ele sofresse resvalaria sobre Lula. É possível que, no refluxo, essas vaias tenham sido dirigidas também ao presidente do Senado, através do seu aliado.
O comportamento do sr. Renan Calheiros não tem precedentes. Diante do que tem feito, as primeiras denúncias sobre a inexplicável utilização de um lobista da Construtora Mendes Junior para pagar a pensão à jornalista Monica Veloso, que por si já tão graves, tornaram-se insignificantes.
Certamente com o apoio do Palácio do Planalto, do lider do governo naquela casa, senador Romero Juca, Calheiros exibiu o grande troféu da impunidade ao postar-se como o condutor do seu próprio julgamento, valendo-se principalmente do conhecimento das vidas pregressas da maioria dos seus pares.
Ao declarar que ele próprio era a instituição e ao valer-se do cargo de presidente da Casa para impedir o julgamento sereno das denúncias de que foi alvo, Renan Calheiros jogou na mesma vala os principais sustentáculos do regime representativo.
Motivos de indignação
Não podia ter sido mais infeliz na seqüência de atos praticados com a chancela da bancada governista, principalmente do PT. Desde as primeiras acusações, o mínimo que o presidente de um Senado deveria ter feito era licenciar-se do cargo e entregar sua sorte a um Conselho de ética sério. Ele não renunciou e ainda tentou montar uma caricatura de conselho, sob seu controle direto e absoluto.
Sob o foco de toda a mídia, seu posicionamento só serviu para comprometer a defesa, que ainda tentou sustentar, de forma desastrada, com a apresentação de documentos forjados, que incluiam notas sobre vendas de bois a preços superfaturados e recebidos de firmas desativadas.
Ao prolongar o desfecho de seu caso, que não tem mais remédio e não pode contar com nenhum milagre do Frei Galvão, Renan Calheiros deu um tiro mortal em seu próprio coração, atingindo todo o espectro do poder institucional. Quanto mais tempo levar para o desfecho, mais ferida estará toda a corte política, mais desalentado estará o povo e mais enfraquecida a democracia representativa.
Como o presidente do Senado resolveu desafiar os fatos "e contra fatos notórios não há subterfúgios" ele passou a comprometer a todos os que, por razões ocultas, mas perceptíveis, associaram-se a sua tentativa de salvar a pele a qualquer preço, mesmo afetando a imagem ja vulneravel da instituição que preside.
E, como não poderia deixar de ser, esta levando na mesma onda a figura do presidente da República, seu aliado explícito.
Não seria essa a única razão das vaias do Maracanã. Mas de tanto assinar cheques em branco para seus parceiros, Lula vai diluindo sua blindagem, mesmo contando com os recursos mágicos do chefe de uma grande máquina de poder e com o dorso subserviente dos mal acostumados beneficiarios da caridade oficial.
Vaias são vaias. As do presidente podem não ser pelo que pensamos, mas, com certeza, não são apenas uma brincadeira de mau gosto.
Postado por Gilberto Telmo às domingo, julho 15, 2007
CONTATO IMEDIATO
1 comentáriosQUIXADÁ SEMPRE REVELANDO GRANDES MÚSICOS

Contatos:
Guaracy Freitas
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Postado por Unknown às domingo, julho 08, 2007

Postado por Unknown às sábado, julho 07, 2007
QUAL A SUA OPINIÃO? É CENSURA OU NÃO?
0 comentáriosArquivada pelo STF ação que contestava classificação indicativa de programas de televisão
Foi negado seguimento (arquivada) à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI nº 3.907), proposta pelo Partido Popular Socialista (PPS) contra a Portaria nº 264/07, do Ministério da Justiça, que dispõe sobre o processo da classificação indicativa dos programas de televisão.
A portaria regulamenta as disposições do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), da Lei nº 10.359/01 e do Decreto nº 5.834/06, relativas ao processo de classificação indicativa de obras audiovisuais destinadas à televisão e congêneres. Conforme a ação, a norma afronta o inciso IX do artigo 5° da Constituição Federal e o artigo 220, que proíbem as restrições à liberdade de expressão. E, por essa razão, pedia liminarmente a suspensão da Portaria nº 264 do MJ e que a norma fosse declarada inconstitucional.
O PPS sustenta que, a pretexto de efetivar a classificação indicativa, o Ministério da Justiça visa restabelecer a censura, não acolhida pelo texto constitucional de 1988, e diz serem divergentes a portaria e os princípios da ordem democrática brasileira. O presidente do partido veio pessoalmente ao STF ajuizar a ação e afirmou que seu partido não pode permitir a restauração da censura, que segundo ele é o que propõe a norma questionada.
A decisão de negar seguimento à ação é do Ministro Eros Grau, por entender que a ação direta não constitui via adequada para a impugnação de atos regulamentares. "Por isso, nego seguimento a esta ação, nos termos do artigo 21 do RISTF, determinando o seu arquivamento". Eros Grau ressaltou ainda que o controle de constitucionalidade por meio de ADI deve ser realizado "entre atos normativos dotados de autonomia, abstração e generalidade e o texto da Constituição do Brasil, situação que não ocorre nestes autos."Fonte: STF
Postado por Unknown às quarta-feira, julho 04, 2007
NA FALTA DE UM ÍNDIO OU DE UMA PROSTITUTA QUADRILHA DE PITBOYS ASSALTA E TORTURA TRABALHADORAS!!!
0 comentáriosO Brasil assistiu mais um episódio de violência gratuita promovida por burguesinhos bem nascidos contra duas trabalhadoras no Rio de Janeiro. A história todos conhecem. Estavam as duas mulheres em um ponto de ônibus quando foram atacadas pelos facínoras. A empregada doméstica Sirlei carvalho Pinto foi barbaramente espancada. A outra mulher conseguiu fugir e escapar da surra.
O microempresário Ludovico Ramalho Bruno, 46, disse acreditar que o filho Rubens Arruda, 19, estava alcoolizado ou drogado quando participou do espancamento da empregada doméstica Sirlei Pinto. "Uma pessoa normal vai fazer uma agressão dessa?", perguntou ele após ter sido vítima de um tiroteio na delegacia. Dono de uma firma de passeios turísticos marítimos, Bruno afirmou que o filho não deveria ser preso, para não conviver com criminosos na cadeia. "Foi uma coisa feia que eles fizeram? Foi. Não justifica o que fizeram. Mas prender, botar preso, juntar eles com outros bandidos... Essas pessoas que têm estudo, que têm caráter, junto com uns caras desses? Existem crimes piores." Se forem indiciados, os acusados vão responder por tentativa de latrocínio (pena de 7 a 15 anos de prisão em caso de condenação) e lesão corporal dolosa (de 1 a 8 anos de prisão).
No link abaixovocê lê a entrevista completa do empresário pai do marginal Rubens Arruda.
Comentário do blog: Como os mentecaptos não encontraram nenhum índio, tentaram assassinar a doméstica porque "pensaram" se tratar de uma prostituta. Foi um "equívoco" que o pai de um dos meninos quer que seja relevado.
Enviamos para o portal da Globo, link abaixo, o nosso protesto:
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2007/06/25/296499489.asp
1. Gilberto Telmo Sidney Marques 26/06/2007 - 11h 06m
Pai e filho se merecem. Esses psicopatas burguesinhos praticam barbaridades motivados pela impunidade. Há alguns anos um mauricinho de Brasília, estudante de direito, assassinou uma jovem e talentosa bailariana em Fortaleza com um tiro na cabeça depois de uma discussão no trânsito por motivos banais. Era filho de um figurão da República e o crime está impune até hoje. Depois veio a "queima" do índio em Brasília, "confundido com um mendigo", como se um mendigo também não fosse um ser humano e devesse ser cremado por um bando de neonazistas.
A origem desses mentecaptos é a mesma: são pessoas de classe média alta que desfrutam de privilégios e têm acesso à educação. A culpa cabe principalmente aos pais que não sabem, via de regra, educar os filhos através da atenção e do diálogo permanentes. Falta moral da parte dos pais e punição exemplar pela justiça. JUSTIÇA JÁ!
Postado por Gilberto Telmo às domingo, julho 01, 2007
ONDE É O NASCEDOURO DA VIOLÊNCIA
0 comentáriosHá duas semanas encontro, em uma dessas catedrais do consumo, o padre Gabriel, meu ex-aluno da Escola Marvin e, atualmente, vereador em Maracanaú. Conversamos sobre o tema recorrente da violência. E não falamos nem do Afeganistão nem do Iraque. Falamos sobre o Brasil.
Às vezes eu tenho a impressão que o Iraque e o Afeganistão estão próximos de nós, bem ali, no Rio de Janeiro.
Mas o que mais nos impressionou a ambos foi uma descoberta: o berço da violência não é o Rio de Janeiro. Os piores bandidos não são aqueles marginais que vivem escondidos em casamatas desconfortáveis na Rocinha, no complexo do Alemão. Como ratos imundos. Trocando tiros com a polícia e com data quase marcada para morrer.
Aqueles personagens da guerra urbana não são inocentes e vítimas das injustiças sociais como se costuma pregar. Mas, na história da violência urbana, são instrumentos de bandidos mais perigosos que estão muito longe do alcance da polícia e da justiça.
Há algum tempo o bandido Marcola dizia para uma repórter do jornal o Globo que ele e seus sequazes não eram os verdadeiros comandantes do tráfico. Tinha gente mais poderosa nas posições de mando. Foi claro, taxativo e não tergiversou na definição dos "chefões".
Afinal onde nasce a violência?
A raiz da violência é a corrupção desenfreada praticada pelos políticos a cada dia. Como um imenso parafuso de rosca. De rosca sem fim. Até quando ?
Postado por Gilberto Telmo às domingo, julho 01, 2007