A BANDA DE MÚSICA PROF. NABOR É UM EXTRAORDINÁRIO EQUIPAMENTO DA CULTURA QUIXADAENSE


A TRADIÇÃO, A EXCELÊNCIA E A DEDICAÇÃO SÃO OS INGREDIENTES MOTIVADORES DA BANDA DE MÚSICA PROF. NABOR

Na sexta feira, dia 15 de junho de 2007, estivemos presente na solenidade de colação de grau da imortal FECLESC. Neste blog já externamos nosso entusimasmo pela brilhante participação da querida banda de música de Quixadá.Na sua fala, o Magnífico Reitor da UECE, prof. Jader Onofre de Moraes foi enfático ao destacar a competência daquele extraordinário equipamento da cultura.

A nossa banda de música, celeiro de muitos profissionais competentes, é um dos mais valiosos legados do extraordinário e exemplar homem público que foi o professor José Linhares da Páscoa, o nosso Zé, o nosso Zé da Páscoa, quando prefeito de Quixadá(1967/1971).

Sobrevivendo a muitíssimas dificuldades geradas pela insensibilidade das autoridades, ostenta hoje o nome de seu fundador o maestro prof. Nabor. A banda é uma verdadeira fênix, sempre renasce das cinzas.

Destacamos, por oportuno e justo, o enstusiamo e a dedicação do maestro Zé Pretinho com o qual tivemos a honra de trabalhar quando de nossa passagem meteórica pela Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo na década de 1980. Foi uma convivência prazerosa, agradável e enriquecedora. Juntos lutamos pela melhoria das condições de trabalho dos músicos e pela manutenção da escolinha com a criação de bolsas de estudo para os seus alunos, no valor de meio salário mínimo. A duras penas adquirimos novos uniformes e recuperamos alguns instrumentos. A nossa maior luta, no entanto, foi pela conquista de uma sede própria definitiva que tivesse um amplo espaço para os seus ensaios. Tivemos a honra de estar presente na ocupação do prédio retomado da COELCE que oportunisticamente o ocupara.

Lutamos pela valorização dos músicos e do maestro. Estávamos vencendo a batalha quando a adversidade nos golpeou duplamente: o maestro, na sua luta árdua pela sobrevivência, chegou ao seu limite físico e faleceu. Pouco tempo depois a Secretaria de Cultura e Turismo era extinta, de maneira arbitrária, durante uma pseudo reforma administrativa.

Afastado da banda de música, mesmo à distância, continuamos a admirá-la. Na sua pior crise nos finais de 1988, rompemos o silêncio e, daqui do nosso exílio forçado, fizemos publicar no Jornal O POVO (Jornal do Leitor) de primeiro de novembro de 1998 um artigo "A banda de música de Quixadá". Na época a banda estava desativada há quatro meses. Sinal dos tempos. Dos tempos de obscurantismo.

Terminávamos nosso artigo com um apelo aos poetas, músicos, intelectuais, radialistas, estudantes da FECLESC e de outras escolas de Quixadá para lutar e defender a banda de música, seu grande patrimônio cultural.

Queremos, dizíamos àquela ocasião, ouvir a marcha alegre espantando a tristeza, se espalhando na avenida, invadindo as ruas e casas de Quixadá. E, como diria o poeta maior Chico Buarque, queríamos continuar a "ver a banda passar, cantando coisas de amor".

Parabéns aos componentes da banda de música de Quixadá, nas pessoas dos maestros Marcos e Didi. Longa vida à banda de música prof. Nabor da prefeitura de Quixadá. Quanta saudade!

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