UM ANO NOVO COM CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

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Receita de Ano Novo http://www.releituras.com/drummond_dezembro.asp

Para você ganhar belíssimo Ano Novo, cor de arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido (mal vivido ou talvez sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo,

remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser, novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia,se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar de arrependido pelas besteiras consumadas nem parvamente acreditar que por decreto da esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo que mereça este nome,você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.


Para saber mais sobre Carlos Drummond de Andrade, clique no link acima. O Torto também é cultura.

De nossa parte, queremos desejar a todos os que nos aturaram em 2007 e vão nos aturar em 2008, um ano novo repleto de luzes, de paz, esperanças, sonhos realizados.Um abraço fraterno para todos!!!
Prof. Gilberto Telmo - colaborador( com muita honra) do blog O Torto, na defesa do que é de Direito.

QUIXADÁ LANÇA CAMPANHA PIONEIRA

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Vamos reproduzir aqui notícias divulgadas na edição de hoje, sábado, dia 29 de de dezembro de 2007 pelo jornal Diário do Nordeste.

A primeira diz respeito a um projeto de lei do vereador Kleber Júnior e foi matéria de capa ( primeira página) do DN por conta de sua importância
Combate ao câncer
Protetor solar para servidores
Vereador luta contra o câncer de pele e pelo fornecimento de filtros solares e vestuários para trabalhadores públicos
de Quixadá.
A Câmara de Vereadores deste município do Sertão Central aprovou projeto de lei, de autoria do vereador Kleber Júnior, que torna obrigatório o fornecimento de kits de proteção para funcionários públicos que exercem atividades se expondo constantemente aos raios solares. Garis, agentes de saúde e de endemias, guardas, fiscais e até mensageiros poderão ser beneficiados com a medida.O projeto já foi encaminhado ao Poder Executivo, que poderá sancionar ou não. Servidores que acompanharam a votação do projeto de lei se manifestaram favoravelmente à matéria, e disseram esperar a sanção do prefeito Ilário Marques. Eles afirmaram que querem dispor de chapéus, óculos escuros, roupas adequadas e protetor solar o mais rápido possível. A lei garantirá que os acessórios e o filtro solar sejam fornecidos continuamente, sem qualquer ônus para eles. O objetivo é evitar que sejam afetados pelas doenças de pele, principalmente o câncer.Para reforçar a aprovação da norma municipal, um grupo de mulheres agentes de saúde lotou a galeria da Câmara de Vereadores na última sessão ordinária que abordou o assunto. Estão preocupadas com os riscos no trabalho. Das 148 profissionais que atuam na assistência à saúde da família, duas delas já contraíram o lúpus, uma doença inflamatória de pele. Estão sob licença médica. As colegas acreditam que o fornecimento do kit poderá evitar mais vítimas.

O QUE ELES PENSAM
Prevenir é o caminho para evitar a doença Há um tempo surgiu uma mancha vermelha no meu rosto. Não dei importância. Mas ela está crescendo e começando a incomodar. Ouvi relatos sobre o câncer e estou assustado.
José Eriberto de Sousa Araújo, vigia
Trabalho quatro horas por dia, mas é tempo suficiente para preocupação. Sei como essa doença ataca e que o filtro solar me protege dela. Mas sou pobre e não tenho dinheiro.
Maria Lúcia Barros Perpétua, gari
A prevenção é a única maneira de evitar as doenças. Nosso ganho não é muito. Mal dá para o sustento da família. Não podemos comprar protetores solares e outros acessórios.
Maria Elizene da Silva, agente de saúde
Alex Pimentel/Colaborador
Leia nosso comentário postado no DN:
Oportuníssimo o projeto do vereador kleber Junior. Estamos solidários pois os trabalhadores que se expõem à inclemência do sol necessitam cuidados especiais. Além do protetor solar, que deverá ser de boa qualidade e ter sua utlização acompanhada pela Secretaria de Saúde, devem ser adquiridos bonés, calças e blusas de manga comprida e determinado o seu uso obrigatório.
Uma campanha de educação dos usuários deve preceder a implementação dessas medidas. Não se trata de favor do poder público, mas a iniciativa do vereador Kleber Junior merece nosso aplauso.
Prof. Gilberto Telmo Sidney Marques -
ex-secretário de comunicação de Quixadá- administração Novo Tempo
A segunda é uma notícia política que não terá, de nossa parte, nenhum comentário por tratar-se de discussão interna do partido.
BLOCO GOVERNISTA
Líder do Governo justifica permanência
Fortaleza, Ceará Sábado 29 de Dezembro de 2007

O líder do Governo é contra a idéia dos colegas, Artur Bruno e Rachel Marques, da saída dos petistas do bloco
“Não é conseqüente a postura de alguns setores do PT em querer dissolver o bloco firmado com o PMDB e o PSB”. A crítica é do líder do Governo Cid Gomes na Assembléia Legislativa, deputado Nelson Martins (PT). Ele diz que tem trabalhado na bancada, e no partido, para impedir a dissolução da parceria petista com os peemedebistas e socialistas. Para ele, a saída pode ter repercussões negativas para a base governista naquela Casa. “Principalmente levando em conta que 2008 será um ano de eleições”, enfatizou.A bancada do PT está dividida na Assembléia quanto à permanência no bloco partidário. Enquanto Nelson e o deputado Dedé Teixeira querem a permanência, os deputados Rachel Marques e Artur Bruno defendem o fim da aliança. Eles querem mais autonomia para o PT nas decisões naquela Casa. A mesma tese é defendida pelo presidente eleito do PT estadual, Ilário Marques.
Atenção internautas:
As notícias aqui divulgadas poderão ser lidas na íntegra no site do Diário do Nordeste. Basta você clicar no título de cada matéria, nas expressões: Combate ao câncer e BLOCO GOVERNISTA.
Experimente mais esta facilidade que O TORTO diponibiliza.
O TORTO também é notícia, a caminho da liderança.

MAIOR IDADE PENAL

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REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

Na Enquete realizado por nós sobre a redução da maioridade penal, o resultado de 50% a favor dessa redução e 50% contra, reflete a realidade que vivemos, uma indefinição a cerca do tema: primeiro por se tratar de um assunto complexo e segundo que por essa complexidade somos levados a um certo desconhecimento da realidade ou de parte dela, tendo como consequencia a dúvida do que é melhor.

Nossa intenção é chamar a população ao debate e como tal não podemos nos furtar de opinar. Acreditamos que simplesmente reduzir a maioridade penal não traz nenhuma solução nem tão pouco diminuição do número de crimes cometidos por menores. As pesquisas mostram que menos de 1% dos crimes cometidos no país têm a participação de menores, um número muito pequeno com relação a grandiosidade do tema.

Antes de se pensar em reduzir essa maioridade penal deve-se pensar em dar condições sócio-econômica-educativa para que esses jovens não entrem no mundo do crime. Se faz necessário então, ações governamentais e não-governamentais no sentido de evitar que essea juventude ingresse no mundo marginal.

Outra ação importantíssima é torna eficaz as leis existentes. Estudos mostram que o Brasil tem excelentes leis, o que falta é a real efetivação delas. Além do mais jogar um jovem adolescente na cadeia, só estaremos contribuindo para a formação de uma pessoa ainda mais perigosa, pois a realidade é que nossos presídios estão falidos. Nosso sistema penitênciário não cumpre seu papel, o de ressocializar, pelo contrário é uma verdadeira "escola do crime". Será realmente isso que queremos para nossa sociedade?

A matéria abaixo foi publicada na revista veja e traz alguns esclarecimentos que nos ajudará a dirimir algumas dúvidas.

MAIORIDADE PENAL
A morte do menino João Hélio, de 6 anos, arrastado por um carro depois de um assalto no Rio de Janeiro, reacendeu o debate sobre a redução da maioridade penal no país. Como em outros crimes violentos, menores de idade tiveram papel ativo no brutal crime - mas poderão ficar no máximo 3 anos presos. Saiba quais são os principais argumentos dos defensores e dos críticos da medida - e como a mudança na lei poderia ser realizada.
1.
O que é maioridade penal?
2.
O que diz a legislação brasileira sobre infrações de quemnão atingiu a maioridade penal?
3.
Como é a legislação brasileira em relação a outros países?
4.
Quais os argumentos para reduzir a maioridade penal?
5.
Quais mudanças são as propostas em relação à maioridade penal?
6. O que dizem os que são contra a redução da maioridade penal?
7.
Quem é contra a redução da maioridade penal?
8.
Quem se manifestou a favor da redução da maioridade penal?
9.
Quais são os trâmites legais para reduzir a maioridade penal?
10.
Que propostas sobre maioridade penal serão avaliadas pelo Congresso Nacional?
11.
Quando a Câmara dos Deputados votará as propostas de redução de maioridade penal?

O que é maioridade penal?
A maioridade penal fixada em 18 anos é definida pelo artigo 228 da Constituição. É a idade em que, diante da lei, um jovem passa a responder inteiramente por seus atos, como cidadão adulto. É a idade-limite para que alguém responda na Justiça de acordo com o Código Penal. Um menor é julgado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O que diz a legislação brasileira sobre infrações de quem não atingiu a maioridade penal?
Pela legislação brasileira, um menor infrator não pode ficar mais de três anos internado em instituição de reeducação, como a Febem. É uma das questões mais polêmicas a respeito da maioridade penal. As penalidades previstas são chamadas de “medidas socioeducativas”. Apenas crianças até 12 anos são inimputáveis, ou seja, não podem ser julgadas ou punidas pelo Estado. De 12 a 17 anos, o jovem infrator será levado a julgamento numa Vara da Infância e da Juventude e poderá receber punições como advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, inserção em regime de semiliberdade ou internação em estabelecimento educacional. Não poderá ser encaminhado ao sistema penitenciário.

Como é a legislação brasileira em relação a outros países?
A legislação brasileira sobre a maioridade penal entende que o menor deve receber tratamento diferenciado daquele aplicado ao adulto. Estabelece que o menor de 18 anos não possui desenvolvimento mental completo para compreender o caráter ilícito de seus atos. Adota o sistema biológico, em que é considerada somente a idade do jovem, independentemente de sua capacidade psíquica. Em países como Estados Unidos e Inglaterra não existe idade mínima para a aplicação de penas. Nesses países são levadas em conta a índole do criminoso, tenha a idade que tiver, e sua consciência a respeito da gravidade do ato que cometeu. Em Portugal e na Argentina, o jovem atinge a maioridade penal aos 16 anos. Na Alemanha, a idade-limite é 14 anos e na Índia, 7 anos.

Quais os argumentos para reduzir a maioridade penal?
Os que defendem a redução da maioridade penal acreditam que os adolescentes infratores não recebem a punição devida. Para eles, o Estatuto da Criança e do Adolescente é muito tolerante com os infratores e não intimida os que pretendem transgredir a lei. Eles argumentam que se a legislação eleitoral considera que jovem de 16 anos com discernimento para votar, ele deve ter também tem idade suficiente para responder diante da Justiça por seus crimes.

Quais mudanças são as propostas em relação à maioridade penal?
Discute-se a redução da idade da responsabilidade criminal para o jovem. A maioria fala em 16 anos, mas há quem proponha até 12 anos como idade-limite. Propõe-se também punições mais severas aos infratores, que só poderiam deixar as instituições onde estão internados quando estivessem realmente “ressocializados”. O tempo máximo de permanência de menores infratores em instituições não seria três anos, como determina hoje a legislação, mas até dez anos. Fala-se em reduzir a maioridade penal somente quando o caso envolver crime hediondo e também em imputabilidade penal quando o menor apresentar "idade psicológica" igual ou superior a 18 anos.

O que dizem os que são contra a redução da maioridade penal?
Os que combatem as mudanças na legislação para reduzir a maioridade penal acreditam que ela não traria resultados na diminuição da violência e só acentuaria a exclusão de parte da população. Como alternativa, eles propõem melhorar o sistema socioeducativo dos infratores, investir em educação de uma forma ampla e também mudar a forma de julgamento de menores muito violentos. Alguns defendem mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente para estabelecer regras mais rígidas. Outros dizem que já faria diferença a aplicação adequada da legislação vigente

Quem é contra a redução da maioridade penal?
Representantes da Igreja Católica e do Poder Judiciário combatem a redução da maioridade penal. Para a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie, a melhor solução seria ter uma “justiça penal mais ágil e rápida”. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz que o Estado “não pode agir emocionalmente”, pressionado pela indignação provocada por crimes bárbaros. Karina Sposato, diretora do Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para a Prevenção e Tratamento da Delinqüência (Ilanud), diz que o país não deveria “neutralizar” parte da população e sim procurar “gerir um sistema onde as pessoas possam superar a delinqüência”. Tanto o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, como o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, afirmam que reduzir a maioridade penal não seria uma solução para a violência.

Quem se manifestou a favor da redução da maioridade penal?
Os quatro governadores da região Sudeste - José Serra (PSDB-SP), Sérgio Cabral Filho (PMDB-RJ), Aécio Neves (PSDB-MG) e Paulo Hartung (PMDB-ES) propõem ao Congresso Nacional alterar a legislação para reduzir a maioridade penal. Eles querem também aumentar o prazo de detenção do infrator para até dez anos. Além dos governadores, vários deputados e senadores querem colocar em votação propostas de redução da maioridade.

Quais são os trâmites legais para reduzir a maioridade penal?
Depois de ser discutida pelo Senado, a proposta de emenda constitucional (PEC) deve ir a plenário para votação em dois turnos. Na seqüência, a proposta tem de ser votada pela Câmara dos Deputados para transformar-se em lei.

Que propostas sobre maioridade penal serão avaliadas pelo Congresso Nacional?
Das seis propostas de redução da maioridade penal que a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado avalia, quatro reduzem a maioridade de 18 para 16 anos, e uma para 13 anos, em caso de crimes hediondos. Há ainda uma proposta de emenda constitucional (PEC), do senador Papaléo Paes (PSDB-AP) que determina a imputabilidade penal quando o menor apresentar "idade psicológica" igual ou superior a 18 anos.

Quando a Câmara dos Deputados votará as propostas de redução de maioridade penal?
Não há prazo definido. O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), não quis incluir o assunto entre as primeiras medidas do chamado “pacote da segurança”. O que tem ocorrido é que em períodos de comoção e mobilização da opinião pública o assunto ganha visibilidade e várias propostas chegam ao Congresso. Passada a motivação inicial, os projetos caem no esquecimento. A proposta para redução da maioridade está parada no Congresso desde 1999. Desde 2000, esta é a quarta vez que um “pacote de segurança” é proposto. O último “esforço concentrado” foi em junho de 2006, após os ataques do PCC em São Paulo, quando o Senado aprovou 13 projetos de endurecimento da legislação penal, que não incluíam a discussão sobre a maioridade. Em 2003, após a morte de dois juízes, houve uma “semana da segurança”. Em 2000, depois de um sequestrador de um ônibus ser morto ao lado de uma refém, a Câmara e o Senado criaram uma comissão mista para discutir o endurecimento das leis. Não houve votação originada desta comissão.

Foto da Revista Veja

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Desejamos a todos
um Feliz Natal

OAB REALÇA MÉRITOS DE D. LORSCHEIDER E LAMENTA SUA PERDA

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OAB ressalta atuação de d. Aloísio pelos direitos humanos
De Gerusa Marques
Em Brasília
http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/2007/12/23/ult4469u16054.jhtm
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, divulgou hoje nota à imprensa lamentado a morte do arcebispo emérito de Aparecida, cardeal dom Aloísio Lorscheider. A entidade ressalta a atuação de d. Aloísio durante a ditadura militar em defesa dos direitos humanos.
A OAB diz que durante os anos em que presidiu a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) - de 1971 a 1979 - o arcebispo "teve papel decisivo" no movimento pela redemocratização do Brasil.
Dom Aloísio, 83 anos, faleceu às 5h20 desta manhã de hoje, no Hospital São Francisco, em Porto Alegre (RS).
Leia na íntegra a nota da OAB:
A morte de dom Aloísio Lorscheider evoca tempos heróicos, de resistência à ditadura militar e de obstinada militância em defesa dos direitos humanos. O período em que presidiu a CNBB - de 1971 a 1979 - corresponde ao mais duro e dramático da luta pela redemocratização do Brasil, em que teve papel decisivo, mostrando determinação e grande coragem pessoal.
Ao lado de Raymundo Faoro, que então presidia a OAB Nacional, dom Aloísio Lorscheider expressou os anseios da sociedade civil brasileira, no processo que então ficou conhecido como distensão política - e foi o primeiro passo concreto no rumo da redemocratização do país. Isso todos nós lhe ficamos devendo.
O temário de sua ação político-pastoral, que jamais cessou, permanece atualíssimo: defesa dos direitos humanos, reforma agrária e distribuição mais justa da renda nacional. A homenagem maior que a cidadania brasileira pode prestar à memória de dom Aloísio é a de manter acesa a chama dessas causas a que, com tanta coragem e dedicação, devotou seu admirável apostolado.
Nosso comentário na Folha on Line
Gilberto Telmo Sidney Marques (2) 23/12/2007 17h26

FORTALEZA / CE
Ao lado de D. Helder Câmara e D. Paulo Evaristo Arns, D. Aluisio Lorscheider foi daqueles que combateu o regime de terror da ditadura militar em todas as horas. Jamais se deixou intimidar por ameaças. Sereno, lúcido e corajoso fez parte uma Igreja libertadora que hoje fica imensamente mais pobre e mais triste. Não é só a Igreja nem os cristãos que perderam com sua morte. Perde o Brasil a quem ele amou com atitudes desassombradas em defesa dos pobres e dos oprimidos pela fome, pela exploração capitalista desumana e pela ditadura sanguinária.
Gilberto Telmo - Professor adjunto da UECE

Morre D. Aluisio Lorscheider, o defensor dos pobres, dos oprimidos pela miséria e pela sanha da ditadura

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Morre D. Aluisio Lorscheider





http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2173018-EI306,00.html





O cardeal d. Aloísio Lorscheider, arcebispo emérito de Aparecida (SP) nasceu em 8 de outubro de 1924, em Picada Geraldo, Estrela, no Rio Grande do Sul. Ingressou em 1934, no Seminário dos padres franciscanos, em Taquari, onde fez os cursos Ginasial e Colegial.
Em 1942, fez o noviciado e o primeiro ano de Filosofia no Convento São Boaventura, em Daltro Filho e Garibaldi (RS). Em 1944, foi transferido para o Convento Santo Antônio, em Divinópolis, Minas Gerais, onde terminou o curso de Filosofia e fez o curso de Teologia. Passou a adotar o nome religioso de Frei Aloísio, nome que conservou até o final de sua vida.
Na cidade mineira, concluiu os estudos de filosofia e teologia e obteve a ordenação presbiterial em agosto de 1948, tornando-se padre. Entre o ano seguinte e 1952, fez sua licenciatura e seu doutorado em Teologia Dogmática no Pontifício Ateneu Antoniano, em Roma, na Itália.
De volta ao Brasil, foi professor de Teologia Dogmática, Espiritualidade e Pastoral em Divinópolis até 1958. No mesmo ano, voltou ao Pontifício Ateneu Antoniano como professor de Teologia Dogmática e diretor dos estudantes, tarefas que exerceu até 1962.
Lorscheider foi nomeado bispo de Santo Ângelo (RS) em junho de 1962, onde permaneceu até 1973, quando foi nomeado arcebispo de Fortaleza (CE). Entre junho de 1968 e fevereiro de 1971, foi secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). De 1971 a 1978, atuou como presidente da entidade.
Durante o regime militar (1968-1985), foi um dos bispos de maior destaque na defesa dos direitos humanos, sendo um dos autores do documento redigido pela CNBB, em 1968, pedindo a volta do "funcionamento do Executivo, Legislativo e Judiciário, com a elaboração de uma Constituição eficaz".
Em Fortaleza, d. Aloísio atuou em favor da reforma agrária e pelo fim dos conflitos de terra no Estado do Ceará. Por isso, recebeu diversas ameaças de morte, teve dois cachorros envenenados e sofreu uma tentativa de intimidação com uma bomba caseira no jardim de sua casa. Três homens armados chegaram a tentar invadir a residência, mas foram descobertos.
D. Aloísio foi nomeado cardeal em abril de 1976, pelo papa Paulo VI. Entre 1976 e 1979, foi 1º vice-presidente e presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam). Em 1979, foi ainda um dos presidentes da III Conferência Geral dos Bispos da América Latina e do Caribe, em Puebla, no México.
Suas posições enérgicas em favor aos direitos humanos lhe renderam uma carta-advertência enviada pelo papa João Paulo II em 1988.
Em março de 1994, Lorscheider foi feito refém durante uma rebelião no Instituto Penal Paulo Sarasate, em Fortaleza, onde verificava as condições das instalações. Ele foi solto após quase 20 horas em poder dos detentos, que articulavam um plano de fuga.

No ano seguinte, d. Aloísio foi nomeado bispo de Aparecida, onde ficou até a sua renúncia, em 2004. Nos últimos três anos, viveu no convento franciscano do bairro de Ipanema, em Porto Alegre.


Eis o nosso comentário no site de Terra

Uma perda irreparável para o Brasil
Data: 23 Dec 2007 18:02:05 -0200
De: "Gilberto Telmo Sidney Marques"
Ao lado de D. Helder Câmara e de D. Evaristo Arns, D. Aluisio Lorscheider foi uma das vozes que nunca silenciaram na noite mais escura que se abateu sobre o nosso país durante 21 anos. Ao longo de toda a sua vida exemplar D. Lorescheider fez a opção preferencial pelos pobres, pelos oprimidos e humilhados e pelos perseguidos políticos. Não é só a Igreja que deve estar chorando a sua perda. Não só os cristãos devem chorar. A perda irreparável é de todo o povo brasileiro envergonhado e humilhado pelas trevas da corrupção e da pouca vergonha. O Brasil está definitivamente órfão, mais pobre, mais triste e mais sombrio - Gilberto Telmo prof. adjunto da UECE

MEDO?

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VOCÊ TEM MEDO?
O medo pode ser um sentimento explicativo do estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. Porém, pode significar também um alerta para aquele que ameaça, pois, deve-se ter em mente que aquele que está sendo ameaçado pode está recuando estrategicamente para um possível ataque. Na verdade só temos uma certeza, o medo é inerente ao ser humano onde cada um o utiliza à sua maneira. Mas o que é o medo? Como "O Torto" também é cultura, vejamos o poema de Carlos Drummond de Andrade sobre o Medo, e tire sua própria conclusão.

O Medo
Em verdade temos medo.
Nascemos no escuro.
As existências são poucas;
Carteiro, ditador, soldado.
Nosso destino, incompleto.
E fomos educados para o medo.
Cheiramos flores de medo.
Vestimos panos de medo.
De medo, vermelhos rios
Vadeamos.
Somos apenas uns homens e a natureza traiu-nos.
Há as árvores, as fábricas,
Doenças galopantes, fomes.
Refugiamo-nos no amor,
Este célebre sentimento,
E o amor faltou: chovia,
Ventava, fazia frio em São Paulo.
Fazia frio em São Paulo...
Nevava. O medo, com sua capa,
Nos dissimula e nos berça.
Fiquei com medo de ti,
Meu companheiro moreno.
De nos, de vós, e de tudo.
Estou com medo da honra.
Assim nos criam burgueses.
Nosso caminho: traçado.
Por que morrer em conjunto?
E se todos nós vivêssemos?
Vem, harmonia do medo,
Vem ó terror das estradas,
Susto na noite, receio De águas poluídas.
Muletas do homem só.
Ajudai-nos, lentos poderes do Láudano.
Até a canção medrosa se parte,
Se transe e cala-se.
Faremos casas de medo,
Duros tijolos de medo,
Medrosos caules, repuxos,
Ruas só de medo, e calma.
E com asas de prudência
Com resplendores covardes,
Atingiremos o cimo
De nossa cauta subida.
O medo com sua física,
Tanto produz: carcereiros,
Edifícios, escritores,
Este poema,
Outras vidas.
Tenhamos o maior pavor.
Os mais velhos compreendem.
O medo cristalizou-os. Estátuas sábias, adeus.
Adeus: vamos para a frente,
Recuando de olhos acesos.
Nossos filhos tão felizes...
Fiéis herdeiros do medo,
Eles povoam a cidade.
Depois da cidade, o mundo.
Depois do mundo, as estrelas,
Dançando o baile do medo.


Carlos DrumMond de Andrade
Fonte do poema: http://www.casadobruxo.com.br/poesia/c/medo.htm

NOSSO BISPO A FAVOR DA TRANSPOSIÇÃO

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Dom Edmilson diz que Transposição é o bem de todos
24/03/2007 -13:12


POR: PAULO SÉRGIO CORDEIRO

O debate sobre a Transposição de Bacias do Rio São Francisco teve três capítulos nas últimas horas. Primeiro o IBAMA liberou a obra, depois o ministro da Integração Nacional, Geddel Veira Lima (PMDB/BA), diz que não há prevista liberação de recursos para a obra. Em seguida, Dom Manoel Edmilson da Cruz (foto exclusiva), bispo Emérito de Limoeiro do Norte, falou exclusivamente para este site sobre o assunto. Dom Edmilson disse que “As pessoas devem querer o bem das outras e, se há água em abundância em um lugar não tem motivos para não levá-la para onde há escassez”. Dom Edmilson falou ainda sobre o uso da água. Para o bispo “a água não pode ser somente para a agroindústria mas também para este setor”. Concluiu que “se há erros que sejam corrigidos mas nunca se deve retardar uma obra tão importante para o Nordeste”. Dom Edmilson da Cruz é um contraponto ao bispo de Barra (BA), Dom Flávio Cappio, que fez greve de fome contra a Transposição do Rio São Francisco e liderou campanha em Brasília contra a obra.

Matéria reproduzida do site Ceará Urgente de 21/12/2007

"... O BISPO RESTAURA O PRÓPRIO CIRCUITO DA MISÉRIA, VIOLÊNCIA ENDÊMICA E PODER..."

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Enquanto muitos aqui no Ceará e também no Brasil se omitem, o debate já ultrapassa as fronteiras do país. Leia abaixo as ponderações de Rodrigo Gueron para o Le Monde Diplomatique que é um tablóide do jornal francês Le Monde, um dos mais respeitáveis e competentes órgãos da imprensa internacional
POLÊMICA
A fome de miséria do Bispo
Os que apóiam Dom Cappio não podem ser de esquerda. Tornaram-se cúmplices e motores de um dos mais profundos conservadorismos brasileiros. Um esquema que glorifica exatamente aquilo que precisa ser vencido: fome, sofrimento e morte
Rodrigo Guéron
Escrevi um primeiro artigo sobre a greve de fome de Dom Luiz Cappio contra a transposição do Rio São Francisco no jejum anterior do religioso. Naquela ocasião, ele recebeu o apoio de alguns dos maiores coronéis oligarcas nordestinos: ACM foi visitá-lo e o então governador de Sergipe, João Alves Filho, chefe do pefelê local, participou de uma missa em sua homenagem. Note-se que ambos foram derrotados, nas eleições que se seguiram, exatamente por dois candidatos a governador do PT, numa campanha eleitoral onde as obras do rio não deixaram de ser debatidas.
É evidente que as discussões técnicas em torno da transposição são importantes. O problema são as características do ato protagonizado pelo bispo, o que esta performance diz e simboliza. Muito mais que os apoios ecléticos recebidos por Dom Cappio, seu gesto traz à tona algo que expressa o que o Brasil, e o Nordeste em particular, têm de mais conservador e violento.
O ato do bispo é, em primeiro lugar, um culto à fome, ao sofrimento e em última análise à própria morte. O bispo se auto-exalta, e é exaltado, como alguém que seria mais virtuoso que os outros porque sofre e passa fome. Isso o faria uma espécie de portador da verdade. Ou seja, fome e sofrimento seriam uma espécie de passaporte para a bem. Dessa maneira, no entanto, o bispo restaura o próprio circuito de miséria, violência endêmica e poder, que se fecha numa lógica, num sentido, que há mais de um século aprisiona a vida, e conseqüentemente a política, no Nordeste.
A pulsão de morte... a mistificação religiosa contra a qual Glauber Rocha se levantou com veemência
O mal que o moralismo salvacionista católico fez, e faz, ao país, apesar de toda ambígua e impressionante potência de Canudos, parece não ter fim. O culto ao mártir morto e vitimizado, a lógica da sina do miserável predestinado; enfim, a mistificação religiosa contra a qual Glauber Rocha se levantou com veemência. Esse ímpeto, que balança entre o conformismo e a atitude suicida/auto-martirizante por uma grande causa – como supostamente é a do bispo – transforma-se numa espécie de pulsão de morte coletiva que transcende, no Brasil, os limites do Nordeste.
Estou longe de ser um entusiasta do desenvolvimentismo, do progresso a qualquer preço: aí também existe um culto positivista e uma crença na redenção, em torno da qual organizam-se esquemas de poder. Acredito, no entanto, que água, produção de alimento e mudanças nas relações de trabalho fariam bem ao sertão. É claro que deve haver pressão política, para que os pequenos proprietários desfrutem da obra. Eles podem vir a ser uma classe média rural, pequenos produtores, por vezes resultado das ocupações de latifúndios improdutivos feitas pelo MST, e que votaram massivamente em Lula nas últimas eleições. A Pastoral da Terra e a UDR que me desculpem, mas o MST é fundamental para o crescimento do nosso mercado agrícola; para que avance o processo de diversificação e barateamento dos alimentos que hoje vivemos no país.
E embora me considere à esquerda dos marxistas, com suas teleologias e transcendências, há até algo de marxista nessa minha afirmação, qual seja, entender que as transformações da produção são sempre, de certa forma, uma transformação – e uma produção – política. Mas o marxismo cristão brasileiro torna-se cada vez mais conservador: prefere a metafísica de Marx – a salvação em algum socialismo imaculado – ao seu materialismo. É triste que os teóricos da Teologia da Libertação, que produziram uma ruptura e um movimento liberador na imanência das lutas, na rebelião dos pobres e na potente palavra de ordem do MST (“Ocupar, resistir, produzir”, hoje um tanto esquecida...), tenham caído nessa captura conservadora que nega a vida pela transcendência.
A mesma lógica moralista de Frei Betto, quando diz que o problema é os pobres desejarem
É curioso, inclusive, que uma conhecida atriz global apóie com tanta veemência o tal bispo. Ela que, como milhões de pessoas, todos os dias toma banho em água limpa graças à transposição do rio Guandu, que abastece o Rio de Janeiro; e que é famosa graças, além de seu trabalho, à poderosa indústria do entretenimento e a seu custoso aparato tecnológico, quer agora negar a tecnologia aos pobres e falar dos perigos do mercado e do dinheiro se expandir pelo sertão. É a mesma lógica moralista que fez Frei Betto dizer, há não muito tempo, que a culpa da fome era da geladeira, porque fez os pobres desejarem ter sorvete e refrigerante, quando antes se satisfaziam com arroz, feijão e carne seca. Os pobres, os que estão fora do “mercado” desejando: este é na verdade o “perigo”....
Parece claro, portanto, que não foi contra os possíveis problemas da transposição do rio, nem contra as grandes misérias do capitalismo, que essa greve se voltou. É na verdade – como Gil e Caetano bem disseram na canção Haiti, numa menção à ira de nossas “classe médias” contra as escolas propostas por Darci Ribeiro — “um pânico mal-dissimulado diante de qualquer, mas qualquer mesmo, plano que pareça fácil é rápido, e vá representar uma ameaça de democratização...”
Suponhamos mesmo que, na pior hipótese, a transposição beneficie o agronegócio, as mega-empresas agrícolas exploradoras. Então, organiza-se um sindicato, reivindica-se melhores salários, participação nos lucros, faz-se uma boa greve... Em todo caso, melhor que o servilismo aos coronéis, que não querem a transposição; melhor que uma procissão de miseráveis que santificarão um bispo morto e pedirão que Deus “nos mande chuva” e se autogloficarão na miséria, na privação e na dor.
Acho inadmissível que setores que se dizem “de esquerda” apóiem isso: não são de esquerda, posto que estão sendo cúmplices e motores de um dos mais profundos conservadorismos brasileiros. Um esquema que e glorifica exatamente aquilo que precisa ser vencido: fome, sofrimento e morte.

TRANSPOSIÇÃO: COPIANDO AS AVESTRUZES

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O GRANDE DEBATE OU ONDE ESTÃO AS AVESTRUZES?

A entrada em cena de personalidades como o bispo d. Capio e atrizes do porte de Letícia Sabatela (cuja militância política era desconhecida até então) e Osmar Prado (também sem tradição de lutas populares) está dando visibilidade aos protestos contra a transposição das águas do Rio São Francisco. Do outro lado (a favor) ocorrem manifestações isoladas. O grande debate está ocorrendo na mídia. Os políticos cearenses da bancada federal estão silentes. O governador, idem. Imitando as avestruzes que na hora do perigo enfiam a cabeça no buraco, deputados federais e senadores não tem ocupado espaços na grande imprensa para defender a transposição. Até um ex-governador e atual senador que "criou" no discurso, e quem sabe no papel, um projeto de "interligação de bacias" (?). Cadê esse pessoal de discurso fácil e fluente e, às vezes, convincente nos palanques eleitorais? Estarão essas pessoas acovardadas e intimidadas ante o gesto insensato do bispo equivocado? Ou temem perder dividendos no próximo pleito eleitoral para presidente onde desponta como candidato de consenso o sr. Ciro Gomes?

Diferentemente das avestruzes, o blog O TORTO está comprando essa briga. Promove o debate salutar sobre a transposição, sem partir de falsas premissas, contendo sentimentos e preferências, mas dando vazão a uma cobrança na postura de quem de "direito".

Ninguém pode ficar fora desse grande debate. A omissão será um tanto mais grave que a exposição sincera de dúvidas, questionamentos para que a opinião construída de forma ,madura e isenta.

Como nordestinos, é nosso dever dar visibilidade ao grande questionamento do momento. Esperamos que muito explicitem aqui suas apreensões, suas dúvidas, suas convicções e contribuam neste grande debate nacional. A hora é essa. Depois do "consumatum est" será tarde demais.

Participar do debate é um imperativo do verdadeiro exercício da própria cidadania.

Leiam agora o artigo reproduzido do Jornal O POVO de 20 de dezembro de 2007

ARTIGO
Fome sem greve
Valmir Pontes Filho
http://www.opovo.com.br/opovo/opiniao/753527.html
20/12/2007 00:55
Um mês e meio atrás, viajando pela BR 222 em direção a Fortaleza, assisti a uma cena que me deixou chocado. Uma senhora de aspecto envelhecido se dirigia, latas à mão, a um barreiro onde restava estocado um pouco d'água. Pude nitidamente perceber que se tratava de um líquido de cor escura, de que se serviam dois caprinos magérrimos, mas de onde essa senhora também retirou o que precisava. Certamente essa água, se é que assim se pode chamar aquilo, não seria usada para um banho. Isto seria um luxo impensável naquele ambiente de miséria absoluta, provocada pela seca implacável. Ela serviria, sim, para beber e cozinhar, se é que houvesse algo a ser cozinhado. Fiquei a imaginar, no conforto do ar-condicionado do veículo onde estava, o ambiente de fome e de sede em que a dita senhora - uma notória não-cidadã - se achava, certamente ao lado dos seus filhos menores. Todos embrutecidos e abaixo da linha mínima da dignidade humana. Essa dramática situação talvez estivesse diminuída, ou mesmo eliminada, caso o Governo Federal, buscando reduzir a pobreza e as desigualdades sociais e regionais (CF, art. 3º, III), já tivesse concluído a transposição do Rio São Francisco. Suas águas, ao invés de irem para o Atlântico, estariam, literalmente, a salvar milhões de nordestinos que, como aquela senhora, sentem fome e sede brutais. E o sentem sem ter deflagrado greve! Mas não. Por conta de pressões desarrazoadas, senão desatinadas - como a feita, pasmem todos, por um Bispo católico - novamente as obras são paralisadas, agora por conta de liminar de um Juiz federal da Bahia. Sinceramente, não me comove a "greve de fome" do Bispo, cuja ânsia por celebridade é inegável. Já ao Sr. Juiz, ouso sugerir que ele prove do líquido do barreiro e reveja sua decisão. Valmir Pontes Filho - Advogado e professor de Direito
Nosso comentário no jornal O POVO de 20/12/2007

Parabéns Dr. Valmir pela lucidez e pela clareza de seu artigo. A grande pergunta é: onde estão aqueles que deveriam ser os principais defensores da transposição? Cadê a bancada do Ceará no Congresso Nacional? Será que nossos deputados e senadores estão silentes por oportunismo político ou intimidados pela greve de fome de um bispo que, movido pela paixão e não pela razão, é levado a um gesto equivocado? Quem se dispõe a fazer uma greve de fome em defesa da transposição? Esta pergunta é direcionada aos "nossos" representantes, incluindo-se aí o governador e o senador que propôs a interligação das bacias hídricas do Ceará. Vamos lá. O povo está atento, esperando um gesto de coragem e não só discursos vazios nos anos de eleição. Gilberto Telmo Sidney Marques - prof. adjunto da UECE
Gilberto Telmo Sidney Marques
Nota: quem quiser se manifestar através do jornal O POVO on line é só clicar em:
é de graça e não doi nada

TRANSPOSIÇÃO: AS LÁGRIMAS DA BELA LETÍCIA SABATELLA

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Ator Osmar Prado defende d. Cappio; Letícia Sabatella chora com decisão do Supremo
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GABRIELA GUERREIRO

da Folha Online, em Brasília
Um grupo de manifestantes contrário à transposição do rio São Francisco fez uma série de protestos nesta quarta-feira, no Congresso Nacional, em busca de apoio dos parlamentares contra a retomada das obras. O grupo se reuniu com o presidente do Senado, Garilbaldi Alves (PMDB-RN), para pedir que o Congresso intervenha nas negociações com o governo federal.
Os manifestantes esperam que a greve de fome do bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, sensibilize as autoridades a paralisar imediatamente as obras de transposição. "O jejum é a única forma dele [d. Cappio] chamar atenção, assim como Mahatma Gandhi fez. Eu também faria, se necessário. Só assim, em perigo de morte, pode fazer alguma discussão, algum questionamento sobre a obra", disse o ator Osmar Prado.
Na opinião do ator, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai trabalhar pelo fim da greve de fome do bispo porque não deseja "um cadáver sobre a transposição".
A atriz Letícia Sabatella, que acompanha o grupo nos protestos, saiu em defesa da greve de fome de Cappio.
"Ele é um homem extremamente sério, dos mais elevados princípios, conhece muito bem os ribeirinhas e quilombolas. Essa medida [greve de fome] não é radical, é a única forma de estarmos hoje discutindo essa questão", disse Sabatella.
O grupo também realizou protestos nesta manhã em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal), no momento em que o órgão julgava a concessão de liminar para a retomada das obras. O plenário do STF seguiu a decisão do relator Carlos Alberto Menezes, que concedeu liminar liberando as obras de transposição.
O grupo se mostrou frustrado com a decisão do tribunal, já que o bispo havia prometido encerrar a greve de fome se a Justiça mantivesse as obras suspensas. Letícia Sabatella chegou às lágrimas no momento em que recebeu a notícia de que o STF autorizou a retomada das obras. "Temos que pedir para o governo sensibilidade para as causas dos movimentos sociais", afirmou a atriz.
Suspensão
A decisão do Supremo foi uma resposta ao pedido de liminar ajuizado pela União, por meio de seu advogado-geral, José Antonio Dias Tóffoli. O advogado, no pedido, ressaltou a competência do plenário do Supremo para julgar ações que discutam o projeto do rio São Francisco.
O TRF da 1ª Região havia concedido uma tutela antecipada suspendendo as obras. Segundo reportagem da Folha, em reunião no final da noite de ontem, representantes do governo federal e da Igreja Católica costuraram uma proposta para colocar fim ao jejum de Cappio.

Participe desse grande debate nacional sem a irracionalidade de alguns que escondem suas verdadeiras motivações. Explicite suas idéias. Clique no link abaixo para assistir o vídeo e escutar as razões de Letícia Sabatella e depois manifestar sua opinião:



Agora leia o nosso comentário;

Algumas interrogações para a extraordinária atriz Leticia Sabatella:
Qual seria a motivação de Letícia Sabatella? Quais as causas que ela abraçou antes? Quais as bandeiras que já defendeu?
Conhece a querida Letícia o Nordeste e o quadro devastador da seca? Enfim, a quais interesses ela pretende servir?
Ao final gostaríamos de saber se ela também choraria diante de uma mãe nordestina que acabou de perder o filho de poucos meses que morreu de inanição?

Gilberto Telmo Sidney Marques
O Torto também é informação e tribuna de debates.
Não comece seu dia e nem vá para a cama sem nos visitar.

ÚLTIMA HORA: CASA BRANCA, O REDUTO DE BUSH,, EM CHAMAS

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Incêndio atinge prédio do complexo da Casa Branca


http://noticias.uol.com.br/ultnot/2007/12/19/ult23u845.jhtm
19/12/2007 - 13h28
Um incêndio atingiu nesta quarta-feira num prédio próximo à ala ocidental da Casa Branca, em Washington, onde trabalha o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.Uma densa fumaça pode ser vista no prédio, chamado de Eisenhower, segundo a rede de televisão "CNN", que mostrou imagens do local.
O incêndio começou no segundo andar do prédio e o fogo está sendo controlado pelos bombeiros, que chegaram rapidamente. Não se têm notícias de feridos, porque o local foi rapidamente evacuado.A suspeita inicial é que o fogo teria sido provocado por um curto circuito, mas as causas ainda são desconhecidas. O Eisenhower, mais conhecido como Old Executive Building, é anexo à Casa Branca e acolhe, além de escritórios cerimoniais da Presidência dos EUA, dezenas de dependências do pessoal da Casa Branca. O prédio fica em frente a um escritório destinado às recepções oficiais do vice-presidente Dick Cheney.O recinto, construído no final do século XIX, é um grande complexo com torrezinhas particulares, sendo um dos mais emblemáticos da capital americana.

CASA BRANCA EM CHAMAS?

SÓ FALTA AGORA O SR. BUSH DIZER QUE É OBRA DO PRESIDENTE CHAVEZ E MANDAR INVADIR A VENEZUELA

DELENDA USA

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Esta pequena galeria mostra fotos de Hiroshima, do Vietnã (a garota queimada por Napalm) e das torturas no Iraque (observe a soldada apoiada sobre os presos torturados, rindo). Isso é só uma amostra do grande rosário de crueldades praticadas por "nossos irmãos do norte" a partir de 1945.

Delenda USA

Hoje eu amanheci o dia extremamente indignado. Algumas reflexões da madrugada me fizeram odiar mais que nunca o Uncle SAM ou USA, como queiram chamar.
Na segunda guerra mundial já deixaram os donos do mundo a sua marca de destruição atigindo de maneira impiedosa populações civis que estavam a margem do conflito no Japão. Os números ainda hoje são confusos. Há quem fale de mais de 150 mil mortos logo após os lançamentos das bombas de Hiroshima e Nagasaki e outro tanto de feridos e mutilados. O agravante é que mesmo depois de atacarem de modo crudelíssimo Hiroshima, arremataram a crueldade destruindo sem nenhuma justificativa a cidade de Nagasaki dois dias depois. Naquela ocasião o japão, genuflexo, já preparava a rendição. Perversidade gratuita ou recado para os resto do mundo?
Ao término da segunda guerra promoveram a partilha da Alemanha separando irmãos, dividiram o mundo em duas metades e criaram a chamada "guerra fria" que proporcionou atrocidades até em território norte-americano. Vide as perseguições do macartismo que condenou sem julgamento justo, arrastou dezenas de homens e mulheres aos cárceres e determinou a execução do casal Rozemberg.
Depois, a exemplo do que fizeram na Alemanha, dividiram em duas a Coréia. Patrocinaram a divisão da China através do apátrida Chiang-Kai-Chek, o títere de Taiwan.
No Vietnam se deram mal. Depois de muitas batalhas sangrentas entre que durou 13 anos (de 1962 a 19750) com grande número de baixas americanas. O conflito utilizou 2.300.00 homens americanos dos quais perderam a vida 47.370 e 313.000 ficaram feridos. Entre os vietnamitas do sul participaram da guerra 1.048.000 homens e morreram 300.000. Já da parte do Vietnã do Norte participaram cerca de 2.000.000, tendo morrido cerca de 900.000.
O custo financeiro para os norte-americanos foi de cerca de US$ 200 bilhões. Essa conta foi paga integralmente pelos países pobres do terceiro mundo, incluindo o Brasil.
As “imbatíveis” forças invasoras tinham como testas de ferro entre os sul vietnamitas o ditador golpista Ngo Dinh Dien (assassinado depois pelos americanos), Ngo Van Thieu e seu lugar tenente Ngo Cao Ki que depois se abrigou nos Estados Unidos levando considerável fortuna roubada do povo do Vietnã.
Os norte vietnamitas e os vietcongs(guerrilheiros) forma liderados por Ho Chi Minh ("aquele que ilumina"), nascido em 1890 numa pequena aldeia vietnamita, filho de um professor rural. Com seus companheiros mais próximos, Pahm Van Dong e Vo Nguyen Giap, lançou-se numa guerra de guerrilhas contra o invasor.
Em dezembro de 1974, os nortistas ocupam Phuoc Binh, a 100 quilômetros de Saigon. Em janeiro de 1975 começou o ataque final. O pânico alcança os sul-vietnamitas que fogem para as cercanias da capital. O presidente Thieu embarca para o exílio e os americanos retiram o resto do seu pessoal e grupos de colaboradores nativos. Finalmente, no dia 30 de abril, as tropas nortistas ocupam Saigon e a rebatizam como Ho Chi Minh, em homenagem ao líder falecido em 1969. A unificação nacional foi formalizada em 2 de julho de 1976 com o nome de República Socialista do Vietnã, 31 anos depois de ter sido anunciada pelo grande comandante das forças amadas vietnamitas general Vo Giap.
Ainda na década de 70 sob a presidência do democrata John Kewnnedy, tentaram reconquistar a ilha de Cuba, sua mais incômoda vizinha e foram violentamente rechaçados na sangrenta batalha da Baia do Porcos em 1961.
Atrás da chuva de panfletos e dos bombardeios, cerca de 1400 homens invadiram os pântanos da Praia Girón, conhecida como Baía dos Porcos, no dia 17 de abril de 1961. Três dias depois, eles estavam derrotados. Segundo o governo cubano, 176 pessoas morreram nos combates, mais de 300 ficaram feridas e 50 incapacitadas para toda a vida.
Depois dessa aventura os imperialistas norte americanos implodiram, via corrupção, o grande império soviético e se tornaram hegemônicos. Usaram a corrupção na China para cooptar governos da era pós Mao-Tse Tung.
Avançaram no Oriente Médio. Além serem os patrocinadores do armamento do estado de Israel, fomentam a cizânia entre os irmãos que formam o mundo árabe. Estiveram presentes como estimuladores da guerra Irã-Iraque apoiando Saddam Hussein que depois caiu em desgraça. Posteriormente, a pretexto de caçar Osama Bin Laden que nunca encontraram, destruíram o Afeganistão. Uma de suas últimas ousadias foi a invasão do Iraque a revelia da ONU, afrontado a soberania do país árabe para assumir o controle de suas reservas petrolíferas.
Estas são, em suma, algumas, apenas algumas, das razões de minha indignação.
A partir de agora vou repetir com Catão, o tribuno romano: “delenda USA”. Tio Sam deve ser destruído. Antes que seja tarde e que eles ocupem a nossa Amazônia e se apossem de nossos poços de petróleo.
E tenho uma sugestão. Lembrei de um tratamento bárbaro aplicado nos leões de circo para torná-los inofensivos. Retiram-lhes as presas (ou dentes) e as garras.
Proponho o mesmo para o Tio Sam. Que seu território seja invadido e eles sejam dominados por tropas internacionais da ONU. Que todas as suas armas sejam expropriadas e destruídas. Que lhe seja proibido constituir qualquer tipo de força armada (exército, marinha e aeronáutica). E que lhes seja negado assento na ONU.
Enfim, para que a ONU não sucumba à corrupção ou a outro tipo de tentação que ela seja transferida para Francisco de Holanda, sua melhor localização. Alguém sabe onde é que fica Francisco de Holanda?
Ah! deve ficar a meio caminho entre Quixadá e Quixeramobim que é para nenhuma destas duas potências se sentir humilhada pela outra ou, o que é pior, começar outra vez a impor no mundo mais algum plano ambicioso de imperialismo.
Delenda USA
Ridendo castigat mores.
Obs. O Reginaldo, futuro causídico ou jurisconsulto, traduzirá as palavras latinas.

Para saber mais:
Sobre a invasão frustrada da Baía dos Porcos
http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,800189,00.html
Sobre a Guerra do Vietnã:
RUSSEL, Bertrand – Crimes de Guerra no Vietnã – Editora Paz e Terra
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/guerra_vietna9.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Vietn%C3%A3
Sobre Catão, o tribuno:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerras_P%C3%BAnicas
Sobre a guerra fria e macartismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Fria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Macartismo
filme aconselhado sobre macartismo:
Culpado por suspeita com Robert de Niro e Annette Bening
O torto também é cultura!

VITÓRIA MAIÚSCULA DE ILARIO MARQUES!!! PARABÉNS PT!!!

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NOTÍCIA EM PRIMEIRA MÃO DO SITE DA DEPUTADA RACHEL MARQUES

Ilário é o novo presidente do PT Ceará
17/12/2007
http://www.rachelmarques.org.br/noticias/texto.asp?id=1012
A Comissão Eleitoral do Processo de Eleições Diretas (PED) do Partido dos Trabalhadores no Ceará divulgou, às 20h20min da segunda, 17 de novembro, o resultado oficial confirmando a vitória de Ilário Marques.
Confira os resultados abaixo:
Ilário Marques - 7.277 votos
Joaquim Cartaxo - 7.217 votos
Brancos - 336 votos
Nulos - 389 votos
Válidos - 14.494 votos
Total votantes - 15.219 votos
Ilário se reuniu, em seguida, com os militantes numa churrascaria em Fortaleza para comemorar a conquista. “Essa vitória é fruto da militância que saiu as ruas e exigi
u mudanças no PT”, disse ele.
Nossa mensagem:
Impossibilitado, por problemas de saúde de abraçar pessoalmente o querido amigo prefeito de Quixadá, enviamos daqui nossos cumprimentos sinceros embalado pela vitória maiúscula que é a vitória do PT e do Ceará também.
No debate da TV O POVO manifestamo-nos pela revigoração do PT. É isto que esperamos. A eleição de Ilário vira uma página e inicia uma nova era de discussão, amadurecimento e correção de rumos.
Um grande abraço
Gilberto Telmo

ELEIÇÃO ESTADUAL DO PT - CEARÁ

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APURAÇÃO PARALELA DA VITÓRIA A ILÁRIO MARQUES
Ilário Marques ganha com 7.260 votos na apuração paralela de seu comitê de campanha. A coordenação de campanha do candidato à presidência do PT Ceará encerrou às 23h40min de domingo, 16 de novembro, a apuração paralela do Processo de Eleições Diretas do partido. O resultado assinalou a vitória do candidato Ilário Marques com 7.260 votos contra 7.205 de Cartaxo. “Recolhemos os relatórios das urnas de todos os municípios através de nossos fiscais. Depois totalizamos em nosso comitê, a Casa da Multidão”, explica o coordenador Rodrigo Amaral. “Foi uma vitória apertada, mas justa, pois iremos resgatar a dignidade do PT Ceará”, avalia a coordenadora Ana Maria de Freitas.

O pleito correu tranqüilo durante todo o dia. Apenas dois incidentes foram registrados em ata. O primeiro aconteceu em Nova Russas onde a cédula continha a numeração errada do candidato Ilário Marques. O segundo foi o início da votação antecipado em 20 minutos do horário estatutário em Canindé. A apuração oficial começou na sede do PT estadual às 17h30min, logo quando começaram a chegar as primeiras urnas. A comissão eleitoral decidiu parar às 21h15min, devido ao cansaço de seus membros. Os trabalhos só serão retomados às 8 da manhã de segunda, 17 de dezembro, devendo neste mesmo dia serem concluídos.

O candidato mais votado em Fortaleza no 1o turno, Antonio Ibiapino, comemorou: “foi a vitória da coerência!”. Segundo ele, até os adversários de Ilário já admitiram a derrota na contagem paralela deles. Ilário só irá se pronunciar depois do resultado oficial.

EM LOUVOR A NIEMEYER, ARQUITETO GENIAL E HUMANISTA SUPERLATIVO

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DO QUERIDO AMIGO PROF. ATTICO CHASSOT (lá do Rio Grande do Sul), recebemos:
Meu querido Gilberto Telmo,
de todos os artigos que li, acerca do magno centenário de hoje,
assunto de meu blogue de hoje, esse é dos mais emocionante.
saudades do
achassot
Artigo

O gênio da solidariedade, por Domenico Di Masi*

Nesta semana, a revista semanal Época dedica um grande espaço aos cem personagens mais importantes do Brasil. Cada um deles é apresentado por um outro personagem ilustre. Oscar Niemeyer é apresentado pelo próprio presidente Lula. Nenhum outro brasileiro, de fato, pareceria mais adequado para descrever um indiscutível, e universalmente amado, gênio como Niemeyer.

Lula escreve: "O meu amigo Oscar Niemeyer costuma dizer que a vida é mais importante que a arquitetura, sintetizando assim a sua filosofia
existencial, a sua conduta profissional e a sua posição política. No momento de completar cem anos de uma existência rica e produtiva, Niemeyer oferece ao Brasil e ao mundo, além de uma obra arquitetônica de beleza inigualável, uma sincera lição de humanismo, de amor e de solidariedade ao próximo. Ainda mais que as suas obras, ele representa o exemplo monumental do artista que nunca se contaminou com o luxo, o poder e a glória, que se insurgiu contra todos os tipos de injustiça e desigualdade e que ama, acima de tudo, o povo de seu país". Nenhum presidente, de nenhuma nação no mundo, poderia dizer o mesmo de um cidadão seu.

Em 15 de dezembro de 2007, Oscar Niemeyer completa cem anos e o Brasil inteiro - do palácio às favelas - se preparou para este dia com uma grande emoção coletiva. E enquanto festeja o seu máximo arquiteto - não como um ídolo, mas como um modelo de vida - no mundo inteiro, de Nápoles a Tóquio, inauguram-se mostras sobre suas obras e se realizam seminários para decifrar a beleza de seus projetos, simples e surpreendentes ao mesmo tempo.

Mas por que este velhinho pequeno e ainda sagaz exerce tanto fascínio e marca, de modo muito decisivo, a arquitetura e a vida do nosso tempo?

Hoje não existe cidade - de Barcelona a Dubai, de Bilbao a Roma - que não possua a ambição de redesenhar a si mesma e a seu próprio perfil, confiando grandes obras aos denominados arquistar: os grandes nomes da arquitetura contemporânea; de Norman Forster a Renzo Piano, de Adid a Jean Nouvel, de Fuxas a Calatrava. Mas Niemeyer precedeu essa tendência de meio século e - único no mundo - realizou mais de 600 construções com as quais mudou a face do Brasil e imprimiu uma transformação na arquitetura de todo o planeta: da Argélia à Espanha, da França aos Estados Unidos. Algumas de suas construções, como o edifício das Nações Unidas em Nova York ou a catedral de Brasília, já fazem parte imprescindível da iconografia mundial, ao lado da Torre Eiffel ou da cúpula de São Pedro.

Mas há outras boas razões que fazem de Niemeyer um gênio singular. É o único, talvez, em toda a história da arquitetura, a ter projetado e construído uma cidade inteira: a primeira cidade nascida depois do advento do automóvel, uma metrópole realizada em quatro anos, sob o impulso do presidente Juscelino Kubitschek.

A outra razão pela qual Niemeyer é uma figura singular consiste no fato de que, com ele, pela primeira vez, o Terceiro Mundo se expressou através de uma arquitetura profundamente indígena e capaz, todavia, de competir, em razão da audácia tecnológica e da pureza de formas, com a grande arquitetura do Primeiro Mundo; de confrontar-se, com cabeça erguida, com os Gropius e com os Le Corbusier. Este último, além disso, assinou com Niemeyer duas construções: aquela já lembrada das Nações Unidas e a do Rio de Janeiro destinada ao Ministério da Cultura.

No dia de seu centésimo aniversário, almoçarei com Niemeyer e com seus amigos mais queridos.

Sei já o que nos diremos. Como sempre, recordaremos os anos em que estávamos em Paris: eu como estudante e ele como exilado, ambos sem dinheiro. E então Oscar retomará, como sempre, o argumento que mais o angustia: os pobres de seu país, os sofredores da terra, as ditaduras a derrotar, as opressões a eliminar.

O seu escritório, simples e incomparável, onde nasceram todas as suas obras-primas, encher-se-á, gradualmente, de sombras e de esperanças, porque Niemeyer, nunca pessimista, permanece convicto de que a parte sã da humanidade prevalece sempre sobre a parte doente.

Devo confessar: sou feliz por ser amigo deste gênio leal. E estou orgulhoso de que ele me tenha presenteado com o projeto de um auditório que está surgindo em Ravello, no sul da Itália, de onde milhões de emigrantes partiram para o Brasil.

Com esta obra única e genial como o seu projetista, renova-se a grande amizade entre os dois povos daqui e de além-mar, no sinal de solidariedade.
Não por acaso Niemeyer costuma dizer: "Um senso de solidariedade me acompanhou por toda a vida. Eu me envergonharia se fosse um homem rico".

Domenico Di Masi*

*Sociólogo e escritor

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SUCESSO EM QUIXADÁ NA CAMPANHA DO DESARMAMENTO INFANTIL

Pelo segundo ano consecutivo, o proprietário da Banca de Revistas Alternativa, Sr. Milton Barbosa, na cidade de Quixadá, realizou durante os meses de outubro, novembro e início de dezembro, a Campanha do Desarmamento Infantil que acontece anualmente no Estado do Ceará, patrocinada pela Distribuidora Dinap em parceria com várias entidades.
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Sucesso em arrecadação de armas de brinquedos, a Banca Alternativa foi agraciada em Fortaleza por ter sido a Banca que mais efetuou trocas, arrecadando centenas dessas armas de brinquedo.

Para o Sr. Milton, o prêmio é só uma conseqüência do trabalho realizado, o importante mesmo é contribuir para que tenhamos jovens menos violentos, pois, as armas de brinquedos estimulam as crianças a brincadeiras agressivas, além de ajudar na educação desses jovens estimulando à leitura.
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Em Quixadá a Campanha contou com o apoio da Secretaria Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Quixadá, Ortobom, Jairo Livraria e Papelaria, Papel & Cia, Loja Pe. Cícero, Banco do Brasil, Casa Olinda, Diário do Nordeste, CDL Quixadá, Câmara Municipal, Discover Informática, AJE Quixadá, Abril, Dinap, Alaor, Prefeitura Municipal de Quixadá, Bancas Alternativas.

Esperamos que iniciativas como esta se propalem. Estes exemplos devem ser seguidos. PARABÉNS SR. MILTON BARBOSA

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RESULTADO DA ENQUETE: Em quem você votaria para prefeito de Quixadá se as eleições fossem hoje?
A enquete realizada com os possíveis candidatos ao cargo majoritário do município de Quixadá teve o seguinte resulta: Airton Buriti (PT) 50%, Cristiano Góes (PT) e Zé Nilson (PSDB) 24% cada e Dr. Rômulo (PT) 2%, o que nos leva a fazer algumas ponderações.

Primeira: entre os eleitores do Partido dos Trabalhadores existe uma divisão, onde o pré-candidato Airton Buriti, na pesquisa, teve uma boa margem de vantagem de votos, em relação ao seu companheiro de partido Vice-prefeito Cristiano Goes. Acreditamos que o candidato do Partido deve sair mesmo em uma consulta prévia aos filiados durante convenção.

Segundo: independente de qual seja o candidato do Partido dos Trabalhadores, se conseguirem "transferir" os votos para o candidato escolhido a diferença para o candidato do PSDB Zé Nilson se torna grande, pois no somatório dos votos o resultado fica o PT com 76%, e o PSDB 24%.

Terceira: os eleitores do PSDB e da oposição ao PT em Quixadá, parecem mesmo decididos pela preferência a Zé Nilson, uma vez que outros candidatos como Dr. Mesquita, Osmar Baquit e Mônica Sousa não obtiveram nenhum voto.

Enfim, a pesquisa está aí para outras análises, e qualquer que sejam os candidatos, nós que fazemos o Blog O Torto esperamos que seja uma campanha política limpa, baseada em propostas, nos princípios éticos e morais e que o povo escolha aquele que possa trazer mais melhorias para nossa cidade.

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CALAR PORQUE?

É difícil acreditar que nos dias de hoje alguns "jornalistas" não aceitam criticas, críticas essas que muitas vezes até os ajudariam, se parassem para pensar.

A princípio parece meio vago, mas evito citar nomes para não correr o risco de sofrer ameaças de processos, se bem que, riscos corremos todos os dias mesmo permanecendo calados. Ou batemos de frente contra essa postura autoritária e arbitrária ou ficaremos a mercê de contunarmos vendo em nossa cidade (Quixadá - CE) jornalistas ganhando do dinheiro público, para em defesa de interesses particulares, publicar inverdades e, quando são criticados ameaçarem de processar a quem os criticou.

São esses jornalistas que publicam com base no que disseram, ou no que ouviram dizer, pois não apresentam as fontes das “verdades” ou das pesquisas, e nem mesmo estão em nossa cidade para investigar a veracidade dos fatos, são esses mesmos jornalistas que não aceitam contestações e pensam que podem manipular o pensamento de terceiros. Ora senhores, que tipo de jornalista é esse que o que diz tem que ser aceito como verdade e todos calarem. Perdoe-me senhores mas essa atitude não combina com o regime Democrático de Direito em que vivemos. É preciso que determinados jornalistas revejam suas posturas e passem a aceitar o contrário, afinal ninguém é dono da verdade, assim acredito.

Quem não quer ouvir, que se cale. “Os Intocáveis” só na ficção e, mesmo assim não são eternos. É preciso combater esse tipo de jornalismo venal e oportunista. O blog “o torto e a direita” é um espaço livre e democrático e se propôs a ser essse espaço para os excluídos da grande mídia e continuaremos cumprindo com o nosso papel. Que bom que estamos incomodando.

RESPOSTA AO JORNALISTA DA VEJA

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PARA QUEM ACREDITOU NA MATÉRIA DA REVISTA VEJA INTITULADA: "Che, a farsa do herói", É BOM LER ESTA POSTAGEM.


Lee Anderson publicou tréplica a Diogo Schelp, da “Veja”. Já o tinha surrado, agora resolveu partir para o espancamento sem noção. Mais um pouco, e esse meu ranço católico faz com que parta em defesa de Diogo, de tanto que o dito cujo levou sopapos. O blogueiro-de-guarda não deu um pio. Ou um latido, que seja.
Eis a carta de Anderson, publicada no blog de Pedro Dória:
“Prezado Diogo Schelp:
Agradeço pelo sua ‘gentil’ resposta. (Soube que você é de fato uma pessoa muito ‘gentileza’; você mesmo o disse duas vezes em suas mensagens.) Só agora percebo, o mal-entendido entre nós nasceu exclusivamente por conta de meu caráter profundamente falho. Eu jamais deveria ter presumido que você recebera meu email inicial em resposta ao seu ou minha segunda mensagem a respeito de sua reportagem, muito menos deveria ter considerado que você pudesse ter decidido ignorá-los. É evidente que você tem um sistema de bloqueio de spams muito rigoroso. Uma dica técnica: talvez devesse configurar seus sistema como ‘moderado’ e não ‘extremo’. Se o fizer, talvez comece a receber seus emails sem quaisquer problemas. Lembre-se, Diogo: moderado, não ‘extremo’. Esta é a chave.

Você me acusa de ser antiético, um ‘mau jornalista’. Questiona até se posso ser chamado de jornalista. Nossa, você TEM raiva, não tem? Enquanto tento parar as gargalhadas, me permita dizer que, vindo de você, é elogio. Permita, também, recapitular por um momento a metodologia utilizada por você para distorcer as informações que o público de Veja recebeu:
Você publicou na capa e na reportagem uma grande quantidade de fotografias de Che, aproveitando-se assim da popularidade da imagem de Guevara para vender mais cópias de sua revista. Para preencher seu texto, você pinçou uma certa quantidade de referências previamente escritas sobre ele – incluindo a minha – para sustentar sua tese particular, qual seja, a de que o heroismo de Che não passa de uma construção marxista, como sugere seu título: ‘Che, a farsa do herói’.
Para chegar a uma conclusão assim arrasa-quarteirão, você também entrevistou, pelas minhas contas, sete pessoas. Uma delas era um antigo oponente de Che dos tempos da Bolívia. As outra seis, exilados cubanos anti-castristas, incluindo ex-prisioneiros políticos e veteranos de várias campanhas paramilitares para derrubar Fidel. (Um destes, o professor Jaime Suchlicki, você não informou a seus leitores, é pago pelo governo dos EUA para dirigir o assim chamado Projeto de Transição Cubana.) Percebi também que você prestou particular atenção no testemunho de Felix Rodriguez, ex-agente da CIA responsável pela operação que culminou na execução de Che. O fato de que você o destaca quer dizer que você o considera sua melhor testemunha? Ou terá sido porque ele foi o único que algum repórter realmente entrevistou pessoalmente? Os outros, parece, Veja só falou com eles por telefone. Mas como são rigorosos os critérios de reportagem de Veja!
Como disse em minha ‘carta aberta’ a você, escrever uma reportagem deste tipo usando este tipo de fonte é o equivlente a escrever um perfil de George W. Bush citando Mahmoud Ahmadinejad e Hugo Chávez. Em outras palavras, não é algo que deva ser levado a sério. É um exercício curioso, dá para fazer piada, mas NÃO é jornalismo. Dizer a seus leitores, como você diz na abertura da reportagem, que ‘Veja conversou com historiadores, biógrafos, ex-companheiros de Che no governo cubano’ passa a impressão de que você de fato fez o dever de casa, que estava oferecendo aos leitores um trabalho jornalístico bem apurado, que apresentaria algo novo. Infelizmente, a maior parte do que você escreveu é mera propaganda, um requentado de coisas que vêm sendo ditas e reditas, sem muitas provas, pela turma de oposição a Fidel em Miami nos últimos quarenta e tantos anos.
Minha questão não é política. Escrevi um livro, como você mesmo disse, que é ‘a mais completa biografia’ de Che. Há muito lá que pode ser utilizado para criticar Che, mas também há muitos aspectos a respeito de sua vida e personalidade que muitos consideram admiráveis. Em outras palavras, é um retrato por inteiro. Como sempre disse, escrevi a biografia para servir de antídoto aos inúmeros exercícios de propaganda que soterraram o verdadeiro Che numa pilha de hagiografias e demonizaçoes, caso de seu texto. Não cometa o erro de me acusar de defender Che porque critico você. Serei claro: a questão aqui não é Che, é a qualidade do seu jornalismo. Sua reportagem, no fim das contas, é simplesmente ruim e me choca vê-la nas páginas de uma revista louvável como Veja. Seus leitores merecem mais do que isso e, se aparecerei ou não novamente nas páginas da revista enquanto você estiver por aí, não me preocupa. O que PREOCUPA é que, com tantos jornalistas brilhantes como há no Brasil, foi a você que Veja escolheu para ser ‘editor de internacional’.
Cordialmente,
Jon Lee Anderson