O "NOVO" ESCÂNDALO DAS EMENDAS PARLAMENTARES


INTERNAUTAS
Quando criança, em tempos imemoriais li em um cartaz de propaganda eleitoral de um candidato a governador o "slogan" CONTRA O ROUBO E A CORRUPÇÃO. Curioso, perguntei a minha mãe professora o que era corrupção. De maneira objetiva ela respondeu corrupção é podridão. Acredito até hoje que essa foi a mais precisa definição para o verbete. O Houaiss diz ..."deterioração, decomposição física, orgânica de algo; putrefação... e vai por aí. Minha mãe tinha razão. Mas. àquela época eu jamais iria imaginar que a corrupção fosse uma praga tão contagiante, uma epidemia tão danosa.
Os recursos drenados pela corrupção fazem falta nos programas precários de saúde, na mesa dos miseráveis (eles nem mesa têm), na escolas sucateadas, nos professores mal pagos, na segurança pública, na construção de moradias populares, no saneamento básico, enfim, na qualidade de vida da população.
Nem Deus perdoa os crimes perpetrados contra o povo pelos corruptos e tampouco a impunidade que é a matriz geradoras de tais crimes.
O último escândalo (desculpem esse, certamente, não será o último) é mais adequado dizer o mais recente escândalo é patrocinado pelos nossos representantes no parlamento. O portal Terra denuncia tais absurdos. Mas, não sabemos por que, o portal de notícias Terra já retirou a matéria do ar. E outros órgãos da imprensa sequer noticiaram.
O escândalo é um conluio imoral de parlamentares com ONGS fajutas para abocanhar recursos da União. Só Deus sabe a destinação dos mesmos. Leiam e fiquem estarrecidos:
FERNANDO DE BARROS E SILVA

Urubus do Orçamento

SÃO PAULO - Na quarta-feira passada, neste espaço, tratei da farra das emendas parlamentares. Flagrado por destinar R$ 3 milhões de sua cota individual a entidades fantasmas no DF, o senador Gim Argello (PTB-DF), então relator do Orçamento, renunciou à comissão para salvar a pele. Escrevi então: "É muito pouco. Virão outros "gins" no lugar". Não demorou uma semana.
A senadora Serys Shlessarenko (PT-MT) foi indicada pelo governo para substituir Gim na relatoria. Agora ficamos sabendo que sua assessora Liane Maria Muhlenberg, funcionária do Senado desde 2007, preside um tal Ipam (Instituto de Pesquisa, Ação e Mobilização). Este ano, o Ipam foi agraciado com R$ 1,85 milhão em emendas de três deputados: R$ 1,1 milhão de Gilmar Tatto (PT-SP), R$ 650 mil de Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e R$ 100 mil de Geraldo Magela (PT-DF).
Para aprovar a liberação do dinheiro, Muhlenberg entregou aos ministérios da Cultura e do Turismo documento no qual afirmava não ser funcionária do Legislativo. Mentiu. E ninguém verificou nada. Serys, por sua vez, afirma que foi traída pela assessora. "Garanto a lisura dos contratos. Não quero ser misturada com uma ONG de aluguel", disse Muhlenberg.
Todos honestos, todos inocentes. O fato é que ministérios como Turismo e Cultura viraram entrepostos da maracutaia. Não há controle, no Congresso ou no Executivo, sobre o destino das verbas das emendas. Elas servem, de fato, ao varejo da política, à politicalha. Mas alguém ousaria dizer que se trata de migalha? Estamos falando, neste ano, em pouco mais de R$ 7 bilhões, num Orçamento de R$ 830 bilhões, mas dos quais cerca de R$ 700 bilhões é dinheiro carimbado.
Alijado das grandes decisões e inapetente para os debates que importam na elaboração da peça orçamentária, o Congresso faz dela uma espécie de carniça, um banquete de restos, com o qual os urubus mais espertos (são muitos) se lambuzam e alimentam sua corja.

Nota do blog: aqui no TORTO ninguém é protegido ou blindado. Foi corrupto, será denunciado.

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