PERFIL: NELSON WERNECK SODRÉ


NELSON SODRÉ UM PATRIOTA

Na minha paixão incontida pelos livros, talvez meus verdadeiros e sinceros amigos, refúgios nas minhas horas de insegurança e de tristeza, deparei-me em uma estante de supermercado com um livrinho de pouco mais ded 160 páginas ao preço módico (e inacreditável) de quatro reais. Mas, não foi o preço que me chamou a atenção. Quando se trata de livro nunca reparo muito para o preço. Se o produto me interessa passa a ter um valor inestimável. Pago o preço imposto.

O objeto de meu interesse estava no título - O FASCISMO DO COTIDIANO - e, de modo especial no autor - NELSON WERNECK SODRÉ.


Fui acometido de uma saudade instantânea do General de Brigada Nelson Werneck Sodré. Não se escandalizem, amigos. General de brigada, sim. Cassado e perseguido pelo regime ditatorial. Impedido de lecionar, impedido de escrever. Só não tiveram força para cassar sua patente. Faltou moral para tanto. Como faltou moral para prenderem Oscar Niemeyer.


E quem foi Nelson Werneck Sodré?


Segundo seu biógrafos, vide Wikipedia, Nelson Werneck Sodré (Rio de Janeiro, 27 de abril de 1911 - Itu, 13 de janeiro de 1999) foi um militar e historiador brasileiro.


Foi mais historiador que militar, na essência do termo. Foi um historiador que nunca escreveu uma só linha da "história oficial" aquela que, resistindo ao tempo e aos novos ares da democracia, ainda permanece nos livros didáticos. A história oficial que escamoteia e deturpa a verdade, É complacente e cúmplice dos crimes inomináveis da ditadura.

Vejamos o que diz a Wikipedia:

Duas semanas após o golpe de 1964, teve os seus direitos políticos cassados por dez anos pela Junta Militar que assumiu o poder. Sofrer a cassação não tinha desdobramentos apenas político-eleitorais. A posterior regulamentação das punições ampliou os seus efeitos, impedindo-o de lecionar e de escrever artigos para a imprensa.
Optou por não se exilar e dedicou-se, nos anos seguintes, a resistir da única forma que lhe parecia ser possível: escrevendo. Como os demais meios de comunicação lhe foram interditados, passou a escrever livros. Escrevendo em período integral, e sem contar a reedições, Sodré publicou quatro títulos em 1965: Ofício de Escritor, O
Naturalismo no Brasil, As Razões da Independência e A História Militar do Brasil.
Também em 1965 começaram a ser apreendidos das livrarias e depósitos das editoras alguns de seus títulos. Além da
História Nova do Brasil, foram recolhidos exemplares de Quem Matou Kennedy, da História da Burguesia Brasileira e de A História Militar do Brasil. Reeditado em 1968, esse livro foi proibido de circular em 1969 e mais uma vez os exemplares disponíveis nas livrarias e na editora sofreram apreensão. A reedição dessa obra motivou um novo IPM contra Sodré.
Em 1966, publicou uma obra de referência que vinha preparando há décadas, História da
Imprensa no Brasil. Em 1967, foram lançadas as Memórias de um Soldado e a terceira edição de uma obra de referência que vinha sendo reelaborada a cada vez que era publicada, O que se Deve Ler para Conhecer o Brasil.
Em 1968, publicou quatro antologias: Fundamentos da
Economia Marxista, Fundamentos da Estética Marxista, Fundamentos do Materialismo Histórico e Fundamentos do Materialismo Dialético.
Em 1970, vieram a público Síntese de História da
Cultura Brasileira (escrito a pedido da direção do PCB) e as Memórias de um Escritor. Em 1974 foi a vez de Brasil: Radiografia de um modelo.
Em 1976, Introdução à
Geografia; em 1978 Sodré lançou três livros, A Verdade sobre o ISEB, Oscar Niemeyer e A Coluna Prestes.
Em 1984, Vida e Morte da
Ditadura; no ano seguinte, Nelson Werneck Sodré publicou três títulos, Contribuição à História do PCB, O Tenentismo e História e Materialismo Histórico no Brasil.
Em 1986 são lançados História da
História Nova e A Intentona Comunista de 1935.
Em 1987, O Governo Militar Secreto e Literatura e História no
Brasil Contemporâneo.
Em 1988, as Memórias de um Escritor são republicadas com o título Em Defesa da Cultura.
Em 1989, vem a público A
República: uma revisão histórica, A Marcha para o Nazismo e o pequeno ensaio que assinalou a participação de nosso autor na primeira eleição direta para a presidência da república no Brasil após o golpe de 64, O Populismo, a confusão conceitual.
Em 1990 foram publicados
Capitalismo e Revolução Burguesa no Brasil (reunião de textos elaborados no fim dos anos 1970), O Fascismo Cotidiano e mais um volume de sua memorialística, A Luta pela Cultura.
Em 1992 é publicado o penúltimo volume de suas
memórias, A Ofensiva Reacionária, concluídas com o lançamento, em 1994, de A Fúria de Calibã; nesse ano, a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, através da Unidade Editorial mantida pela Secretaria Municipal de Cultura, publicou o livro O Golpe de 64.
Em 1995 foi lançado um título que se tornou um grande sucesso editorial, A Farsa do
Neoliberalismo e, em 1998, Tudo é Política, 50 anos do pensamento de Nelson Werneck Sodré em textos inéditos em livro e censurados, organizados por Ivan Alves Filho.


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