ELKE MARAVILHA NOJÔ


NEM TUDO O QUE PARECE É...
ANISTIA
s.f. 1 Indulto que se concede principalmente a criminosos políticos; faz cessar o curso dos processos judiciais e anula eventuais sentenças proferidas. 2 Perdão geral.

Começo esta postagem com esta definição para ressaltar um questionamento interessante.

Nesta segunda-feira (29) assistindo uma entrevista da Elke Maravilha no Programa do Jô, ela que era brasileira naturalizada, disse que à época da ditadura estava em um aeroporto aqui no Brasil quando viu vários cartazes a foto do filho da Zuzu Angel que continha os dizeres: “Procurado Terrorista”. Conhecendo o rapaz e sua mãe, não aceitou aquilo e saiu arrancando os cartazes. Resultado: foi presa, enquadrada na Lei de Segurança Nacional como subversiva, perdendo assim sua naturalização, ficando apátrida (pessoa sem pátria).

Achei interessante a parte da entrevista quando ela disse que não aceitou a anistia dada pelo governo brasileiro. “Não cometi nenhum crime, não matei ninguém para ser perdoada. O que deveria acontecer era um pedido de desculpas a mim, a todos os que sofreram neste período e ao povo brasileiro”, disse Elke.

Resolvi fazer esta postagem por achar que essa postura demonstra muito caráter, lealdade aos seus princípios e acima de tudo a afirmação das atrocidades cometidas durante um período negro da história do Brasil, que não deve jamais ser apagado da memória do povo brasileiro para não corrermos o risco de sequer ser cogotado que aconteça novamente.

Certa para alguns, errada para outros, mas sem dúvida um posicionamento digno de alguém decidida que não se dobrou frente a um regime cruel, graças a Deus banido.

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